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Onça pintada é vista em bilheteria do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná





Animal apareceu no local na noite de domingo (30). Câmeras de segurança fizeram registro raro do animal.

Uma onça pintada foi avistada na bilheteria do passeio do Macuco, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná.


O registro feito pelas câmeras de segurança do local, na noite de domingo (30), é raro porque o animal está em extinção. Não havia ninguém no local quando a onça apareceu.


Nas imagens, é possível ver que a aparição da onça não se restringe apenas a área da bilheteria. Dali, ela caminha e segue até a área de embarque, onde os visitantes pegam o barco para iniciar o passeio. Diariamente, milhares de pessoas passam pelo local.


A onça é o símbolo do Parque Nacional. Estima-se que em todo o parque existam apenas dez exemplares da espécie.


Para registrar a passagem do animal pela bilheteria, biólogos marcaram as pegadas da onça no chão. Os desenhos devem virar a nova atração do parque.




Fonte: G1
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Pássaro ameaçado de extinção é flagrado no Espírito Santo



Fotógrafo Gustavo Magnano diz que foi preciso abrir caminho por mais de 1 km para chegar perto do animal, que vive no chão de florestas densas de baixada.

Pesquisadores que identificam aves remanescentes da Mata Atlântica fizeram recentemente um dos mais consistentes registros já realizados no País do pássaro jaó-do-sul, numa reserva particular próxima a Linhares, no Espírito Santo.


A espécie, ameaçada de extinção, foi flagrada na mata fechada pelo projeto Distribuição de Aves no Corredor Central da Mata Atlântica.



No vídeo que está disponível na internet é possível observar o ruído emitido pela ave para atrair fêmeas e constituir um novo ninho.


Responsável pelas imagens, o fotógrafo Gustavo Magnago diz que foi preciso abrir caminho por mais de 1 km para chegar perto do animal, que vive no chão de florestas densas de baixada.


"Para não fazer barulho, deixei na véspera o tripé e equipamentos próximos ao local onde era possível ouvi-lo", explica. "No dia do registro, chegamos às 5h, pois a manhã é o período de maior atividade da espécie."


A dificuldade para conseguir registrar imagens do pássaro, também conhecido como jaó-do-litoral, é que ele costuma ser muito mais ouvido do que visto, por ser uma espécie de solo. Para tornar mais complicado o trabalho, praticamente não emite sons durante o inverno.


"É uma ave rara, arisca, que gosta de se esconder", afirma Magnago, que ficou 40 minutos próximo ao pássaro.


Ainda em número considerável no País - é tido como "quase ameaçado" na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) -, o jaó-do-sul é ameaçado pela perda de hábitat, por conta do avanço do desmatamento.


Considerado extinto no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, é classificado como "criticamente em perigo" no Espírito Santo, em São Paulo e em Minas Gerais.


Vinculado às Faculdades Integradas São Pedro (ES) e com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), o estudo há dois anos observa as aves da área de proteção de 22 mil hectares da Reserva Natural Vale, que abriga a maior parte da porção capixaba de Mata Atlântica.



"O próximo animal que vamos buscar registro é o Anambé-de-asa-branca, cujas imagens existentes têm pouca qualidade", diz Magnago.







Fonte: Estadão
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João-de-barro constrói ninho em local inusitado em Tucunduva, RS



A natureza muitas vezes surpreende com cenas e cenários curiosos. O joão-de-barro, ave muito comum no Noroeste do Estado, chama a atenção pelo empenho na construção do lar que abrigará sua família. São dias movendo terra, palha e gravetos para a construção.


O resultado final é uma casa de barro, resistente às intempéries. Além da escolha da matéria-prima adequada, geralmente as casas são construídas no alto de postes, edificações e árvores, distantes de possíveis ameaças.


No entanto, no interior de Tucunduva, um casal de joão-de-barro construiu seu ninho em um lugar não muito comum. Quem passa pela estrada próxima à lavoura da senhora Eloir Servat Bobato surpreende-se com a curiosa cena. “O joão-de-barro, desta vez, decidiu construir sua casa no chão.


Nunca tinha visto algo parecido”, conta o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Jonas da Silveira, que registrou em imagem a cena. Para sinalizar e proteger o ninho construído em meio à estrada, pedras foram colocadas ao seu redor. 
 
 
 
 
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Qual é o maior morcego do mundo?






O morcego da espécie Pteropus vampyrus é considerado o maior do mundo, atingindo quase 2 metros de asas abertas. 
 
 
Apesar do nome vampiresco, seus hábitos alimentares não incluem sangue. Costumam comer frutas, néctar de flores e pólen, tornando-se também excelentes polinizadores, assim como pássaros e insetos.


A espécie pode ser encontrada na África, Ásia e Oceania. São vulgarmente chamados de “raposas voadoras”. O apelido originou-se nos países africanos devido ao tamanho de sua cabeça e orelhas.


Infelizmente, a espécie faz parte da culinária de alguns países asiáticos, fato este que está levando o Pteropus vampyrus ao risco de extinção. 
 
 
A caça predatória é outro problema: agricultores, indignados com o seu tamanho e danos que causam nas plantações, costumam matá-los a tiros ou através de armadilhas.


São bastante dóceis e não representam nenhum risco aos seres humanos, inclusive permitem aproximações e até contato físico.

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Mordida de piranha supera a de outros animais



Se relacionada com a massa e o tamanho do animal, o campeão disparado de mordidas é a piranha negra, superando o tubarão branco e o crocodilo/ Joel Saget/AFP Photo

 

Com os músculos da mandíbula hipertrofiados, esses peixes são capazes de exercer uma força equivalente a trinta vezes o seu peso.


Com os músculos da mandíbula hipertrofiados, esses peixes são capazes de exercer uma força equivalente a trinta vezes o seu peso.


Com os músculos da mandíbula hipertrofiados e capazes de exercer uma força equivalente a trinta vezes o seu peso, a piranha é uma máquina de morder que deixa no chinelo o resto do reino animal.


O grande tubarão branco, a hiena e o crocodilo têm dentes muito afiados. Mas se relacionada com a massa e o tamanho do animal, o campeão disparado de mordidas é a piranha negra, de nome científico Serralmus rhombeus.


Este peixe tropical supera, inclusive, monstros pré-históricos como o tiranossauro ou o megalodonte, ancestral gigante do tubarão branco, segundo estudo publicado na revista Nature Scientific Reports.


Os cientistas arriscaram seus dedos para capturar quinze piranhas negras em um braço do rio Amazonas e utilizar nelas um aparelho de medição das mandíbulas.


Os peixes, que mediam de 20 a 37 centímetros de comprimento, "se prestaram de boa vontade ao jogo, praticando mordidas defensivas", afirmaram os biólogos.


"Ainda que as anedotas referentes às vítimas reduzidas a esqueletos em águas infestadas de piranhas são geralmente exageradas, as eficácia de sua mordida não é", acrescentaram, citando casos em que estes carnívoros cortaram de uma vez falanges humanas e as comeram.


A força da mordida da piranha negra chega a 320 Newtons, quase três vezes mais que a exercida por um crocodilo do mesmo tamanho.




Fonte: Band
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Pássaros bêbados atacam São Petersburgo


As aves "bêbadas" apareceram em Sestroretsk, subúrbio de Petersurgo. Essas aves alimentam-se de sorvas fermentadas, devido a um tempo quente e úmido.

Trata-se da família Bombycilla. Segundo os habitantes locais, os pássaros não conseguem voar em linha reta, batem contra obstáculos e janelas.


Estes pássaros não podem digerir as sorvas fermentadas por terem intestinos curtos. Por conseguinte, o etanol desintegra-se rapidamente no grande fígado das aves e não consegue ser totalmente absorvido pelo sangue.


Os ornitóogos receiam que a "bebedeira" influa negativamente sobre o número das aves.





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Ratos impedem reprodução de tartaruga gigante

Os ratos destroem os ovos e matam os filhotes das tartarugas gigantes, impedindo sua reprodução / Rodrigo Buendia/AFP


Além dos ninhos des tartarugas, os roedores atacam iguanas e lagartixas.


A erradicação de ratos levados por piratas ao arquipélago equatoriano de Galápagos permitirá que tartarugas gigantes se reproduzam de forma natural em uma ilha que, devido ao agressivo ataque de roedores, perderam esta capacidade há 150 anos.


Os ratos "destroem os ovos e matam os filhotes das espécies, alterando o equilíbrio natural que tem um ecossistema tão frágil como Galápagos", disse o diretor da reserva, Edwin Naula, durante uma desratização na desabitada Ilha Pinzón, com um veneno lançado como chuva de um helicóptero.


Tartarugas endêmicas de Pinzón continuam se reproduzindo em incubadoras e criadas em cativeiro nas instalações do Parque Nacional Galápagos (PNG) na ilha de Santa Cruz, que aos 4 ou 5 anos de idade são repatriadas. Há meio século já foram devolvidos 665 répteis.




"Não conseguimos ter êxito na reprodução natural pela presença dos ratos, o que esperamos que mude ao desaparecer o principal inimigo dos ninhos", explicou o encarregado de Conservação e Restauração de Ecossistemas da reserva, Christian Sevilla.


O parque mobiliza esforços para eliminar os roedores em toda a província insular, situada a 1.000 km da costa e declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco em 1979 por suas flora e fauna únicas no mundo.


Os ratos, uma das 2.000 espécies exógenas nas ilhas e considerados dos mais destrutivos, "estão há centenas de anos em Galápagos depois de terem sido introduzidos nos tempos em que os piratas vinham", disse Sevilla.


A agressão desses animais à fauna e à flora no arquipélago "encantado" causou em 2011 a sua eliminação em onze ilhas como Rábida (499 hectares) e Bartolomé (124), e entre novembro e dezembro de 2012, em Pinzón (1.812) e Plaza Sur (9,6).


Além dos ninhos das tartarugas que dão seu nome à região insular, os roedores atacam os de outros grupos como as iguanas e sua dieta inclui lagartixas de Galápagos, arquipélago que tem pelo menos 1.500 espécies de flora e 500 de fauna.




Fonte: Band
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Flórida convoca caçadores para conter aumento de cobras píton




Autoridades criaram desafio para caçadores ajudarem a conter o aumento populacional dessas cobras no estado.


As autoridades americanas realizarão um concurso em janeiro de 2013 para capturar cobras pítons birmanesas, que se tornaram uma ameaça para as espécies que vivem no delicado ecossistema de Everglades, no sul da Flórida.


O concurso "Desafio python 2013" da Comissão de Pesca e Vida Selvagem (FWC, por sua sigla em Inglês) da Flórida vai acontecer no dia 12 de janeiro para recolher o réptil em áreas públicas.




Fonte: O Dia Online
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Milhares de lulas se suicidam na Califórnia






Biólogos da Califórnia procuram explicar o fenômeno a que tiveram a ocasião de assistir no domingo passado nas praias do distrito de Santa Cruz, na zona do Golfo de Monterrey.


Segundo a CBS, na manhã daquele dia a costa estava coberta com milhares de lulas-de-humboldt que não se sabe por que razão avançaram à costa.


Houve quem tentasse devolver lulas ainda vivas ao mar, mas estas persistiam em se atirar para a praia.


Os biólogos avançam como causa possível do suicídio coletivo dos animais o aquecimento global.




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Mutação genética provocou evolução de nadadeiras para patas, diz estudo


Nadadeiras de embrião de peixe-zebra adquiriram formato de patas na experiência (Foto: Freitas et al., Developmental Cell/Divulgação)


Cientistas fizeram nadadeira adquirir formato de pata em experiência. Vertebrados surgiram na água e depois se adaptaram ao ambiente terrestre.
 
 
Um estudo publicado na segunda-feira (10) mostra que a evolução dos animais aquáticos que levou ao surgimento das patas aconteceu por causa de uma mutação genética no DNA desses seres pré-históricos.


 Reconstrução de um Acanthostega, um tetrápode primitivo



Os primeiros vertebrados surgiram no ambiente aquático. A transição que eles fizeram para o ambiente terrestre é considerada um evento crucial na evolução da vida na Terra. Foi isso que permitiu o aparecimento dos anfíbios, dos répteis, das aves e dos mamíferos.


A equipe liderada por José Luis Gómez-Skarmeta, da Universidade Pablo de Olavide / Junta da Andaluzia, em Sevilha, na Espanha, estudou um gene chamado Hoxd13, que é conhecido por sua função na diferenciação de partes do corpo.


Os cientistas retiraram esse gene de camundongos e o colocaram nas nadadeiras do embrião de um peixe-zebra. Esse gene levou a uma modificação nas nadadeiras desse peixe, que passou a ter uma forma mais próxima à de patas de animais terrestres.


Segundo os autores, essa descoberta ressalta a força que as mutações genéticas têm nos seres vivos. Nos humanos, alterações como essas podem ser responsáveis por doenças em que ocorre má formação dos órgãos e membros.




Fonte: G1
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Conheça o felino raro com os 'maiores caninos' do mundo





A pantera-nebulosa-de-bornéu é um felino raro e arredio que pode ser encontrada no sudeste da Ásia.


A espécie é conhecida por ter os maiores caninos superiores - em proporção ao tamanho da cabeça - do mundo.


Calcula-se que haja menos de 10 mil desses felinos no mundo, o que fez com que a espécie fosse considerada vulnerável pela União Mundial para a Natureza.


O biólogo Jyrki Hokkanen ficou a cerca de 10 metros de distância do animal para conseguir filmar uma fêmea, no último dia das suas férias na Malásia.



 
            
    
            
    
            
    
            
    
            
    
            
            
            
    
        




Fonte: BBC
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Polícia Ambiental resgata sucuri de 5,8 m e quase 100 quilos em Goiás




Animal estava em Itaguaçu, distrito de São Simão, no sudoeste do estado. Segundo pecuarista, cobra vinha matando animais da fazenda onde estava.

Uma sucuri de 5,8 metros e quase 100 quilos foi resgatada pela Polícia Ambiental em Itaguaçu, distrito de São Simão, no sudoeste do estado, na tarde de sábado (8).


O animal estava em uma fazenda na zona rural do município. Segundo o pecuarista Edilson Santos Vasconcelos, a sucuri vinha matando outros animais da propriedade. Ele descobriu a cobra ao ouvir o barulho dos leitões que estavam próximos à margem do rio.


“Escutei o segundo leitão gritando, então vim correndo. Assim que cheguei, a cobra estava envolvida em quatro leitões e os outros mordendo na sucuri”, lembra o pecuarista Edilson Santos Vasconcelos.


Com a ajuda de um funcionário, o dono da fazenda levou a sucuri para um pequeno galpão, onde ela ficou presa até a chegada da Polícia Ambiental. O resgate durou poucos minutos. A sucuri foi solta em seu habitat natural.



Bela Vista de Goiás




Na última semana, um caseiro encontrou uma sucuri de quase 5 metros em uma fazenda da zona rural de Bela Vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia, e transportou o animal para a cidade dentro de um Fusca, segundo informações do Corpo de Bombeiros.


De acordo com a corporação, o caseiro com a ajuda de outros dois homens laçaram e amarraram o animal para realizar do transporte.




Fonte: G1
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Vídeo mostra ataque de bagres a pombos em rio da França







Sequência de imagens mostra captura de pombos por bagres em rio da França (Foto: Divulgação/PLoS ONE)

Cientistas estudam comportamento inusitado de peixes de água doce. Em cinco meses de observações, foram detectados 54 ataques.

Estudo divulgado na última semana na publicação científica “PLOS ONE” investiga como peixes bagres conseguem caçar pombos que estão no ambiente terrestre.


Um vídeo feito por pesquisadores da Universidade de Toulouse, na França, mostra os ataques de peixes às aves.


Há tempos os cientistas ouvem relatos de que bagres europeus têm capturado pombos que ficam na margem de rios, arrastando-os para dentro da água. O fato surpreendeu os pesquisadores, que decidiram analisar o comportamento.


Os estudiosos analisaram bagres que vivem no Rio Tarn, no sudoeste da França. De acordo com o estudo, espécies da ordem Siluriforme foram introduzidas neste curso d´água em 1983.


A partir de uma ponte, os pesquisadores observaram entre junho e outubro de 2011 “a caça” dos peixes aos pombos.


No período, houve 54 episódios de peixes tentando capturar as aves. Em 28% dos casos, os bagres "abocanharam" com sucesso suas presas.

A evidência sugere que esta espécie de peixe consegue sentir vibrações das aves, em vez de estabelecer contato visual com os pássaros. A causa deste comportamento incomum ainda é desconhecida.





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Cientistas descobriram que os peixes-bruxa podem fornecer fios de seda, assim como aranhas



As fibras tradicionais, feitas com polímeros como nylon, raiom e poliéster, têm petróleo como matéria prima, o que as torna vilãs do meio ambiente.


Mas as fibras “ecologicamente corretas” têm sido encontradas em teias de aranha e bicho da seda. E agora uma nova alternativa pode entrar para este rol de produtores de fibras sustentáveis: o peixe-bruxa, uma espécie mais parecida com enguia do que com peixe, encontrada no fundo dos oceanos Atlântico e Pacífico. Eles produzem uma fibra baseada em proteínas que pode ser transformada em lençóis.


A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá. O estudo foi publicado na edição mais recente da revista Biomacromolecules.


Os peixes-bruxa produzem um muco toda vez que se sentem irritados ou ameaçados. Ele é liberado por glândulas espalhadas pela pele e reagem, quando em contato com a água marinha, se expandindo até formar uma região mucosa e viscosa em volta dele.


Este muco possui milhares de fibras e os biólogos marinhos acreditam que ele serve para defender o peixe-bruxa, fechando as guelras. Desta forma, predadores como tubarões desistem rapidamente de comer o peixe caso tentem abocanhá-los.


A fibra do peixe-bruxa não é tão forte quanto a da aranha: possui 70% de sua força. Mas ela pode ser produzida em massa, disse Douglas Fudge, professor associado de biologia integrativa e chefe do laboratório onde a pesquisa foi realizada. “Já houve uma grande quantidade de pesquisa sobre a produção [em massa] da seda da aranha, mas elas ainda não chegaram a nenhuma conclusão relevante”, disse ele ao LiveScience.


A produção em massa, no caso, não envolveria a criação de peixes-bruxa (até porque, pouco se sabe sobre como eles se reproduzem), mas sim a sintetização das fibras uma vez que a sua química fosse mais bem compreendida, diz a equipe.


Para conseguir as fibras, os pesquisadores anestesiaram um peixe-bruxa do Atlântico (mais precisamente um Myxine glutinosa) e o estimularam a fabricar a seda. Fora da água salgada, o muco é secretado em quantidades pequenas, de milímetros, apenas.


Nesta forma, ele é chamado de mucina. As fibras são feitas por células simples dentro das glândulas de muco, mas neste local, elas ainda não formam longas cordas, e sim bolas de fios.


Para conseguir as fibras, os pesquisadores colocaram a mucina em uma solução de citrato de sódio, para separar as fibras da mucina. 
 
 
Os fios são então liofilizados em vácuo numa temperatura de - 80ºC. Quando secos, os fios são dissolvidos em ácido fórmico, e então colocados em uma solução de sal, onde as proteínas que formam as fibras formam um filme no topo da solução – filmes que podem ser divididos em fios ou ainda transformados em revestimento.


“Houve outro fenômeno interessante: você podia fazer esses filmes finos. Uma pergunta que nós fizemos era se nós podemos fazer algo interessante com eles”, disse Atsuko Nagishi, um pesquisador pós-doutorado que liderou o estudo.


Os próximos passos devem consistir em investigações mais profundas sobre a química dos fios, e procurar meios de produzi-los sem os peixes-bruxa. Douglas notou que os biólogos celulares conseguem fazer com que células produzam certas proteínas, mas o estudo aqui abordado não chegou a trabalhar nesta possibilidade.


“Estamos tentando criar algo mais sustentável e renovável. Mas nós não queremos depender do peixe-bruxa”, disse Atsuko.
 
 
 
 
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Cientistas querem exterminar ratos de ilha para preservar animais locais

Imagem de parte da ilha Georgia do Sul, onde vivem animais como pinguins e elefantes-marinhos (Foto: Gettyimages)


Desratização vai acontecer na Geórgia do Sul, pertencente ao Reino Unido. Roedores atacam filhotes de aves como os pinguins e o albatroz.

Cientistas britânicos se preparam para realizar na Geórgia do Sul, uma remota ilha pertencente ao Reino Unido e localizada no Atlântico Sul, uma histórica erradicação de ratos-marrons, com objetivo de preservar o ecossistema local, principalmente aves como o pinguim.


A missão, que deve começar em fevereiro e durar quatro meses, consiste em espalhar 270 toneladas de iscas envenenadas por 360 km² da ilha. Segundo a imprensa internacional, o trabalho será feito com a ajuda de helicópteros.


A Geórgia do Sul é lar de nove espécies de pinguins que nidificam (chocam ovos) em ninhos construídos no chão, além de aves marinhas como albatroz e o mandrião.




Os ratos, que ainda vivem praticamente isolados na região, são uma ameaça à biodiversidade, já que podem matar os filhotes e comê-los vivos, de acordo com os cientistas.


O projeto está orçado em 7,5 milhões de libras (pouco mais de R$ 25 milhões) e é apoiado pelo governo do Reino Unido, que doou 250 mil libras. A expectativa é que a desratização levará dois anos para ser concluída.




Galápagos, no Equador, passa pelo mesmo processo



No mês passado, o governo do Equador iniciou operação parecida nas ilhas Galápagos, no Oceano Pacífico, para tentar matar dezenas de milhões de ratos que ali vivem atualmente.


O Serviço do Parque Nacional de Galápagos, responsável pela operação, vai utilizar iscas com veneno que não atraem outros animais além dos ratos. 
Por conterem um forte anticoagulante, os roedores devem secar ao morrer, e se desintegrar em cerca de uma semana.


Os ratos chegaram às Galápagos trazidos por embarcações a partir do século 17. Atualmente, há áreas onde se calcula haver cerca de dez desses animais por metro quadrado.



Fonte: G1
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Lêmingues foram extintos cinco vezes e voltaram geneticamente mudados



Conhecidos por "cometerem suicídio" em determinadas circunstâncias, os lêmingues da Europa Ocidental foram considerados extintos por cinco vezes durante a última Era do Gelo, especialmente por causa de fatores ligados a mudanças climáticas, aponta um estudo. 


A descoberta também lança dúvidas sobre as alegações de que os humanos haviam sido os responsáveis pelo desaparecimento desse e de outros mamíferos durante o período. A informação foi publicada nesta quarta no Daily Mail.


"Ao nos concentrarmos em um pequeno mamífero, podemos eliminar a possibilidade de termos tido impacto significante no tamanho da sua população - lêmingues são muito numerosos e prolíficos. Assim, as grandes mudanças na população devem estar ligadas a mudanças climáticas mais amplas", explica Ian Barnes, pesquisador da Universidade de Londres.


"Além dos lêmingues possuírem uma injusta reputação de pularem de penhascos, eles são presas importantes para muitos animais do ártico, e tirá-los de um ecossistema teria um grande impacto nos predadores", reforça Selina Brace, que também faz parte do grupo de pesquisas.


Os cientistas já sabiam que a Era do Gelo havia levado a uma diversificação de várias espécies. Porém, o novo estudo, publicado na Academia Nacional de Ciências, demonstra que esse período foi também importante para estudos sobre extinção. 


Os lêmingues da Europa Ocidental foram eliminados cinco vezes nessa época, mas cada extinção foi seguida de uma recolonização com animais geneticamente diferentes.


"Isso é algo incomparável entre mamíferos. Ficamos realmente surpresos com esse resultado", disse Eleftheria Palkopoulou, do Museu Sueco de História Natural, coautor do Estudo.



Fonte: Terra
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Tartaruga mais velha da Grã-Bretanha completa 130 anos

 A tartaruga Thomas sobreviveu a uma bomba na Segunda Guerra Mundial


Uma tartaruga fêmea chamada Thomas sobreviveu a uma explosão de bomba durante a Segunda Guerra Mundial e vive até hoje!


Thomas, que nasceu quando William Gladstone foi primeiro ministro e a Rainha Vitória ainda estava no trono, celebra hoje seu aniversário de 130 anos. 


A longevidade do animal é notável. Ela foi encontrada embaixo dos escombros de uma casa durante um ataque na Segunda Guerra e continuou viva durante mais sete décadas até agora.


A dona do animal, June Le Gallez, 54, que cuida de Thomas em sua casa na região de Guernsey afirmou ao jornal “The Telegraph” que a tartaruga é parte de sua família. 


“Tenho fotos com ela de quando eu tinha apenas dois anos de idade. Às vezes eu acho que ela vai sobreviver a mim”.



Fonte: Vírgula
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Pesquisadores registram maior fêmea reprodutora de jacaré-açu, no AM


Animal encontrado pelos pesquisadores mede 2,91 metros e pesa 74kg. Jacaré estava próximo ao ninhos, onde havia 32 ovos.

Pesquisadores do Instituto Mamirauá localizaram a maior fêmea reprodutora de jacaré-açu  encontrada nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no noroeste do Amazonas.

Medindo 2,91 metros e com peso estimado em 74kg, o animal foi registrado pelos cientistas no início de outubro perto do ninho dela, onde havia 32 ovos.

Para o coordenador do projeto Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert), o biólogo Robinson Botero-Arias, o registro de um jacaré deste tamanho é positivo, pois, segundo ele, animais deste porte já possuem grande adaptação ao habitat, tendo assim, a maior capacidade de produzir filhotes saudáveis. "Esse dado nos ajuda a conhecer o estado da população reprodutiva.


As pesquisas têm demonstrado que as populações de jacarés na Reserva Mamirauá estão maduras, estáveis e se adaptaram bem à forte pressão de caça no passado", afirma o biólogo.


As atividades que culminaram no encontro da jacaré-fêmea acontecem durante a estação seca e reúne cientistas e assistentes que caminham na mata à procura dos locais de construção dos ninhos. Entre os principais estudos feitos são levados em conta fatores ambientais e as características dos ninhos.


Segundo o Instituto Mamirauá, quando possível, os pesquisadores capturam a fêmea para obtenção de dados como tamanho e peso, além de uma avaliação clínica.


Além disso, são também avaliados o desenvolvimento dos embriões e o registro do tamanho e peso dos ovos.



Fonte: G1 
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Morte de George Solitário não extinguiu tartaruga de Galápagos

A tartaruga gigante conhecida por George Solitário era o último representante conhecido de sua subespécie


A morte, há cinco meses, de George Solitário, uma tartaruga gigante das ilhas Galápagos, não representou a extinção de sua espécie, como se acreditava, apontou um estudo que descobriu genes deste exemplar em 17 indivíduos, informou na quarta-feira a direção da reserva natural equatoriana.


A morte do quelônio, em 24 de junho, "não representa o fim da espécie de tartarugas gigantes (Chelonoidis abingdonii) da ilha Pinta", de onde era originário Jorge, destacou a Direção do Parque Nacional de Galápagos (DNPG), em um comunicado.


Segundo o informe, uma pesquisa realizada em conjunto com a universidade americana de Yale "demonstra a existência de 17 tartarugas com ascendência da ilha Pinta, que habitam o vulcão Wolf, da ilha Isabela".


"O estudo identificou nove fêmeas, três machos e cinco jovens com genes da espécie de tartarugas gigantes da ilha Pinta, depois de analisar mais de 1,6 mil amostras coletadas no ano 2008 no vulcão Wolf", destacou a DNPG.


De acordo com os cientistas, a "descoberta marca o primeiro passo rumo à recuperação da espécie Chelonidis abingdonii, por meio de um programa de reprodução e criação em cativeiro, opção que é avaliada pela DPNG".


George, uma tartaruga centenária, era considerado o último representante de sua espécie e sua morte por causas naturais ocorreu após décadas de esforços científicos para conseguir a sua reprodução.




Fonte: Terra
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Tubarão-da-Groenlândia é tão lento que só come quando a presa está dormindo



Tubarões-da-Groenlândia vivem em águas extremamente frias, um ambiente muito inóspito para a maioria dos tubarões dos oceanos ao redor do mundo.


Em um ambiente assim, a melhor maneira de economizar energia é mover-se o mais lentamente possível.



A espécie (Somniosus microcephalus) estudada é conhecida por comer focas. Os cientistas imaginam que o tubarão só tenha a iniciativa de ataque quando vê suas presas imóveis, ao tirar um “cochilo”.


O tubarão-da-Groenlândia já era conhecido entre os especialistas como o de natação mais lenta do mundo, mas sua lentidão surpreendeu os cientistas.


Yuuki Watanabe, do Instituto Nacional de Pesquisa Polar em Tóquio, que participou do estudo, disse que ele é o peixe mais lento dos oceanos, em entrevista ao portal da BBC.


O estudo, publicado no Journal of Experimental Marine Biology and Ecology, foi a última parte de uma missão de pesquisadores noruegueses que descobriram que ele estava matando as focas na costa do Svarlbard.


Imaginava-se que os tubarões da Groenlândia comiam apenas focas mortas que afundavam, alimentando-se de carcaças em decomposição, mas as novas evidências mostram que eles podem atacar presas vivas.


Sua velocidade máxima não ultrapassa 1,6 km/h. Tudo é lento em seu comportamento. Para completar uma rasteira com a sua cauda, impulsionando-o para frente, são necessários 7 segundos.


Ironicamente, a pesquisa mostrou que as focas do Ártico fingem estarem dormindo para não serem atacadas por ursos polares, mas isso abre uma oportunidade para que outros animais ataquem.


O tubarão em questão não precisa 100% de sua mordida para abocanhar a presa, contando com uma ação de sucção que o ajuda no processo alimentar.


Sua lentidão é um ponto fraco, tornando-o vulnerável para a atividade pesqueira, mas lhe proporciona grande longevidade.


É comum encontrar Tubarões-da-Groenlândia a mais de 1.200 metros de profundidade. Alguns exemplares já foram capturados por pesquisadores com pedaços de ursos polares e partes de cavalos em seus estômagos.




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