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Dinossauros usavam penas para conquistar parceiros, diz estudo


 
Os chamados 'oviraptores' fariam acasalamento semelhante ao dos pavões. Estrutura de ossos e músculos encontrada em fósseis leva à conclusão.
 
 
Uma pesquisa canadense encontrou novas evidências de que os dinossauros que tinham penas as usavam com o objetivo de atrair parceiros sexuais – de forma semelhante ao que fazem os pavões.
 
 
A equipe de Scott Persons, da Universidade de Alberta, analisou os fósseis de um grupo de dinossauros conhecidos como “oviraptores”, com foco nas vértebras da cauda dos animais.


Os cientistas encontraram nessas vértebras uma estrutura empinada, conhecida como “pigóstilo”, que só as aves têm, entre os animais modernos.


Embora não tenham encontrado nenhum fóssil com evidência direta das penas, os pesquisadores concluíram que a existência do pigóstilo indica que esses animais tinham penas nas caudas.


Os pesquisadores encontraram ainda evidências de que esses animais tinham uma musculatura forte na cauda, de forma que conseguiam balançá-la para os lados, para cima e para baixo, como em uma dança de acasalamento.


Os oviraptores eram dinossauros bípedes com patas dianteiras bastante curtas, e não há nenhum sinal de que eles pudessem voar. Desta forma, a única função que os pesquisadores conseguem conceber para essas penas seria o cortejo dos parceiros.
 
 
 
 
 
Fonte: G1
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Asas de aves surgiram para aquecê-las e não para o voo, diz estudo



O novo estudo foi realizado em conjunto pelas Universidades de Bristol, Yale e Calgary e publicado no jornal Current Biology.


Ele afirma que as aves desenvolveram suas asas primeiramente para se aquecerem, e não para voar. Os estudiosos encontraram penas em dinossauros, organizadas em várias camadas de penas longas, como que para preservar o calor. 
 
 
As camadas eram rígidas e agiam como aerofólios simples e podiam ser usadas para um voo plano limitado.


O estudo encontrou traços de uma versão primitiva de asas em aves pré-históricas, que levariam milhões de anos para utilizar os membros como camuflagem ou adorno para atração de parceiros, e mais algum tempo marcado pela seleção natural até finalmente serem usadas para o voo. A configuração básica das asas continuou a mesma por 130 milhões de anos.


O Dr. Jakob Vinther, da escola de Ciências Biológicas e da Terra da Universidade de Bristol, considera o estudo uma amostra da complexidade da evolução de penas e dos pássaros: “Agora, aparentemente nós vemos que as penas evoluíram primeiramente para isolamento térmico. Mais tarde, na evolução, penas pintadas ou em forma de pás evoluíram para exibição. Essas penas de exibição se mostraram excelentes membranas que poderiam ter sido utilizadas para locomoção aérea, que apenas bem mais tarde na evolução aviária se tornaram o que nós consideramos um voo com bater de asas. Essa nova pesquisa está lançando luz não apenas em como as aves chegaram a voar, mas mais especificamente em como as penas se tornaram o que são hoje – uma das mais incríveis e altamente especializadas estruturas na natureza”, em entrevista ao Daily Mail.
 


Os objetos de estudo da pesquisa foram duas espécies pré-históricas diferentes: o dinossauro Anchiornis huxleyi e a ave jurássica Archaeopteryx lithographica, com 155 milhões de anos de idade. 
 
 
Ambas as espécies combinaram características de dinossauros e aves e permitiam uma investigação de suas penas. 
 
 
As asas investigadas eram bem diferentes das encontradas em aves modernas. Cada pena, individualmente falando, era fraca, devido a eixos delgados. Mas as camadas provavelmente resultaram em um forte aerofólio.


O estudo, contudo, mostrou que as aves pré-históricas não conseguiam separar suas penas, um indício de que alçar voo e mantê-lo em baixas velocidades eram ações limitadas naquele momento. 
 
 
Assim sendo, essas asas eram usadas principalmente para o isolamento térmico, ou, se necessário, para planar em alta velocidade ou voar com um bater de asas.
 
 
 


Conforme a aerodinâmica e a mecânica ficava mais evidente, as asas das aves começaram a incluir uma camada de penas longas e assimétricas com penas curtas escondidas em cima. 
 
 
Essas penas novas poderiam ser separadas e giradas para que os pássaros conseguissem regular a própria altitude e direção de voo, ou até mesmo flutuar.


O Dr. Nicholas Longrich, da Universidade de Yale complementou: “Ao estudar esses fósseis cuidadosamente, nós agora podemos juntar as peças da evolução das asas. Antes, parecia que nós tínhamos asas mais ou menos modernas do [período] jurássico em diante. Agora, está claro que as primeiras aves foram mais primitivas e representaram formas transicionais ligando as aves aos dinossauros. Nós podemos ver as asas lentamente se tornando mais avançadas quando nós vamos do Anchiornis ao Archaeopteryx e a aves mais recentes”.




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Mundo já esteve perto de terminar cinco vezes

Ilustração mostra dinossauros, lagartos e cobras, entre eles o Obamadon (em primeiro plano) que habitavam a Terra no Cretáceo e foram dizimados pelo impacto de um asteroide, visto ao fundo Carl Buell


Confira cinco extinções em massa que atingiram mais de 50% de toda a vida na Terra.


Alvo de profecias apocalípticas baseadas em uma suposta previsão feita pelos antigos maias, a sexta-feira, dia 21 de dezembro de 2012, passou como um dia comum na Terra. 


Para decepção dos supersticiosos, o fim do mundo não veio (pelo menos desta vez...). Mas isso não quer dizer que o planeta nunca passou por catástrofes que por pouco não dizimaram todos seus habitantes. Nos últimos 500 milhões de anos, pelo menos cinco extinções em massa atingiram mais de 50% de toda a vida na Terra. 


Suas causas foram variadas e, em alguns casos, ainda são objeto de debate e dúvida entre os cientistas. 


Saiba a seguir mais um pouco sobre estes eventos de fato apocalípticos e veja por que alguns cientistas acreditam que estamos atravessando outro período de grande perda da biodiversidade, desta vez com ajuda da mão do homem.


A extinção em massa do Ordoviciano-Siluriano:


Ocorrida entre 450 e 440 milhões de anos atrás, a primeira grande catástrofe planetária conhecida se seguiu à chamada explosão cambriana, período marcado por um rápido aumento na diversidade de formas de vida na Terra, naquela época ainda restrita aos oceanos. 


Suas vítimas mais conhecidas são os trilobitas e náutilos, cujos fósseis podem ser encontrados em diversas regiões do mundo. 


Segundo as estimativas, mais de 60% de todos invertebrados marinhos morreram, provocando a extinção de 27% de todas as famílias e 57% de todos os gêneros animais então existentes.


Os cientistas acreditam que ela foi provocada por mudanças climáticas associadas ao deslocamento do então continente de Gondwana rumo ao Polo Sul, o que levou a um forte esfriamento do planeta. 


A glaciação decorrente acarretou numa grande baixa no nível do mar, afetando os habitats destes animais nas plataformas continentais e mudando a química dos oceanos.


A extinção do Devoniano Superior:


Há 375 milhões de anos, a vida no planeta já tinha evoluído muito. Plantas, insetos e anfíbios habitavam as massas de terra, enquanto peixes nadavam entre recifes construídos por corais e estromatólitos. 


Esta grande extinção parece ter atingido apenas a vida marinha, mas com força: cerca de 70% das espécies existentes desapareceram, incluindo os últimos trilobitas e os corais, que só ressurgiram no Mesozoico, a era dos dinossauros, mais de 100 milhões de anos depois.


Ao todo, as estimativas são de que 19% das famílias e 50% dos gêneros animais foram extintos. A culpa, novamente, teria sido das mudanças climáticas, com os continentes de Uramerica e Gondwana aos poucos se aproximando para formar o supercontinente de Pangeia e deflagrando mais uma intensa Idade do Gelo.


A “Grande Morte” do fim do Permiano:


Maior extinção em massa conhecida, ela aconteceu há cerca de 250 milhões de anos e por pouco não dizimou a vida no planeta: estimativas apontam que até 96% de todas as espécies desapareceram. 


É a única que se sabe ter atingido até mesmo animais considerados mais resistentes, como os insetos, e todos seres vivos hoje existentes descendem justamente dos apenas 4% que sobreviveram à apelidada “Grande Morte”.


No fim do Permiano, o supercontinente de Pangeia já tinha se formado e era habitado por uma grande variedade de répteis e anfíbios, assim como plantas, enquanto os oceanos abrigavam enorme riqueza de vida. 


O desastre foi tamanho que demorou 50 milhões de anos para a biodiversidade se recuperar em terra e 100 milhões de anos no mar.


As causas da mortandade ainda são objeto de intenso debate entre os cientistas: para alguns, ela seria resultado de prolongadas e maciças erupções vulcânicas na atual região da Sibéria, cujas marcas podem ser vistas até hoje, que teriam reduzido a concentração de oxigênio na atmosfera e provocado intensas alterações no clima. 


Já outros desconfiam do impacto de um asteroide gigantesco, enquanto muitos acreditam que ela só poderia ter acontecido devido à liberação catastrófica de gases-estufa, como o metano, que estavam presos no leito oceânico, que teria provocado mudanças climáticas nunca antes vista.


A extinção do Triássico-Jurássico:


Ao fim do período Triássico, há cerca de 205 milhões de anos, novamente uma grande variedade de répteis dominava a terra e os oceanos. 


As marcas da Grande Morte, no entanto, ainda estavam presentes, e estes animais em nada lembravam os que existiam no Permiano. Não havia, por exemplo, grandes predadores. 


Árvores coníferas primitivas também já tinham se desenvolvido, assim como os sapos, lagartos e até mesmo os primeiros mamíferos.


Os cálculos apontam que cerca de 48% de todos gêneros animais foram destruídos nesta extinção, incluindo até 80% dos quadrúpedes terrestres, mas sua causa permanece um mistério. 


Alguns cientistas destacam, no entanto, que ela coincide com o começo da separação de Pangeia nos megacontinentes de Laurasia e Gondwana, o que gerou um grande fluxo de lava na região do que é hoje o fundo do Oceano Atlântico. 


Também há registros de uma forte e abrupta elevação na concentração de dióxido de carbono, o principal gás do efeito estufa, na atmosfera, que atingiu pelo menos oito vezes os níveis atuais, o que novamente coloca mudanças climáticas na lista de suspeitos.


O fim dos dinossauros:


Mais conhecida e estudada extinção em massa, ela ocorreu no fim do período Cretáceo, há 65 milhões de anos, e foi responsável pelo desaparecimento dos dinossauros. 


Estes répteis gigantes, porém, não foram as únicas vítimas do extermínio, também chamado de extinção K/T: praticamente todos os animais terrestres com mais de cinco quilos de massa foram dizimados, incluindo o recém-descoberto lagarto Obamadon gracilis, batizado em homenagem ao presidente americano Barack Obama; a vida nos mares tropicais desapareceu; e as plantas também foram seriamente afetadas.


Naquela época, os continentes já tinham basicamente a mesma configuração de hoje, mas apesar disso durante muito tempo uma intensa atividade vulcânica na área da Índia era a principal suspeita da extinção em massa. 


A ideia ainda é defendida por alguns cientistas, mas o consenso geral é de que os dinossauros foram vítimas do choque de um asteroide na região de Chicxulub, na atual da Península de Yucatán, México, que teria lançado uma grande nuvem de material na atmosfera, bloqueando a luz do Sol e matando as plantas.


Com isso, os animais herbívoros também morreram, levando consigo seus predadores desestabilizando a biosfera. 


O fim dos dinossauros, no entanto, abriu caminho para o aparecimento do homem, já que os pequenos mamíferos existentes estariam melhor adaptados para enfrentar o longo inverno que se seguiu à colisão cósmica.


Uma nova extinção em massa causada pelo homem?


Para alguns pesquisadores, o mundo atravessa atualmente outra extinção em massa, que estaria tendo ajuda da ação do homem. 


Nosso período geológico, o Pleistoceno, começou há 1,8 milhão de anos e está marcado por um revezamento de idades do gelo e épocas mais quentes. 


A última destas idades do gelo acabou entre 11 mil e 8 mil anos atrás, justo quando o Homo sapiens começou a dominar a Terra e a maior parte dos grandes mamíferos, como os mamutes, os tigres-dentes-de-sabre e preguiças gigantes desapareceram.


Para estes cientistas, a caça indiscriminada estaria por trás do seu fim. Eles também defendem que a ocupação humana está dizimando áreas selvagens por todo planeta, eliminando um grande número de espécies antes mesmo delas serem descritas. 


Segundo Richard Leakey, um dos mais respeitados paleontólogos do mundo, o mundo está perdendo algo entre 50 mil e 100 mil espécies de plantas, animais e insetos por ano, um ritmo visto apenas nas outras extinções em massa conhecidas.





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Réptil aquático pré-histórico também vivia em água doce, aponta estudo

Gênero aquático de mosassauro chamado 'Platecarpus' foi descoberto em agosto de 2010. Desde 1764, muitos desses animais são achados  (Foto: Ilustração de Stephanie Abramowciz/NHM Dinosaur Institute)



Fósseis de animal foram descobertos na Hungria por paleontólogos. Até então, esses lagartos gigantes eram considerados apenas marinhos.

Ossos fossilizados de uma espécie de réptil aquático pré-histórico desenterrados na Hungria são a primeira evidência de que esses lagartos gigantes, chamados mosassauros, viveram tanto em água salgada quanto doce.


Até então, esses predadores eram considerados exclusivamente marinhos. A descoberta está descrita na revista científica "PLoS One".


O primeiro animal do tipo Pannoniasaurus, que habitou a Terra entre 85,8 e 83,5 milhões de anos atrás, no fim do período Cretáceo, foi achado em 1764. Depois disso, milhares de espécimes foram encontrados em todo o mundo.


Em 1999, cientistas encontraram uma vértebra de mosassauro junto com uma grande variedade de dentes de peixes e crocodilos em uma mina de carvão na cidade industrial de Ajka, no oeste da Hungria. No ano seguinte, um rio secou na localidade de Iharkút e evidenciou uma mina de bauxita de 20 km a céu aberto.


Por vários anos, nesse lugar, pesquisadores acharam vértebras de mosassauros, ossos de tartarugas, lagartos, anfíbios, jacarés, pterossauros (répteis voadores) e peixes. Mas os fósseis de Pannoniasaurus estavam tão fragmentados que foram confundidos com os de grandes lagartos terrestres.


Foi só mais recentemente que outros cem ossos, incluindo todos os mais importantes do crânio, foram descobertos em Iharkút, o que possibilitou recompor essa espécie rara de réptil aquático, batizada de Pannoniasaurus inexpectatus (inesperado, em latim). Os fósseis analisados são de indivíduos grandes, pequenos, jovens e velhos.



Crânio de espécie de mosassauro que vivia em água doce (Foto: Makadi L, Caldwell MW, Osi A (2012))


Segundo o paleontólogo Laszlo Makadi, do Museu de História Natural da Hungria, esses animais sofreram importantes adaptações para os sistemas de água doce, como o desenvolvimento de cabeça achatada – semelhante à dos crocodilos – para facilitar o ataque a presas. Esses répteis evoluíram em uma série de ilhas que ficavam entre a África, a Europa e a Ásia, onde antigamente existia o Mar de Tétis.


Ainda de acordo com os cientistas, esses animais pré-históricos se ajustaram ao ambiente da mesma forma que fizeram os golfinhos de água doce nos rios Amazonas, Ganges (Índia), da Prata (Argentina e Uruguai) e Azul (China).


Os autores compararam os fósseis desses mosassauros com os marinhos e viram que os primeiros alcançavam até 6 metros de comprimento, o que fazia deles os maiores predadores aquáticos daquele período.


O paleontólogo Makadi explica que ainda falta uma evidência definitiva para afirmar se o habitat de água doce dos mosassauros era permanente ou sazonal, como parte de uma migração oportunista. Mas evidências dos fósseis e sedimentos da região mostram que a vida de alguns deles poderia mesmo estar restrita aos rios.



 Fonte: G1
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Pesquisadores descobrem três fósseis de dinossauros no RS



Pesquisador diz que região teria recebido primeiros dinossauros do mundo. Uma das ossadas estava praticamente completa, o que é raro.

Pesquisadores da Universidade Federal do Pampa, de São Gabriel, na Região da Campanha do Rio Grande do Sul, descobriram três fósseis de dinossauros em excelente estado de conservação em Agudo, na Região Central do estado. A descoberta foi apresentada nesta quarta-feira (19) e, segundo os paleontólogos, pode representar uma nova espécie.


“Aparentemente é uma nova espécie. Seria a sétima espécie do Rio Grande do Sul, e a terceira encontrada em Agudo. É um local para onde ninguém tinha ido, podem ter muitos outros locais. Os fósseis estavam juntos, dando uma evidência que eram animais que viviam em bandos. Herbívoros”, disse ao G1 o paleontólogo Sérgio Dias da Silva.


Os fósseis estavam em uma propriedade rural na localidade de Linha das Flores, no interior de Agudo. As ossadas são de cerca de 225 milhões de anos, do fim do período Triássico, antes do Jurássico.


Um dos animais estava com a ossada praticamente completa. Pela quantidade de espécies encontradas no Rio Grande do Sul e pela antiguidade dos ossos, ele acredita que a região possa ter recebido os primeiros dinossauros do planeta.


"Três dinossauros juntos, um totalmente completo, praticamente articulado, é raríssimo (de se encontrar). Das cerca de 25 espécies de dinossauros no Brasil, não existe nenhum articulado. Os que tem crânio, nenhum tem completo. Parece que os bichos morreram ano passado. São do inicio da evolução dos dinossauros no mundo. Pela quantidade de fósseis encontrados aqui, é bem provável que os dinossauros surgiram aqui na região do Rio Grande do Sul e Argentina para depois se espalharam pro resto mundo. Seria a sétima espécie encontrada no estado”, explicou.


Os animais encontrados nesta quarta-feira mediam cerca de 2 metros de altura e 3 metros de comprimento. O material está num bloco de três toneladas e deve ser retirado na quinta-feira (20) para ser levado para a universidade.



Fonte: G1
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Portugal descobre nova espécie de dinossauro





O português Octávio Mateus e o suíço Emanuel Tschopp, investigadores da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, divulgaram neste domingo uma nova espécie de dinossauro a partir de achados escavados nos Estados Unidos da América.


"Verificamos que este dinossauro do Jurássico Superior [com 150 milhões de anos] que existiu na América do Norte é um novo gênero e uma nova espécie para a ciência", afirmou à agência Lusa Octávio Mateus, investigador e orientador da tese de doutoramento de Emanuel Tschopp. 


Octávio Mateus (na foto) e o suíço Emanuel Tschopp, investigadores da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, divulgaram uma nova espécie de dinossauro a partir de achados escavados nos Estados Unidos da América


O 'Kaatedocus siberi', como veio a ser designado, é um saurópode, um dinossauro de grande porte físico de pescoço e cauda compridos.


O paleontólogo explicou que "é semelhante a um pequeno 'diplodocus', com 12 a 14 metros de comprimento", que tinha diferenças anatômicas no crânio e nas vértebras por comparação a outros do mesmo grupo". 


Outra das características do animal é ser "relativamente pequeno" ao contrário de outros gêneros e espécies do mesmo grupo dos 'diplodocídeos", que eram por norma gigantescos. "Não sabemos se seria uma espécie pequena ou se seria um dinossauro juvenil", adiantou.


O fato de ter sido descoberto entre sedimentos rochosos mais antigos do que aqueles em que foram encontrados outros dinossauros do mesmo grupo leva os cientistas a afirmar, mais uma vez, que "os animais tendem a aumentar de tamanho ao longo dos anos".


A descrição da nova espécie, que constituiu um avanço na compreensão da família dos 'diplodocídeos', consta de um artigo que acaba de ser publicado na última edição online do 'Journal of Systematic Palaeontology'.


Em 1991, uma equipe de investigadores suíços, liderada por por Hans-Jakob "Kirby" Siber, escavou no estado do Wyoming, nos Estados Unidos da América, o crânio e o pescoço completo "muito bem conservados" deste dinossauro.


Octávio Mateus e Emanuel Tschopp foram escolhidos pelo museu 'Sauriermuseum Aathal', da Suíça, para estudar o achado.


O animal foi descoberto numa jazida onde veio a encontrar-se uma "grande concentração de dinossauros, tanto herbívoros como carnívoros", que ainda não está de todo explicada pelos cientistas.


O dinossauro é semelhante a outros descobertos no concelho da Lourinhã, um dos locais do país mais ricos em achados paleontológicos, o que leva os cientistas a concluir que a existência de dinossauros semelhantes no continente europeu e na costa portuguesa é indicadora da proximidade entre os dois continentes há 150 milhões de anos atrás.
 
 
 
 
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Fósseis de tigre-dente-de-sabre são achados em deserto nos EUA


Fósseis de ossos das patas de tigres-dente-de-sabre (Foto: AP Photo/San Bernardino County Museum)


Descoberta é inédita para a região onde ocorreu, perto de Las Vegas. Material será exposto em museu na Califórnia.
 
 
Cientistas americanos anunciaram na noite da quinta-feira (13) a descoberta de fósseis de tigres-dente-de-sabre em um deserto do oeste do país.


O material foi encontrado em junho, mas só agora será exposto em um museu do Condado de San Bernardino, na Califórnia.





Segundo os especialistas, a descoberta de um fóssil do tipo seria considerada rara em qualquer lugar do mundo, mas é particularmente significativa para a região.


O fóssil estava no deserto ao norte de Las Vegas, no estado de Nevada, onde nunca tinha sido feita nenhuma descoberta com este impacto.



Fonte: G1
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Descoberta de fóssil contesta árvore da vida como a conhecemos




Organismos que há muito se pensava serem os ancestrais de criaturas marinhas remotas na verdade viveram em terra, indica o estudo de um fóssil, divulgado na quarta-feira, que pode motivar uma revisão da árvore da vida animal.


Se estiver correta, a descoberta poderá desafiar a teoria comumente aceita de que a vida floresceu nos oceanos por centenas de milhões de anos antes de se espalhar para a terra.


Os fósseis, apelidados de Ediacaranos, datados de 542 a 635 milhões de anos atrás, foram escavados no sul da Austrália em 1946 e há muito tempo se pensava serem vestígios de águas-vivas, minhocas e criaturas do leito marinho similares a flores conhecidas como penas-do-mar.


Agora, um geólogo da Universidade do Oregon, usando avançadas técnicas de análises químicas e microscópicas, concluiu que os fósseis provavelmente pertenceram a organismos terrestres e não eram animais.


Podem ter sido líquens - uma combinação de fungo e algas ou bactérias - ou colônias de microorganismos. 


"A descoberta tem implicações para a árvore da vida porque retira os fósseis Ediacaranos da ancestralidade dos animais", disse Gregory Retallack, autor do estudo publicado na revista científica Nature.

 
Os fósseis representam "uma radiação evolutiva independente da vida na terra que precedeu em pelo menos 20 milhões de anos a explosão evolutiva cambriana de animais no mar", escreveu. Retallack acrescentou que isto não significou que todos os fósseis Ediacaranos em toda a parte eram terrestres.


Se esta teoria estiver correta, indicaria que alguns organismos controlaram a transição da vida marinha para a não marinha muito mais cedo do que se pensava anteriormente, disse Paul Knauth, da Escola de Exploração da Terra e do Espaço da Universidade do Estado do Arizona, em um comentário do estudo.


Pode, ainda, "sustentar a possibilidade de que a transição ocorreu da forma inversa". Em um comentário em separado, Shuhai Xiao, do departamento de geociências da Virginia Tech, referiu-se à proposição como dúbia, reforçando que "representaria uma mudança fundamental em nossa imagem da evolução". "A evidência não é convincente", redigiu Xiao.




Fonte: Terra
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Mutação genética provocou evolução de nadadeiras para patas, diz estudo


Nadadeiras de embrião de peixe-zebra adquiriram formato de patas na experiência (Foto: Freitas et al., Developmental Cell/Divulgação)


Cientistas fizeram nadadeira adquirir formato de pata em experiência. Vertebrados surgiram na água e depois se adaptaram ao ambiente terrestre.
 
 
Um estudo publicado na segunda-feira (10) mostra que a evolução dos animais aquáticos que levou ao surgimento das patas aconteceu por causa de uma mutação genética no DNA desses seres pré-históricos.


 Reconstrução de um Acanthostega, um tetrápode primitivo



Os primeiros vertebrados surgiram no ambiente aquático. A transição que eles fizeram para o ambiente terrestre é considerada um evento crucial na evolução da vida na Terra. Foi isso que permitiu o aparecimento dos anfíbios, dos répteis, das aves e dos mamíferos.


A equipe liderada por José Luis Gómez-Skarmeta, da Universidade Pablo de Olavide / Junta da Andaluzia, em Sevilha, na Espanha, estudou um gene chamado Hoxd13, que é conhecido por sua função na diferenciação de partes do corpo.


Os cientistas retiraram esse gene de camundongos e o colocaram nas nadadeiras do embrião de um peixe-zebra. Esse gene levou a uma modificação nas nadadeiras desse peixe, que passou a ter uma forma mais próxima à de patas de animais terrestres.


Segundo os autores, essa descoberta ressalta a força que as mutações genéticas têm nos seres vivos. Nos humanos, alterações como essas podem ser responsáveis por doenças em que ocorre má formação dos órgãos e membros.




Fonte: G1
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"Obamadon": cientistas dão nome do presidente americano a lagarto

Lagarto que homenageia Obama é visto em azul, em meio a outros animais que viveram na mesma época /Foto: Reuters



Pesquisadores batizaram um recém-descoberto lagarto pré-histórico como Obamadon gracilis em homenagem ao sorriso cheio de dentes do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.


O pequeno lagarto insetívoro foi descoberto inicialmente em 1974 no leste de Montana, mas uma recente reavaliação mostrou que o fóssil havia sido erroneamente classificado como um Leptochamops denticulatus, tratando-se, na verdade, de uma espécie até então desconhecida, disseram pesquisadores à Reuters nesta terça-feira.


O Obamadon gracilis foi uma das nove espécies recém-descobertas a serem apresentadas na edição de segunda-feira da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).


Para batizar a nova espécie, cientistas das universidades Yale e Harvard combinaram o termo latino "Obamadon" (dentes de Obama) e a palavra "gracilis" (esguio).


"O lagarto tinha esses dentes muito altos e fortes e Obama tem esses incisivos altos e fortes, e um grande sorriso", disse o paleontólogo Nick Longrich, que participou do trabalho.


Acredita-se que o bicho tenha vivido no período Cretáceo, que começou há cerca de 145,5 milhões de anos. Junto com muitos dinossauros daquela época, o lagarto foi extinto há cerca de 65 milhões de anos, quando um asteroide gigante atingiu a Terra, segundo cientistas.


Longrich disse que esperou até a recente eleição americana para batizar o lagarto. "Romneydon", em alusão ao candidato derrotado Mitt Romney, não chegou a ser um nome considerado, e "Clintondon" não soava bem, disse Longrich, que apoiou a frustrada pré-candidatura de Hillary Clinton contra Obama nas primárias democratas de 2008.


Obama não é o primeiro político a inspirar um nome científico. O Megalonyxx jeffersonii, um extinto bicho-preguiça terrestre e vegetariano, deve seu nome a Thomas Jefferson, que foi presidente dos Estados Unidos e, como paleontólogo amador, estudou esse mamífero.


Em 2005, três besouros da América do Norte foram batizados como Agathidium bushi, Agathidium cheneyi e Agathidium rumsfeldi em homenagem a George W. Bush, Dick Cheney e Donald Rumsfeld, que eram respectivamente presidente, vice-presidente e secretário de Defesa.


Outras celebridades também já emprestaram seus nomes a novas espécies. Um pequeno crustáceo do Caribe leva o nome de Bob Marley, ícone do reggae; a cantora Beyoncé batiza um mosquito australiano; e Hugh Hefner, criador da revista Playboy, dá nome a uma espécie ameaçada de coelho selvagem que habita pântanos.




Fonte: Terra
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Atividade vulcânica, e não um meteoro, teria extinto os dinossauros, diz estudo



A atividade vulcânica na região onde atualmente está a Índia, e não um asteroide, teria causado a morte dos dinossauros, de acordo com um novo estudo. 


Ao logo de dezenas de milhares de anos, a lava escorreu do planalto de Deccan, uma região vulcânica perto de onde atualmente está a cidade de Mumbai. 


Esta atividade teria expelido toneladas de níveis tóxicos de dióxido de carbono na atmosfera e provocado a extinção em massa por conta de um aquecimento global e acidificação dos oceanos, segundo uma pesquisa da Universidade de Princeton.


Os achados, apresentados na última semana em São Francisco, EUA, durante o encontro anual da União Americana de Geofísica, serviram como munição para o debate que discutiu se um asteroide ou um vulcão teriam provocado a morte dos dinossauros há 65 milhões de anos.


De acordo com a outra teoria, um asteroide gigante teria se chocado em Chicxulub, no México, há aproximadamente 65 milhões de anos, e liberado quantidades tóxicas de poeira e gás na atmosfera, o que teria bloqueado os raios do sol e causado um esfriamento da Terra, sufocando os dinossauros e causando envenenamento da vida marinha. O impacto do meteoro também poderia ter desencadeado atividades vulcânicas, terremotos e tsunamis.


Contudo, este novo estudo mostra que o planalto de Deccan – uma das maiores províncias vulcânicas do mundo - já existia antes da extinção dos dinossauros e pode ter contribuído total ou parcialmente para a sua morte em massa. 


Em 2009, companhias de petróleo estavam perfurando a região da costa indiana e eles encontraram sedimentos enterrados a 3,3 quilômetros de profundidade. 


Os pesquisadores encontraram fósseis que datam do período Cretáceo-Terciário, quando os dinossauros foram varridos da face da Terra.


Junto com os fósseis, foram encontrados algumas pequenas espécies de plâncton, que estavam em conchas, após as camadas de lava, o que poderia indicar que isso aconteceu anos após as erupções. 


Os fósseis, tanto de animais terrestres quando de vegetais, sugerem que os vulcões causaram extinção em massa tanto na terra quando no mar.


De acordo com os pesquisadores que defendem que o vulcão teria provocado a extinção dos dinossauros, um meteoro não seria capaz de produzir níveis tóxicos suficientes de enxofre e dióxido de carbono para aniquilar os animais de vez, mas isso poderia ter contribuído para a sua extinção.




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Asteroide teria matado até 83% dos lagartos e cobras norte-americanos


Mandíbulas de cobras e lagartos pré-históricos foram analisadas por cientistas (Foto: PNAS/Divulgação)


Impacto e efeitos de colisão dizimaram animais há 65 milhões de anos. Cientistas de Yale e Harvard analisaram fósseis de 30 espécies de répteis.
 
 
Até 83% das espécies de cobras e lagartos da América do Norte foram extintas no fim do período Cretáceo, há 65 milhões de anos, época em que um asteroide caiu sobre a localidade de Chicxulub, na península mexicana de Yucatán, revela um novo estudo feito pelas universidades americanas Yale e Harvard.


Os animais maiores foram os que mais sofreram com a colisão, imediatamente ou logo depois dela. Segundo os autores, nenhum bicho com mais de 450 gramas conseguiu escapar.


Os resultados do estudo estão publicados na edição desta segunda-feira (10) da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).


Esse impacto, que já era considerado a provável causa da destruição em massa dos dinossauros não alados, pode ter sido muito mais severo do que se pensava.


De acordo com o principal pesquisador, Nicholas Longrich, do Departamento de Geologia e Geofísica de Yale, o choque aniquilou uma ampla faixa de todo o ecossistema, e os répteis foram extremamente atingidos – assim como mamíferos, aves, insetos e plantas.


O asteroide teria sido responsável, inclusive, por dizimar uma espécie de lagarto identificada recentemente, chamada Obamadon gracilis (uma mistura do nome do presidente Barack Obama com as palavras latinas odon – dente – e gracilis – fino).


Foram encontrados ossos da mandíbula de dois espécimes desse animal, que media 30 cm de comprimento e provavelmente comia insetos.


Longrich diz que as cobras e lagartos rivalizavam com os dinossauros em termos de diversidade, tornando aquela época também uma "Era dos Lagartos".


Uma das mais variadas categorias de lagartos exterminadas foi a Polyglyphanodontia, que incluía até 40% de todos o bichos desse tipo que viviam na América do Norte.


Por outro lado, a extinção em massa teria aberto caminho para a evolução e diversificação dos sobreviventes ao eliminar a concorrência. Hoje em dia, há cerca de 9 mil espécies de cobras e lagartos vivas em todo o mundo.


Análise de fósseis




Para chegar a essas conclusões, os cientistas avaliaram detalhadamente os fósseis de cobras e lagartos coletados em um território que se estende do oeste dos EUA, desce pelo estado do Novo México – no sudoeste do país – e sobe até a província de Alberta, no Canadá. Foram examinadas 21 espécies previamente conhecidas e nove inéditas.


Nos últimos dias de vida dos dinossauros, habitava a Terra uma série de répteis que variavam de lagartos minúsculos a outros enormes, como uma cobra do tamanho de uma jiboia que ingeria ovos e filhotes de espécies maiores.



Um lagarto que consumia plantas e se parecia com uma iguana morava no sudoeste dos EUA, enquanto animais carnívoros de quase 2 metros de comprimento caçavam mais ao norte, nas planícies e nos pântanos da região onde hoje fica o estado de Montana, nas Montanhas Rochosas.

 
 
 
Fonte: G1
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Fósseis de preguiça-gigante são encontrados em povoado de Itatim


Preguiça-gigante exposta no Park Shopping, em Brasília.
 Fósseis encontrados são de período entre 1,8 milhão e 11 mil de anos antes da chegada do homem
 
 
Fósseis de uma preguiça-gigante foram encontrados por moradores de uma fazenda, no povoado de São Bernardo, no município de Itatim, a 200 quilômetros de Salvador, onde estava sendo escavado um tanque. 
 
 
O projeto Mata Branca, que tem por objetivo a preservação e o uso sustentável da caatinga e vem realizando trabalhos no local, enviou dois professores e dois alunos de paleontologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) para conhecer o achado, identificar outros possíveis fósseis e fazer estudos na área.
 
 
Para a professora de paleontologia da UFRB e diretora da Sociedade Brasileira de Paleontologia, Carolina Saldanha Scherer, é importante que se estudem os fósseis encontrados para que se possa entender um pouco mais do passado.
 
 
“A partir desses estudos é que podemos identificar os animais que habitaram a região, como era a paisagem e o clima usufruído por eles”. 
 
 
Durante o reconhecimento do local, foi encontrada também uma falange (osso que forma o dedo da mão e do pé) de um toxidonte, ancestral de elefante e rinoceronte, evidenciando que se trata de um local rico historicamente. 
 
 
Moradora do terreno, Ivanildes afirmou que há mais ou menos 50 anos, quando seu sogro estava escavando um poço nas redondezas, foram encontrados ossos que pareciam ser da bacia e das costelas de um animal, mas que pessoas desconhecidas levaram para fora da cidade e não houve mais notícias dos fósseis. 
 
 
Segundo Scherer, os fósseis encontrados até agora são de animais de grande porte do pleistoceno, período quaternário que ocorreu entre 1,8 milhão e 11 mil anos, antes da chegada do homem. Ela destacou que as pessoas ainda têm a ideia de que os fósseis tenham valor econômico e explicou que o valor é apenas científico.
 
 
A Bahia é um dos estados mais ricos em termos de diversidade e quantidade de localidades focilíferas do pleistoceno.
 
 
 
 
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Fósseis podem ser os ancestrais mais antigos do panda gigante


O fóssil da Espanha tem mandíbula semelhante ao panda, único urso atualmente capaz de comer bambu


Ossada do primeiro urso registrado na Península Ibérica tem semelhanças marcantes com os atuais pandas, que só é encontrado na China.
 
 
Fósseis do primeiro urso registrado na Península Ibérica foram descobertos na Espanha, e os pesquisadores acreditam que ele era o mais antigo ancestral do urso panda.


Os pesquisadores encontraram um fóssil de uma mandíbula e dentes, de 11,6 milhões de anos de idade, que possui uma grande semelhança com o panda gigante, que hoje é encontrado somente na China.


Pesquisadores da Espanha batizaram o antigo urso de Kretzoiarctos e relataram suas descobertas na edição atual do periódico PLoS One.


"A origem da linhagem podem não ter sido na China, mas nas florestas úmidas da Europa durante Mioceno médio", disse Juan Abella, paleontólogo do Museu Nacional de Ciências Naturais de Madrid e primeiro autor do estudo.  


Durante o Mioceno médio, o nordeste da Espanha, onde os fósseis foram descobertos, era úmido e moderadamente quente, disse Abella.


Kretzoiarctos era uma espécie onívora e que provavelmente comia uma grande variedade de alimentos, incluindo carnes, frutas, caules e folhas.


A mandíbula e os dentes fósseis encontrados indicam que o urso também era capaz de comer material vegetal muito duro; o panda de hoje é o único urso com esses hábitos alimentares.


Os pesquisadores acreditam que o Kretzoiarctos era do tamanho de um urso malaio e pesava cerca de 130 quilos.


Os pandas gigantes de hoje possuem mais ou menos o dobro desse peso. Estudar o urso antigo pode ajudar os cientistas a compreender como o panda gigante evoluiu para se alimentar de duras hastes de bambu, disse Abella.

 
 
 
Fonte: IG
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Achado do escafandrista de Samara pode revelar segredos da história antiga



Um achado incomum na região de Samara pode mudar a história antiga da humanidade. O escafandrista amador Dmitri Golubev descobriu no fundo do rio Bolshoi Kinel restos de homem e de animais com idade de várias dezenas e, possivelmente, centenas de milhares de anos.

Isto pode ser uma prova de que nos arredores de Samara, no centro da Rússia, havia uma grande povoação de homens primitivos.


O rio Bolshoi Kinel é o lugar preferido de caça subaquática entre os escafandristas de Samara. No rio há muitos peixes. Entretanto desta vez a pesca foi muito incomum. No fundo do rio Dmitri Golubev encontrou um crânio de bisão, que, como se verificou, viveu na pré-história.


"Durante a caça subaquática eu passei a corredeira e nos pequenos pedregulhos eu vi a cabeça de um bisão".


Lá Dmitri Golubek descobriu a queixada de um rinoceronte lanífero, a anca de um mamute e o crânio de um veado de grande chifre. Tudo isto em breve será entregue a paleontólogos. 


Não se exclui a possibilidade de que a idade desses achados pode ultrapassar centenas de milhares de anos, - assinala Dmitri Varenov, colaborador científico chefe do museu de história regional:


"Todo esse conjunto de animais pertence à chamada fauna de mamutes. Isto é, estes animais viveram nestas regiões há dezenas e até mesmo centenas de milhares de anos. O crânio do rinoceronte tem uma preservação ímpar. E nossa região não houve tais achados antes".


Além dos ossos de animais o escafandrista retirou do fundo do rio também o crânio de um homem. É muito raro encontrar em um lugar restos de animais e restos de homens primitivos - assinalam os especialistas. O achado de Samara pode ser sensacional - diz o historiador Igor Kurukin:


"Se os ossos humanos encontrados no território de nosso país tiverem um milhão e meio ou dois milhões de anos esta será uma descoberta séria".


Agora o pequeno rio na Rússia central atrai não apenas os amantes da caça subaquática, mas também arqueólogos, geólogos e paleontólogos profissionais. 


Em breve começarão escavações de envergadura. Possivelmente os arredores do rio Bolshoi Kinel ainda conservam muitos segredos.




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Cientistas encontram fóssil dentro de outro fóssil na Antártida

 Casulo de 200 milhões de anos onde foi encontrado outro organismo fossilizado


O organismo, de apenas uma célula, é semelhante aos atuais ciliados


Cientistas acharam um fóssil dentro de outro fóssil na Antártida, um microrganismo preservado em um casulo de sanguessuga de 200 milhões de anos. 


O organismo, de apenas uma célula, é semelhante aos atuais ciliados, um grupo com mais de oito mil espécies e que tem papel importante na cadeia alimentar em ambientes aquáticos. 


Como não possuem partes duras como osso ou carapaça, a preservação deste tipo de organismo é difícil e rara, dependendo de uma "armadilha de conservação". É o caso de insetos preservados na resina âmbar, por exemplo. 


Segundo Taylor, um outro meio "peculiar" de fossilização tem sido ignorado pelos paleontólogos, os casulos de minhocas e sanguessugas nos quais são colocados seus ovos. 


Os casulos surgem de uma substância na forma de um muco que pode endurecer de acordo com as condições do ambiente, e capturar um microrganismo no processo. 


É o primeiro fóssil encontrado de ciliado semelhante ao Vorticella. Mas Taylor e equipe estão com esperanças de achar mais microrganismos, cuja preservação neste tipo de casulo eles acham que é comum. 


Eles acreditam que a procura por este tipo de "fóssil dentro do fóssil" "poderá abrir uma valiosa fonte de informação sobre antigos microrganismos de corpo mole e os ecossistemas passados nos quais viviam".




Fonte: Folha de São Paulo
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Fósseis de peixes são encontrados em sítio arqueológico em MG


Escavações são realizadas às margens da BR-050, em Uberaba. Família de peixes viveu na região na época dos dinossauros.

Paleontólogos e estudantes retomaram, nesta semana, as escavações às margens da BR-050, no sítio paleontológico de Peirópolis, Bairro Rural de Uberaba, no Triângulo Mineiro.


Para surpresa dos pesquisadores, foram encontrados registros de uma nova família de peixes que viveu na região na época dos dinossauros. O local é o mesmo onde foi encontrado o maior fóssil de dinossauro no Brasil.


Logo no primeiro dia do trabalho, na quarta-feira (28), o grupo encontrou as novidades. "Já encontramos ossos na parede. A chuva nos ajuda, pois ela lava a rocha e deixa os ossos mais visíveis. Estamos muito contentes, pois localizamos o osso do crânio de um peixe bem grande, além do registro de uma nova família de peixes, a qual ainda não havia sido encontrada na região", revelou o paleontólogo da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Augustin Martinelli.



Pesquisador da UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) mostra fóssil de peixe primitivo encontrado no sítio de escavações Serra da Galga, em Peirópolis, distrito a 20 quilômetros de Uberaba (MG)


O técnico em preparação, João Ismael, contou como é feito o preparo de todo esse material, antes mesmo da identificação dos fosseis.


"Quando trabalhamos com material pequeno, às vezes envolvemos a amostra apenas com papel higiênico ou um plástico apropriado. Posteriormente, no laboratório, fazemos toda a preparação", contou.


A pesquisa começou em 2004 e Ismael lembrou que o trabalho evidencia um contraste, já que na mesma região onde já foram encontrados fósseis de tamanhos gigantescos, também é possível localizar materiais que passariam despercebidos por causa do tamanho, como, por exemplo, pequenos dentes de peixes.


"Há fósseis que pesam 100 quilos e hoje encontramos fósseis de uma ou duas gramas. A natureza trabalhou lentamente por milhões de anos. Em um nível encontramos fósseis maiores e alguns centímetros abaixo localizamos fósseis tão pequenos", completou.


Junto com os pesquisadores e técnicos, alunos de cursos como Geografia e Biologia descobriram novidades de milhões de anos atrás. O aluno do 3º período de Geografia, Gabriel Cardoso Cunha, comemorou tantas descobertas.


"Há muitos achados novos. Precisamos sempre levá-los para o laboratório de Peirópolis para realizarmos a identificação dos fósseis e darmos prosseguimento as pesquisas", contou.



No sítio paleontológico onde foi encontrado o esqueleto de um Uberaba Titan, além do maior fóssil já registrado no país, alunos e pesquisadores foram em busca de outros animais, como repteis, mamíferos e até peixes que foram contemporâneos de dinossauros. Isso torna o trabalho ainda mais minucioso.


A estudante do 8º período de Ciências Biológicas, Bianca Torquato, está em fase de preparação do trabalho de iniciação cientifica e não escondeu a empolgação pelos resquícios de alguns peixes encontrados no local.



"Quando fazemos a identificação deles, podemos divulgar para o Brasil e para o mundo os peixes que viveram aqui há milhões de anos atrás e que ainda assim é possível encontrar sinais deles preservados nos fósseis", afirmou Bianca.

 


 Fonte: G1
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Fóssil do primeiro dinossauro é descoberto em museus

 Nyasasaurus parringtoni


O dinossauro mais antigo já catalogado ou seu parente mais próximo era do tamanho de um cachorro labrador, embora sua cauda medisse mais de um metro e meio, e viveu dez milhões de anos antes do que se pensava até agora, segundo um estudo realizado por uma equipe internacional de pesquisadores.


Os cientistas chegaram a esta conclusão após analisar fósseis que estavam há décadas nas prateleiras de dois museus, o de História Natural de Londres e o Museu Sul-Africano, na Cidade do Cabo.


"Se o recém batizado Nyasasaurus parringtoni não é o dinossauro mais antigo, então é seu parente mais próximo descoberto até agora", assinala o biólogo Sterling Nesbitt, da Universidade de Washington e autor principal do estudo, publicado na "Biology Letters".


Segundo a pesquisa, os fósseis pertencem a um réptil que viveu no período Triássico Médio, entre 10 e 15 milhões de anos antes que o eoráptor e o herrerassauro, os dinossauros mais primitivos do fim do Triássico (entre 230 e 225 milhões de anos atrás).


Pela análise dos ossos, pertencentes a dois exemplares diferentes, os cientistas determinaram que o animal caminhava erguido, tinha um metro de altura e cauda de mais de um metro e meio, pelo que media entre dois e três metros e pesava entre 20 e 60 quilos.


Os ossos, encontrados na década de 1930 na Tanzânia, também apresentavam características comuns aos primeiros dinossauros e a seus parentes próximos, como uma grande quantidade de células ósseas e vasos sanguíneos - indicativos de um crescimento rápido - e uma crista do úmero muito ampla, para ancorar os músculos do braço.


"O tecido ósseo do Nyasasaurus é exatamente o que se esperaria de um animal de sua posição na árvore genealógica dos dinossauros", afirma a co-autora do estudo Sarah Werning, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.


Segundo Werning, "é um exemplo ótimo de um fóssil de transição; o tecido ósseo demonstra que o Nyasasaurus crescia tão depressa quanto os outros dinossauros primitivos, mas não tanto como os posteriores".


Na opinião de Nesbitt, o estudo indica que os dinossauros evoluíram antes do que se achava e refuta a ideia de que se diversificaram repentinamente no Triássico Superior.




Fonte: UOL
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Todas as aves vieram de uma única espécie de dinossauro?



Olhando o artigo sobre a primeira “árvore genealógica” das aves, tem-se a impressão de que todas as aves descendem de um único ancestral.


Basicamente, é isto mesmo. Várias aves primitivas se originaram a partir dos dinossauros terápodes (um grupo que reúne tiranossauros, alossauros e espinossauros, além do microraptor e outros). 


Porém, apesar de várias espécies existirem no Jurássico, de todas elas, apenas uma tem semelhança com as aves modernas, tornando-a o candidato mais provável a ancestral de avestruzes e beija-flores.


E como era este antigo ancestral das aves? A partir dos achados fósseis, sabemos que a ave ancestral vivia perto da água, andava como um pato e se parecia como um pato, só não se sabe se fazia quac.


O primeiro fóssil encontrado a cerca de 30 anos, de 110 milhões de anos, tem até mesmo sua membrana interdigital visível, e recebeu o nome de Gansus yumenensis, em homenagem à cidade de Yumen na província chinesa de Gansu, onde foi encontrado.


Em um trabalho publicado em 2006, foram relatados outros fósseis encontrados nos anos anteriores do mesmo animal, ajudando a reconstruir com mais clareza sua forma e modo de vida.


Embora as primeiras aves tenham surgido 40 milhões de anos antes do Gansus yumenensis, a grande maioria das aves da época do Gansus era conhecida como “pássaros opostos”, por que tinham os ossos de seus ombros e pés invertidos em relação aos ossos das aves modernas.


Os “pássaros opostos” extinguiram-se sem deixar espécie descendente, e hoje todas as aves modernas parecem ter relação bastante próxima ao Gansus, tornando-o o candidato mais provável para ancestral comum de todas elas.


Mas não é só isto; a maioria das aves modernas guardam no corpo indícios de terem evoluído próximas à água e, em algum tempo depois da extinção do Gansus, passado a seu modo de vida moderno.


Estes indícios, a semelhança de esqueleto, e a evidência de um passado próximo da água aumentam a confiança dos cientistas de que o Gansus foi a ave moderna “original”.


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Pássaro gigante pré-histórico era 'dócil herbívoro', diz estudo




Um estudo realizado por cientistas americanos indica que o Diatryma, um pássaro gigante pré-histórico que viveu no período eocênico não era um carnívoro feroz, mas sim um herbívoro muito dócil.


Os indícios foram trazidos à tona após um deslizamento de terra ocorrido em 2009 e desfizeram as crenças de que o animal era um predador, já que as pegadas encontradas não continham garras, elemento próprio dos carnívoros.


Com 2,13 metros de altura e com cabeça e bico gigantes, o enorme pássaro, que não conseguia voar, vinha sendo retratado como um predador ameaçador tanto em trabalhos científicos quanto na mídia.


Até então o Diatryma (cujo gênero acredita-se ser o Gastornis) era considerado "o pássaro que substituiu os dinossauros como o maior predador", disse o geólogo George Mustoe, da Universidade de Washington, que integra a equipe responsável pela pesquisa.


"Sejamos honestos: carnívoros assustadores e ameaçadores atraem muito mais atenção do que dóceis herbívoros".


Pegadas



O estudo foi publicado na revista científica Palentology e analisou pegadas de cerca de 55,8 a 48,6 milhões de anos, no período eocênico.


Acredita-se que estas sejam as únicas pegadas deixadas pelo pássaro gigante.


"[As pegadas] mostram claramente que os animais não tinham grandes garras, mas sim pequenas unhas. Isto é um indício contra um animal que captura presas com suas garras. Todos os pássaros carnívoros têm garras longas e afiadas", diz David Tucker, um dos cientistas que participaram do estudo.


Até então os paleontólogos que estudavam fósseis do Diatryma tinham concluído que o pássaro gigante era um predador devido ao seu tamanho, cabeça enorme e bico muito grande.


No entanto, sempre se soube que o animal tinha pernas relativamente curtas, o que indicava que ele talvez não tivesse a capacidade de correr rápido o suficiente para capturar suas presas.


A equipe acredita que as similaridades entre o Diatryma e os Phorusracids, ou "pássaros do terror", da América do Sul, levaram paleontólogos a concluir que os dois tinham dietas semelhantes.


De acordo com o estudo, "a crença comum de que o Diatryma também era um carnívoro é muito mais um resultado de associação do que de verdadeiras evidências anatômicas".




Fonte: BBC
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