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Bactérias siberianas podem viver em Marte


 
 
Um grupo de cientistas russos e norte-americanos descobriu na camada do solo perpetuamente congelada, no Leste da Sibéria, bactérias do tipo Carnobacterium, capazes de evoluir com uma temperatura, pressão e concentração de oxigênio como as que existem na atmosfera de Marte.
 
 
O respetivo artigo foi publicado na revista “Procedimentos da Academia Nacional de Ciências (dos EUA)”.


Os estudiosos cultivaram colônias de bactérias a 28º centígrados, numa atmosfera normal, e só depois as submeteram ao efeito das condições marcianas, nas quais seis culturas selecionadas conseguiram sobreviver. 


Uma delas cresceu nessas condições até mais do que com pressão e teor de oxigênio normais. As condições marcianas diferem, porém, das terrestres por um alto teor de radiação.



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Descoberto planeta em zona "habitável" em órbita de estrela



Notívagos e astrônomos acreditavam há muito tempo que Tau Ceti, estrela visível a olho nu da Terra, brilhasse solitária na noite, mas cientistas acabam de descobrir cinco planetas em sua órbita, um deles situado em uma zona "habitável", segundo um estudo publicado na quarta-feira.


Tau Ceti, que faz parte da Constelação da Baleia, não é apenas próxima do nosso sol (fica a 12 anos-luz), mas também é muito semelhante, em massa e irradiação. No passado, muitos olhares se voltaram para ela, em vão, em busca de vida extraterrestre.


Nenhum planeta fora detectado no entorno de Tau Ceti até que uma equipe internacional teve a ideia de testar nesta estrela sua nova técnica de coleta de dados astronômicos, capaz teoricamente de detectar sinais duas vezes mais potentes.


"Nós escolhemos Tau Ceti (...) porque achamos que ela não comportaria nenhum sinal. E ela é tão brilhante e similar ao nosso sol que constitui uma cobaia ideal para testar nosso método de detecção de planetas de pequena proporção", explicou em um comunicado Hugh Jones, da Universidade britânica de Hertfordshire.


Os astrônomos descobriram cinco planetas, com massa compreendida entre duas e seis vezes a da Terra. Um deles encontra-se na zona "habitável", nem muito quente, nem muito fria, permitindo a existência de uma atmosfera, de água em estado líquido em sua superfície, e portanto, talvez uma forma de vida.


"Tau Ceti é uma de nossas vizinhas cósmicas mais próximas, tão brilhante que nós poderíamos chegar a estudar as atmosferas de seus planetas em um futuro não muito distante", afirmou James Jenkins, da Universidade do Chile, que participou do estudo publicado na revista Astronomy & Astrophysics.


Esta descoberta confirma a nova ideia "que quase todas as estrelas têm planetas e que a galáxia deve, portanto, conter um grande número de planetas potencialmente habitáveis de tamanho próximo do nosso", acrescentou Steve Vogt, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.


O Observatório Europeu Austral (ESO, na sigla em inglês) estimou recentemente que bilhões destes planetas existiriam na Via Láctea, dos quais uma centena na vizinhança do nosso sol.




Fonte: Terra
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Você sabia que os russos encontraram prova de vida extraterrestre na Lua?



Em 24 de setembro de 1970, pela primeira vez, uma espaçonave não tripulada trouxe solo lunar para a Terra.  


A espaçonave Luna 16, da antiga União Soviética, retornou do Mar da Fertilidade na Lua com 101 gramas de regolito lunar, hermeticamente lacrado em um recipiente.


Em fevereiro de 1972, a somente 120 quilômetros do local onde pousou o Luna 16, a Luna 20 usou uma furadeira, com uma broca oca coletora de 25 cm de comprimento, para obter outra amostra de regolito, a qual também foi hermeticamente fechada já na Lua.


De volta à União Soviética, ambos os recipientes selados das missões lunares foram entregues a um laboratório para que seus conteúdos fossem examinados e fotografados.  


Mas mesmo após centenas de fotos publicadas em um atlas de 1979, a natureza biológica de algumas das partículas não foi notada.


As fotos foram posteriormente mais estudadas por dois biólogos, Stanislav I. Zhmur, da Academia de Ciências Russa, e Lyudmila M. Gerasimenko, do Instituto de Biologia.  


Eles notaram que algumas partículas presentes nas imagens eram praticamente idênticas às espécies biológicas conhecidas de fósseis terrestres.  


Especificamente, algumas das partículas esféricas do regolito do Luna 20 claramente se parecem em suas escalas, distribuição e forma, bem como quanto a distorção das esferas que ocorrem durante a fossilização, com fósseis esféricos, tais como o Siderococcus ou Sulfolobus.


A análise dos biólogos foi anunciada em uma conferência de astrobiologia em Denver (20 a 22 de julho de 1999), e publicada em dezembro de 1999.




Fonte: Te Guia
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Sete planetas da Via Láctea podem abrigar vida, dizem astrônomos



 
Astrônomos de um projeto que cataloga planetas habitáveis anunciaram que a Via Láctea pode conter sete planetas fora do nosso Sistema Solar com condições de abrigar a vida.


O projeto, chamado Habitable Exoplanets Catalog (Catálogo de Exoplanetas Habitáveis, ou simplesmente HEC), acabou de fazer um ano e excedeu as expectativas da busca.


Abel Mendez, diretor da Universidade de Porto Rico no Laboratório de Habitabilidade Planetária, disse que eram esperados apenas um ou dois planetas ao longo do primeiro ano de vida. Cinco a mais era algo além das expectativas de todos. 
 
 
“Há muitos comunicados à imprensa anunciando descobertas de planetas habitáveis e isso é confuso. Então, ter um catálogo em que todos possam conferir o que está disponível agora seria mais útil”, disse Abel ao portal Space.


Conforme a ciência aprimora suas técnicas para detectar planetas fora do Sistema solar, a taxa de planetas descobertos aumenta. Instrumentos como o HARPS (High Accuracy Radial Velocity Planet Searcher ou Buscador de Planetas por Velocidade Radial de Alta Precisão) e o Telescócpio Espacial Kepler são duas das ferramentas que os pesquisadores usam para detectar estes exoplanetas.


Hoje, há quase 80 exoplanetas conhecidos com tamanho similar a Terra, mas só alguns estão a uma distância conveniente da estrela de seus sistemas para a existência de água líquida. 
 
 
Para construir o catálogo, os cientistas estão usando avaliações de sustentabilidade como o Índice de Similaridade da Terra (ESI), a Distância de Zonas Habitáveis (HZD), a Habitabilidade Básica Global (GPH), sistemas de classificação e comparações com a Terra de hoje e do passado.


Além dos planetas catalogados pelo HEC, há 28 outros aguardando confirmação, incluindo o Gliese 581g, que não foi confirmado, mas é um dos mais propensos a se tornar oficial. 
 
 
A organização tem a cautela de não dar 100% de certeza da habitabilidade dos planetas – em alguns casos, nem sequer da existência deles. A equipe afirma que são necessárias mais observações para assegurar a existência dos exoplanetas.


O projeto HEC começou em 5 de dezembro do ano passado, no mesmo dia em que a equipe do Kepler da NASA anunciava a descoberta do Kepler 22b na Primeira Conferência de Ciência Kepler da NASA em Ames, Califórnia. 
 
 
Os planetas descobertos foram, em ordem cronológica: Gliese 581d, HD 85512b, Kepler 22b, Gliese 667Cc, Gliese 581g, Gliese 163c e HD 40307g.


Esses exoplanetas são todos super-Terras. São maiores que nosso planeta, mas ainda assim podem, talvez, abrigar a vida.




Agora, o HEC é um complexo programa de computador que reúne dados de exoplanetas e atualizações de grupos de pesquisa, que relatam suas descobertas diretamente ao projeto para que sejam analisadas e adicionadas ao catálogo assim que sejam anunciadas publicamente.


Em 2013, o projeto deve trabalhar com novos modelos e análises, o que deve afetar os objetos listados. 
 
 
“Um planeta realmente análogo a Terra [algo que os cientistas ainda não encontraram até hoje] ou uma exolua potencialmente habitável, poderiam ser grandes descobertas. Certamente, essa foi a hora certa para começar a mapear o Universo habitável à nossa volta”, disseram eles.


Os primeiros planetas exossolares, ou exoplanetas, foram descobertos no Observatório de Arecibo em 1992. Eles orbitavam o pulsar PSR-B1257+12.


Em 1995, um planeta próximo de uma estrela mais parecida com o nosso sol foi descoberto: 51 Pegasi b. Hoje, são 900 exoplanetas confirmados, fora 2.500 que aguardam confirmação. Mas poucos possuem requisitos para abrigar a vida do modo como a conhecemos.




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Alienígenas podem existir, mas não da forma como imaginamos



Uma das perguntas mais intrigantes, mais desprovida de respostas conclusivas e que mais gera debates no mundo é: “estamos sozinhos no Universo?”.


Mas a pergunta que deveríamos fazer é: se os alienígenas existirem, eles serão visíveis para a nossa tecnologia? Existirão em formas que podemos conceber? 
 
 
Eles estão nos lugares em que estamos procurando, na hora em que olhamos para lá? É isso que questiona o Dr. Paul Davies, da Universidade Estadual do Arizona.


A xenologia é uma disciplina muito fascinante ao lidar com todos os aspectos da vida fora da Terra. Nós todos queremos saber como são os ETs, mas antes, precisamos encontrá-los, simplesmente. E como encontrá-los? 
 
 
Os cientistas até hoje debatem sobre o melhor método. Para Paul, a abordagem usada pelo SETI (sigla para Search for Extra-Terrestrial Intelligence, ou Busca por Inteligência Extraterrestre, um programa que emite e recebe sinais de rádio na esperança de encontrar outras civilizações) é muito limitada, por supor que os ETs se comunicam como nós.


Vamos a alguns números: a nossa galáxia tem 250 bilhões de estrelas. No Universo, há 70 sextilhões – considerando apenas as visíveis. Várias delas estão cercadas de planetas. Ou seja, o tamanho do universo é algo quase impossível de conceber tamanhas as dimensões.


Logo, as chances de que haja vida em mais algum lugar além da Terra são altas. Mas onde estão elas? Foi a pergunta feita pelo físico Enrico Fermi em 1950. 
 
 
Se os ETs existem, onde estão as evidências, onde estão as naves espaciais? Essas perguntas ganharam até nome: Paradoxo de Fermi – se há tantas possíveis civilizações por aí, por que nenhuma deu sinal de vida? 
 
 
O paradoxo inclui outra pergunta conhecida como “grande silêncio”: por que não detectamos nem sequer algum sinal, como uma transmissão de rádio?


Milan Cirkovic, do Observatório Astronômico em Belgrado, afirma que a idade média dos planetas terrestres na Via Láctea é 1,8 bilhão de anos maior que a idade da Terra e do Sistema solar. 
 
 
Logo, a idade média de qualquer civilização nestes planetas deve ser proporcionalmente maior que a nossa, e, portanto, elas devem ser mais avançadas. 
 
 
Tamanho intervalo pode indicar que um ou mais processos devem comprometer a nossa capacidade de observar comunidades extraterrestres.


Se até hoje não tivemos nenhuma prova da existência de ETs, podemos concluir o seguinte:


1 – Nós somos a primeira forma de vida inteligência a conseguir anunciar a própria existência e sair do planeta. Não existem outras formas de vida tão avançadas quanto nós ou talvez elas existam, mas estão tão isoladas e são tão raras que talvez nunca entrem em contato conosco – ou seja, na prática, elas continuam não existindo.


2 – Essas civilizações avançadas existiram antes de nós, mas todas elas, por algum motivo, desapareceram ou se desenvolveram a ponto de permanecerem invisíveis para a nossa tecnologia atual.


3 – A última opção é que já existiram as formas de vida inteligente, mas elas se depararam com algum tipo de obstáculo cósmico que ou as destruiu ou as impediu de se expandir além de uma área pequena.


Os ETs podem ser invisíveis para nós agora. Eles podem estar além da nossa compreensão – afinal, sempre procuramos por algo parecido conosco.


“Eles poderiam estar nos encarando e nós simplesmente não os reconhecemos. O problema é que nós estamos procurando por algo como nós, supondo que eles têm pelo menos algo como a mesma matemática e tecnologia. Eu suspeito que poderia haver vida e inteligência lá fora em formas que nós não podemos conceber. Assim como um chimpanzé não entende a teoria quântica, poderiam haver aspectos da realidade que estão além da capacidade dos nossos cérebros”, disse Lord Martin Rees ao Message To Eagle. Lord é presidente da Real Sociedade e astrônomo britânico.


Resumindo: se os ETs existem, eles podem estar logo ali, no fim da rua. Mas nós não podemos vê-los simplesmente porque eles não são uma “vida” como nós a concebemos. Se nós não achamos nada até hoje, pode ser porque não estamos procurando a coisa certa.



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Planetas como Marte poderiam abrigar vida, aponta estudo da Nasa



Um grupo de pesquisadores da Nasa conseguiu desenvolver uma bactéria em um ambiente de pressão atmosférica muito baixa, similar ao da superfície de Marte. 


Estudos anteriores, contudo, apontaram que micróbios são incapazes de se desenvolverem sob uma pressão atmosférica muito baixa, mas agora este experimento científico parece contradizer essa teoria. 


Até o momento, não foi detectado o desenvolvimento de formas de vida como conhecemos em planetas diferentes da Terra, que possui água e uma espessa camada atmosférica.


Contudo, a pesquisa conduzida pelo cientista Alexander Pavlov, da Nasa, simulou o ambiente de Marte em uma larga jarra em formato de sino. 


Ali, foi colocada uma amostra da terra salgada semelhante ao solo marciano, dióxido de carbono da atmosfera, e o ar foi resfriado a baixas temperaturas com nitrogênio líquido. 


Os pesquisadores ainda introduziram água e a bactéria E. coli, um organismo bastante comum na Terra. Lentamente, a pressão dentro da jarra foi diminuída.


Quando a pressão chegou em torno de 23 milibares - medida aproximadamente 40 vezes inferior à encontrada na superfície da Terra - a água começou a evaporar. 


Contudo, líquido suficiente permaneceu no ambiente apesar da queda de pressão, e o E. coli foi capaz de se manter e proliferar por alguns dias. Como não foi acrescentada água ao experimento, assim que o resto do líquido evaporou, a colônia de bactérias morreu.


Pavlov acredita que em Marte estações mais quentes como a primavera e o verão podem derreter o gelo sob a superfície e fornecer um pouco de água, onde organismos mais resistentes podem sobreviver. 


Nestas épocas, as temperaturas sob a superfície frequentemente estão acima do ponto de congelamento da água, e o solo pode fornecer uma proteção contra os nocivos raios ultraviolenta. 


Com isso, os cientistas acreditam que micróbios extremófilos, os quais resistem a condições mais hostis do que as suportadas por organismos comuns, poderiam sobreviver neste tipo de ambiente semelhante ao de Marte.


"O E.coli não é um extremófilo, então se ele pode crescer sob baixa pressão, os extremófilos definitivamente também serão capazes disso", acredita Pavlov.


Os mais conhecidos extremófilos são os micróbios, que sobrevivem em condições geoquímicas extremas, prejudiciais à maioria das outras formas de vida na Terra.



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Curiosity encontra pistas sobre existência de vida em Marte





A sonda Curiosity, da Nasa, encontrou evidências perturbadoras de que teria existido vida no passado de Marte, mas os cientistas alertaram na segunda-feira que ainda é muito cedo para realizar as primeiras análises de solo coletado.


Os instrumentos de análises de amostras (SAM, em inglês) da Nasa têm enviado informações à Terra enquanto busca compostos como metano, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, elementos químicos que compõem a vida.


Os cientistas ficaram animados ao detectar compostos orgânicos simples no solo coletado em uma duna, mas alertaram que os traços de carbono poderiam ter sido transportados por meteoritos ou inclusive por partículas que os instrumentos tocaram antes de partir da Terra.


"Eles esperam encontrar mais evidências de compostos orgânicos à medida que a Curiosity avançar através das areias estéreis e carreadas pelo vento de Rocknest rumo ao monte Sharp, em busca de um bom lugar para começar a cavar mais fundo", acrescentou.


"Não é inesperado que esta pilha de areia não seja rica em matéria orgânica. Tem sido exposta ao duro ambiente marciano", explicou Paul Mahaffy, principal pesquisador encarregado dos instrumentos de análises de amostras do Curiosity.


"Será uma busca excitante por ambientes remotos que possam estar protegidos deste duro ambiente superficial", acrescentaram. Os instrumentos capturaram imagens impressionantes da areia retirada da duna, que um dos cientistas descreveu como mais áspera do que farinha e mais fina do que açúcar.


O Curiosity também conseguiu analisar cristais e outros materiais encontrados na areia. Ao aquecer as amostras, eles também conseguiram detectar uma quantidade significativa de água na areia, junto com algum dióxido de carbono, oxigênio e dióxido de enxofre.


"A sonda Curiosity é como um laboratório do CSI sobre rodas", comparou Michael Meyer, principal cientista do Mars Exploration Program, da Nasa, durante entrevista coletiva.


"Estes resultados oferecem uma visão sem precedentes da diversidade química da área que é representativa do resto do planeta", acrescentou. 


Cientistas não esperam que a Curiosity encontre homenzinhos verdes ou criaturas vivas, mas contam em usá-lo para analisar o solo e as rochas do planeta vermelho em busca de vestígios de que os compostos químicos estão presentes e podem ter sustentado vida no passado.


O robô, de US$ 2,5 bilhões, que pousou na Cratera Gale em 6 de agosto, também visa a estudar o meio ambiente marciano para preparar uma possível missão ao planeta nos próximos anos. O presidente americano, Barack Obama, prometeu enviar humanos a Marte até 2030.




Fonte: Terra
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Marte: Curiosity encontra moléculas orgânicas simples


O jipe Curiosity encontrou moléculas orgânicas simples em Marte, anunciou hoje Charles Elachi, o diretor do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), responsável por esta missão de investigação, em uma conferência especial.
 
 
"Sem dúvida, essas conclusões são preliminares e necessitam de confirmação", disse o perito, indicando que todos os dados estarão disponíveis para o JPL em 3 de fevereiro.


Entretanto, caso as informações sobre a descoberta de moléculas orgânicas em Marte sejam confirmadas, isto permitirá aos especialistas estabelecer se existiu ou não alguma forma de vida no Planeta Vermelho.




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Astronomos acham ‘superterra’ em área habitável do espaço



Uma equipe de astrônomos de vários países encontrou uma "superterra", um planeta que pode ter um clima parecido com o da Terra e com potencial para ser habitado, a apenas 42 anos-luz de distância.


O planeta orbita em volta da estrela HD 40307. Anteriormente, sabia-se que três planetas orbitavam em volta desta estrela, todos eles próximos demais para permitir a existência de água.


Mas, outros três planetas foram encontrados em volta da HD 40307, entre eles a "superterra", que tem sete vezes a massa da Terra e está localizada na área habitável do sistema, onde a água líquida pode existir.


O planeta, batizado de HD 40307g, tem a órbita mais externa entre os seis em volta da estrela e percorre esta órbita em um tempo equivalente a 200 dias terrestres.


E, o mais importante, os cientistas acreditam que o planeta gira em torno de seu próprio eixo, o que gera o efeito de dia e noite. Com isso, aumentam as chances de ele ter um ambiente mais parecido com o da Terra.


"A órbita mais longa do novo planeta significa que seu clima e atmosfera podem ser os certos para abrigar a vida", disse Hugh Jones, da Universidade de Hertfordshire, que participou da pesquisa. A estrela HD 40307 é uma versão menor e mais fria do Sol, que emite luz laranja.


Foram as variações sutis nesta luz que permitiram que os cientistas, trabalhando com a rede Rocky Planets Around Cool Stars (Ropacs), descobrissem os outros três planetas.


A última descoberta se junta aos mais de 800 exoplanetas (planetas de fora do Sistema Solar) já conhecidos pelos cientistas e parece ser apenas uma questão de tempo para os astrônomos finalmente encontrarem a chamada "Terra 2.0", um planeta rochoso com atmosfera e orbitando uma estrela parecida com o Sol, localizado em uma zona habitável.


A pesquisa deve ser publicada na revista especializada Astronomy and Astrophysics


Descoberta pela luz

 

A equipe internacional de cientistas usou um instrumento chamado Harps, localizado no Observatório Europeu do Sul, em La Silla, Chile.


O Harps não vê os planetas diretamente mas detecta pequenas mudanças na cor da luz de uma estrela causada pelas pequenas alterações gravitacionais causadas pelos planetas, uma medição e alta precisão.


"Nós fomos os pioneiros em novas técnicas de análise de dados incluindo o uso de comprimento de onda para reduzir a influência de atividades no sinal desta estrela", afirmou Mikko Tuomi, pesquisador da Universidade de Hertfordshire e que liderou a pesquisa.


"Isto aumentou significativamente nossa sensibilidade e permitiu que revelássemos três novas superterras em volta da estrela conhecida como HD 40307, transformando-a em um sistema de seis planetas."


O próximo passo da equipe de cientistas é usar telescópios baseados no espaço observar diretamente o planeta HD 40307g e descobrir qual é sua composição.


Recentemente, o Harps foi usado para localizar outro exoplaneta, desta vez orbitando uma estrela do sistema Alpha Centauri, o mais próximo ao Sistema Solar, a apenas quatro anos-luz de distância.



Fonte: BBC
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