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Meteorito marciano rico em água é descoberto no Saara


Rocha espacial é a segunda mais antiga já encontrada pelos cientistas.
 
 
Uma rocha de Marte que caiu sobre o deserto do Saara está chamando a atenção da comunidade científica por suas características incomuns, segundo um estudo de um ano divulgado na quinta-feira (3).


O meteorito não é só mais antigo dos que os que costumam chegar à Terra, mas também contém mais água. A pedra, do tamanho de uma bola de baseball, é muito semelhante ao material geológico da superfície marciana analisado pelos jipes-robôs Spirit e Opportunity , da Nasa.


"É um pedaço de Marte que posso segurar nas mãos. É muito empolgante," afirmou Carl Agee, da Universidade do Novo México, que liderou o estudo publicado na edição desta semana no periódico científico Science.


A maior parte das rochas espaciais que caem na Terra são de material proveniente de asteroides, mas algumas são originárias da Lua ou de Marte.


Os cientistas acreditam que um asteroide se chocou contra Marte, deslocando rochas que se fragmentam e são mandadas ao espaço. De vez em quando, uma delas acaba na Terra, e são objeto de estudo.


Cerca de 65 meteoritos marcianos foram descobertos na Terra, a maior parte na Antártida ou no Saara. Os mais antigos têm cerca de 4,5 bilhões de anos, quando o planeta era mais quente e úmido. Cerca de meua dúzia deles têm 1,3 bilhão de anos e o resto têm 600 milhões de anos ou menos.


O meteorito do artigo da Science, conhecido como NWA 7034 e apelidade de "Beleza Negra", foi doado à universidade por uma americano que o comprou de um negociante marroquino no ano passado. 


Os pesquisadores fizeram uma série de exames no meteorito e confirmaram sua origem. Sua idade está estimada em cerca de dois bilhões de anos e com isso, é o segundo meteorito marciano mais antigo conhecido pelos cientistas. 
 
 
As descobertas aumentam as provas que no planeta já existiram bolsões de água perto da superfície, em um período em que Marte já era um planeta seco. Outras análises vão determinar por quanto tempo a rocha voou pelo espaço e há quantos anos ela esteve no Saara.
 
 
 
 
 
Fonte: IG
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Bactérias siberianas podem viver em Marte


 
 
Um grupo de cientistas russos e norte-americanos descobriu na camada do solo perpetuamente congelada, no Leste da Sibéria, bactérias do tipo Carnobacterium, capazes de evoluir com uma temperatura, pressão e concentração de oxigênio como as que existem na atmosfera de Marte.
 
 
O respetivo artigo foi publicado na revista “Procedimentos da Academia Nacional de Ciências (dos EUA)”.


Os estudiosos cultivaram colônias de bactérias a 28º centígrados, numa atmosfera normal, e só depois as submeteram ao efeito das condições marcianas, nas quais seis culturas selecionadas conseguiram sobreviver. 


Uma delas cresceu nessas condições até mais do que com pressão e teor de oxigênio normais. As condições marcianas diferem, porém, das terrestres por um alto teor de radiação.



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Marte, a obsessão vermelha da Nasa


Ilustração mostra um dos conceitos de desenho do novo veículo-robô, que terá como base o bem-sucedido chassi do Curiosity Nasa



Agência espacial anuncia novo veículo-robô que vai explorar o planeta a partir de 2020.


A Nasa anunciou na noite de terça-feira que pretende lançar um novo veículo-robô para explorar Marte a partir de 2020. 
 
 
Ainda sem nome, ele vai se juntar ao Curiosity, que chegou no planeta vermelho em agosto deste ano, e ao Opportunity, ainda em operação na superfície mais de oito anos depois de pousar na planície equatorial marciana de Meridiani Planum em 2004.
 
 
O novo projeto se encaixa nos planos da agência espacial americana de enviar uma missão tripulada a Marte na década de 2030, podendo inclusive guardar amostras para retornarem à Terra com os astronautas. 


Mas ele também atraiu críticas de alguns especialistas, preocupados com o futuro da exploração de outros destinos no Sistema Solar diante dos cortes de orçamento que afetaram a divisão de ciências planetárias da Nasa, no valor de mais de US$ 300 milhões apenas para o ano de 2013.


- Com esta próxima missão, vamos assegurar a liderança dos EUA na exploração do planeta vermelho e ao mesmo tempo dar um passo significativo para enviar humanos para lá nos anos 2030 – justificou Charles Bolden, administrador-chefe da Nasa.


O novo veículo deverá ser construído sobre o bem-sucedido chassi do Curiosity, podendo inclusive usar peças sobressalentes dele, o que a Nasa acredita que reduzirá os custos da missão para US$ 1,5 bilhão (a do Curiosity custou US$ 2,5 bilhões) de forma a enfrentar as restrições orçamentárias. 


Ainda não está decidido quais serão os instrumentos que o robô levará a bordo e também há a possibilidade de o próprio equipamento lançar as amostras recolhidas para a Terra, dispensando a espera pelos possíveis futuros astronautas e atendendo à demanda de parte da comunidade científica que indica esta como a principal prioridade de uma próxima missão.


- A comunidade científica já enviou uma mensagem muito clara sobre qual deve ser o conteúdo da próxima missão à superfície de Marte, que é o de recolher amostras que virão para a Terra – disse Steve Squyres, cientista planetário da Universidade de Cornell, nos EUA. - Essa é uma condição necessária para esta missão.


Já John Grunsfeld, diretor científico da Nasa que fez o anúncio da nova missão durante a reunião de outono da União Americana de Geofísica, que acontece esta semana em São Francisco, preferiu destacar a possibilidade de a agência continuar a buscar inovação enquanto se mantém dentro dos limites impostos pelo seu orçamento. 



Ele também informou a prorrogação da missão do Curiosity, inicialmente prevista para durar dois anos, até 2020.


- O desafio de reestruturar o Programa de Exploração de Marte saiu dos sete minutos de terror do pouso do Curiosity para o início de sete anos de inovação – disse. - Este conceito de missão se encaixa no orçamento corrente e projetado para exploração de Marte, soma-se às excitantes descobertas do Curiosity e tira vantagem de uma janela de lançamento favorável.
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Curiosity encontra pistas sobre existência de vida em Marte





A sonda Curiosity, da Nasa, encontrou evidências perturbadoras de que teria existido vida no passado de Marte, mas os cientistas alertaram na segunda-feira que ainda é muito cedo para realizar as primeiras análises de solo coletado.


Os instrumentos de análises de amostras (SAM, em inglês) da Nasa têm enviado informações à Terra enquanto busca compostos como metano, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, elementos químicos que compõem a vida.


Os cientistas ficaram animados ao detectar compostos orgânicos simples no solo coletado em uma duna, mas alertaram que os traços de carbono poderiam ter sido transportados por meteoritos ou inclusive por partículas que os instrumentos tocaram antes de partir da Terra.


"Eles esperam encontrar mais evidências de compostos orgânicos à medida que a Curiosity avançar através das areias estéreis e carreadas pelo vento de Rocknest rumo ao monte Sharp, em busca de um bom lugar para começar a cavar mais fundo", acrescentou.


"Não é inesperado que esta pilha de areia não seja rica em matéria orgânica. Tem sido exposta ao duro ambiente marciano", explicou Paul Mahaffy, principal pesquisador encarregado dos instrumentos de análises de amostras do Curiosity.


"Será uma busca excitante por ambientes remotos que possam estar protegidos deste duro ambiente superficial", acrescentaram. Os instrumentos capturaram imagens impressionantes da areia retirada da duna, que um dos cientistas descreveu como mais áspera do que farinha e mais fina do que açúcar.


O Curiosity também conseguiu analisar cristais e outros materiais encontrados na areia. Ao aquecer as amostras, eles também conseguiram detectar uma quantidade significativa de água na areia, junto com algum dióxido de carbono, oxigênio e dióxido de enxofre.


"A sonda Curiosity é como um laboratório do CSI sobre rodas", comparou Michael Meyer, principal cientista do Mars Exploration Program, da Nasa, durante entrevista coletiva.


"Estes resultados oferecem uma visão sem precedentes da diversidade química da área que é representativa do resto do planeta", acrescentou. 


Cientistas não esperam que a Curiosity encontre homenzinhos verdes ou criaturas vivas, mas contam em usá-lo para analisar o solo e as rochas do planeta vermelho em busca de vestígios de que os compostos químicos estão presentes e podem ter sustentado vida no passado.


O robô, de US$ 2,5 bilhões, que pousou na Cratera Gale em 6 de agosto, também visa a estudar o meio ambiente marciano para preparar uma possível missão ao planeta nos próximos anos. O presidente americano, Barack Obama, prometeu enviar humanos a Marte até 2030.




Fonte: Terra
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Nasa observa tempestade de poeira em Marte

Mosaico de fotografias da tempestade de areia no hemisfério sul em Marte, que ocorreu no último dia 18 de novembro


A agência espacial americana (Nasa) revelou na segunda-feira ter observado, por meio do robô Opportunity, uma enorme tempestade de poeira na superfície de Marte, que produziu mudanças atmosféricas no planeta.


É a primeira vez desde 1970 que a Nasa estuda este fenômeno da órbita e também de uma estação meteorológica na superfície de Marte, destacou o site da agência espacial.


"Isto é agora uma tempestade de poeira regional", afirmou Rich Zurek, chefe científico para Marte do Jet Propulsion Laboratory (JPL), em Pasadena, Califórnia.


"A tempestade cobre uma região bastante ampla com sua nuvem de poeira e em uma parte do planeta onde tormentas regionais no passado já provocaram tempestades de poeira globais", explicou Zurek. Tormentas regionais de poeira se expandiram no passado em Marte e afetaram grandes áreas do planeta em 2001 e 2007.


"Uma coisa que queremos entender é por que motivo algumas tempestades marcianas de poeira chegam a este tamanho e deixam de crescer, enquanto outras continuam crescendo e se transformam em globais", afirmou Zurek.


Depois de décadas de observação, os especialistas sabem que há um fator temporal ligado às maiores tormentas de poeira marcianas, segundo a NASA. A mais recente delas começou há apenas algumas semanas com o começo da primavera no hemisfério sul.


No dia 16 de novembro, a sonda Mars Reconnaissance detectou um aquecimento da atmosfera cerca de 25 quilômetros acima da tormenta. Desde então, a temperatura da atmosfera da região aumentou em 25 graus Celsius.


O fenômeno se deve à poeira, que se eleva acima da superfície e absorve a luz do sol nas alturas, segundo a NASA.


Temperaturas mais quentes também foram detectadas em um "lugar quente" próximo às latitudes polares do norte, devido às mudanças na circulação atmosférica.


Os instrumentos meteorológicos a bordo do robô norte-americano Opportunity, em Marte desde 2004 e que se encontra, no momento, a mais de 1.300 quilômetros da tempestade, também mediram uma mudança na pressão atmosférica.


Se a tempestade continuar se expandindo, o Opportunity poderá ser afetado, já que seu abastecimento depende da energia solar. Não é o caso do veículo robótico Curiosity, que chegou ao equador marciano no dia 6 de agosto e depende de um gerador nuclear.


A estação meteorológica do Curiosity detectou mudanças atmosféricas ligadas à tormenta. Os sensores observaram uma queda na pressão atmosférica e um leve aumento nas temperaturas noturnas mais baixas.



Curiosity é um projeto de dois anos e 2,5 bilhões de dólares que tem o objetivo de pesquisar se é possível viver em Marte e descobrir se as condições do planeta poderiam ter abrigado vida no passado.



Fonte: Info
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Marte: Curiosity encontra moléculas orgânicas simples


O jipe Curiosity encontrou moléculas orgânicas simples em Marte, anunciou hoje Charles Elachi, o diretor do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), responsável por esta missão de investigação, em uma conferência especial.
 
 
"Sem dúvida, essas conclusões são preliminares e necessitam de confirmação", disse o perito, indicando que todos os dados estarão disponíveis para o JPL em 3 de fevereiro.


Entretanto, caso as informações sobre a descoberta de moléculas orgânicas em Marte sejam confirmadas, isto permitirá aos especialistas estabelecer se existiu ou não alguma forma de vida no Planeta Vermelho.




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Pesquisadores fazem mistério sobre nova descoberta em Marte



Pesquisadores da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, que investigam Marte, conhecido como Planeta Vermelho, indicam que há informações capazes de mudar a análise feita até agora sobre o tema. 


O chefe da missão, John Grotzinger, disse que o robô explorador Curiosity que está em Marte fez uma descoberta reveladora.


“É uma descoberta que vai mudar os livros de história. Os dados [coletados] indicam muitas promessas”, disse Grotzinger. No entanto, ele manteve em segredo os detalhes sobre a descoberta.


A expectativa, segundo especialistas, é que a descoberta leve à comprovação de existência de vida em Marte. 


Os detalhes das pesquisas feitas no planeta devem ser revelados durante a  reunião da União Geofísica Norte-Americana, em San Francisco (Califórnia), entre os dias 3 e 7 de dezembro.


Em setembro, foi retirada uma amostra do solo de Marte e o material foi analisado. Nele, os pesquisadores identificaram a existência de terra e rochas, nas quais havia abundância de elementos como carbono, oxigênio e nitrogênio.



Fonte: UOL
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Nasa reduz expectativa de descoberta em Marte

O veículo-robô Curiosity foi enviado a Marte para encontrar vestígios de vida no planeta / AFP PHOTO/ NASA/JPL-Caltech

A "descoberta incrível" não pode ser antecipada antes de confirmar seus estudos preliminares, segundo cientistas.


A excitação foi total na quarta-feira (21) quando um cientista da Nasa mencionou uma descoberta "digna de entrar nos livros de história" feita pelo veículo-robô Curiosity em Marte. Em seguida, a agência espacial americana reduziu as expectativas em torno do feito.


"Esta descoberta vai entrar nos livros de história, parece realmente excelente", afirmou à rádio NPR John Grotzinger o diretor da missão Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jato Jet Propulsion Laboratory, (JPL) em Pasadena, na Califórnia.

Segundo a entrevista, divulgada na terça-feira, análises feitas pelo robô, enviado ao planeta vermelho para tentar encontrar vestígios de vida no passado, apontariam para uma descoberta incrível. No entanto, os cientistas não poderiam antecipar nada mais antes de confirmar seus estudos preliminares, o que poderá levar várias semanas.


No entanto, Guy Webster, responsável pelas relações com a imprensa do JPL, reduziu a expectativa em torno de uma descoberta revolucionária. 


"No que diz respeito ao seu comentário sobre os 'livros de história', a missão em seu conjunto tem uma natureza que a torna candidata a entrar nos livros de história (...), não há nada específico no futuro que seja revolucionário", disse à AFP. "Grotzinger estava encantado com a qualidade das análises das amostras provenientes do veículo robótico quando estava com um jornalista em seu escritório na semana passada", explicou Webster. "Já tinha ficado entusiasmado no passado com resultados anteriores e estará de novo no futuro", acrescentou.


"A equipe científica analisa os dados de uma amostra do solo marciano, mas não se pode falar disso neste momento", continuou. "Isto não muda os procedimentos habituais: deve-se confirmar os primeiros resultados antes de torná-los públicos", afirmou Webster.


No final de setembro, o Curiosity descobriu cascalho proveniente do leito de um antigo riacho, sustentando a hipótese da existência de água no planeta vermelho. O robô, dotado de vários instrumentos de medição e análise, encontrou no mês passado "objetos brilhantes" na superfície do solo, o que deixou os especialistas perplexos.




Fonte: Band
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Curiosity encontra “algo incrível”


O rover Curiosity encontrou “algo incrível”, embora a NASA não tenha ainda especificado o quê. 
 
 
Especialistas querem verificar tudo mais uma vez para evitar um erro, informa a mídia norte-americana. Os cientistas acham que os novos dados podem entrar nos livros de história.


O problema é que os pesquisadores já ficaram em uma situação embaraçosa quando relataram que o Curiosity teria encontrado metano. Mas depois da verificação, eles constataram que havia sido um erro.




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Sonda ainda não encontrou metano em Marte. Isso significa que não há vida por lá?



A sonda Curiosity da NASA vasculha o solo e a atmosfera de Marte a procura de várias coisas, entre elas, metano.


O metano é um precursor químico para a vida. Acredita-se que 95% do metano na atmosfera da Terra são de origem orgânica. Logo, metano em Marte seria um indício de vida atual ou antiga no planeta vermelho.

Contudo, numa coletiva de imprensa concedida, a NASA anunciou que a sonda ainda não encontrou sinais de metano no local. 
Os equipamentos do Curiosity são extremamente sensíveis, capazes de detectar o gás em quantidades ínfimas como bilionésimas frações da atmosfera marciana. 

É possível que haja traços indetectáveis do gás, mas ainda há “incertezas o bastante de que a quantidade possa ser zero”, diz a agência espacial.


O que tudo isso significa, portanto, para a busca por vida (ou potencial para vida) em Marte? A ausência destes átomos de carbono e hidrogênio combinados exclui a possibilidade de haver vida? O planeta é e sempre foi uma vasta terra vazia e estéril?


Basicamente, não sabemos. Uma atmosfera que contenha metano não é exatamente uma evidência prioritária na busca por vida ou condições de receber vida em Marte. Mesmo que o Curiosity tenha encontrado traços de metano na atmosfera do planeta, isso não seria necessariamente uma prova de que há vida lá.


Não encontrar o gás traz o mesmo problema. A cientista planetária Sarah Horst resumiu bem a situação em um tweet: “É importante lembrar: ausência de CH4 (metano) não é igual a ausência de vida, assim como se eles vissem metano isso não seria uma evidência definitiva de vida”.


Só porque a sonda não encontrou o gás, também não quer dizer que ele não existe no planeta. Ocorreram detecções de emissões sazonais de metano no planeta vermelho no ano de 2009.



Por enquanto, é importante lembrar que a missão do Curiosity em Marte está apenas começando. Com ou sem metano, há mais coisas a serem analisadas e descobertas nos próximos meses e anos.


“O metano claramente não é abundante na cratera Gale, se é que ele existe ali. Por enquanto, estamos empolgados apenas por procurá-lo”, disse o cientista do Curiosity, Chris Webster, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em um comunicado. 

“Enquanto nós determinamos limites superiores em valores baixos, a variabilidade atmosférica na atmosfera marciana pode ainda guardar surpresas para nós.”



Essas surpresas podem até incluir sinais de metano – mas é preciso lembrar que este gás não é a evidência definitiva para a existência (ou não) de vida em Marte.


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Chegada do homem a Marte pode ser ameaça para o planeta



Cientistas afirmam que a chegada do homem a Marte pode ser uma grande ameaça para o planeta vermelho, uma vez que trilhões de micróbios viajariam com cada astronauta que pisar em solo marciano. 


Enquanto esses micróbios evoluíram em milhares de anos para ajudar as pessoas a fazerem tudo, desde digestão a impedir bactérias de prejudicar vidas, não existe explicação em como eles poderiam interagir com o ambiente do planeta. 


De acordo com o jornal britânico Daily Mail, agências espaciais estão repensando maneiras de minimizar os riscos de contaminação. "Se tivermos astronautas humanos em Marte, não existe forma de esteriliza-los. 


Eles estariam 'vomitando' milhares de micróbios a cada segundo. Seria um grande problema", explicou Cynthia Phillips, do Instituto de Pesquisa à Inteligência Extraterrestre, dos Estados Unidos. 


Robôs como a Curiosity da Nasa, que pousou em Marte no dia 5 de agosto, podem ser limpos, mas ainda não existe forma de fazer o mesmo com exploradores humanos. Os dados que a sonda Curiosity está coletando do território vermelho podem ajudar cientistas a entender o quão sensível a superfície do planeta pode ser para contaminação. 


O fundador da empresa americana SpaceX, Elon Musk, afirmou que pretende mandar astronautas para Marte em 15 anos; e a empresa holandesa Mars One quer pousar uma nave com quatro pessoas no planeta em 2023 como os primeiros passos para estabilizar uma colônia permanente por lá. 


O Tratado do Espaço Externo de 1967 diz que países podem ser responsáveis por atividades interplanetárias de empresas privadas em suas fronteiras, e podem ser levados a julgamento internacional com acusações de contaminações a outro planeta. 


"Se você quer ser um bom cidadão do Sistema Solar, seguirá as regras de proteção planetária, assim como você recolhe o lixo e não espalha poluição no país", afirma Cassie Conley, oficial de proteção planetária da Nasa.






Fonte: Terra 
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Nasa: solo de Marte é semelhante ao do Havaí


Com um instrumento chamado CheMin, colocado na sonda, foi possível fazer o raio-X de partículas do terreno marciano.


O Curiosity da Nasa, que faz uma expedição por Marte, revelou aos cientistas que o solo do planeta é pareciso com o do terreno de ilhas do Havaí, nos Estados Unidos. Com um instrumento chamado CheMin, colocado na sonda, foi possível fazer o raio-X de partículas do terreno marciano.


Segundo a Nasa, o objetivo é descobrir pistas sobre a história geológica recente do planeta. A maior parte do solo é composta por materiais basálticos de origem vulcânica, exatamente como no Havaí.


De acordo com um dos pesquisadores do projeto, David Bish, "até agora, os materiais que a Curiosity analisou são consistentes com as ideias iniciais". 




Fonte: Band
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'Canyon' marciano é o maior do Sistema Solar


Valles Marineris é o maior desfiladeiro do Sistema Solar

Agência Espacial Europeia (ESA) registou agora uma nova visualização do sítio.

Marte tem um desfiladeiro maior do que o Grande Canyon. Chama-se Valles Marineris e mede mais de 4000 quilômetros de comprimento, 200 de largura e tem uma profundidade de 10 quilômetros, sendo, assim, o maior do Sistema Solar.


Este acidente geográfico é 10 vezes mais comprido e cinco vezes mais profundo do que o terrestre Grande Canyon.


A Agência Espacial Europeia (ESA) registou agora uma nova visualização do sítio graças a uma imagem obtida com os dados capturados durante as 20 órbitas individuais da sonda Mars Express. Segundo indicam os especialistas, a fotografia mostra a ampla variedade de características geológicas do lugar, demonstrando a complexa história do planeta vermelho.


A ESA informa que a formação do 'canyon' poderá estar intimamente ligada à formação do planalto de Tharsis, onde se encontra o maior vulcão do Sistema Solar, o Olympus Mons. A atividade vulcânica reflete-se na natureza das rochas das paredes do desfiladeiro e nas superfícies circundantes, que se formaram por fluxos sucessivos de lava.


À medida que Tharsis se enchia de magma, durante os primeiros milhões de anos de vida do planeta, a crosta circundante foi esticando-se, rasgando e eventualmente colapsando-se em canais gigantescos. A ESA refere que os deslizamentos de terra também desempenharam um papel importante na formação do complexo, sobretudo nas depressões mais a norte.




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