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Brasileiros acham mutação que "transforma" leopardo em pantera-negra

 Pantera-negra, forma "morena" do leopardo, fotografada na África


Um dos felinos mais bonitos da Terra acaba de ficar um pouco menos misterioso. Dois cientistas brasileiros, trabalhando com colegas dos EUA e da Rússia, identificaram a mutação que transforma leopardos "comuns" na célebre pantera-negra. 


De quebra, os pesquisadores também flagraram a alteração genética responsável por produzir a versão negra de outro felino selvagem, o gato-dourado-asiático. 


A descoberta está descrita na revista científica "PLoS ONE". Os autores brasileiros do estudo são Alexsandra Schneider e Eduardo Eizirik, ambos da PUC-RS (Eizirik também é ligado ao Instituto Pró-Carnívoros, em Atibaia, interior paulista). 


O biólogo da PUC gaúcha conhece como poucos a genética da pelagem dos felinos. Há quase dez anos, ele foi coautor do trabalho que identificou pela primeira vez as mutações que produzem versões pretas do gato doméstico, da onça-pintada e do jaguarundi (espécie que lembra uma versão miniatura da suçuarana, com a qual tem parentesco próximo). 


Mas ainda havia (e há) um bocado de trabalho a fazer nessa área, já que as chamadas formas melânicas (ou seja, de pelagem preta) estão registradas para 13 espécies de felinos, sem falar em relatos não documentados sobre tigres negros, por exemplo. 


"No caso dos tigres, as fotos que eu vi até hoje não mostram melanismo verdadeiro", contou Eizirik à Folha. "Está mais para variação na largura das listras." 


Grosso modo, há dois jeitos principais de criar um felino negro, ambos envolvendo um receptor, ou fechadura química, conhecida como MC1R. 


É nessa fechadura que se encaixam as moléculas de um hormônio que estimula a produção da eumelanina, o pigmento da cor escura. 


Por um lado, se o MC1R ficar hiperativo durante o desenvolvimento do animal, ele pode nascer melânico. 


Por outro, o receptor pode ser bloqueado por outra molécula, conhecida como ASIP, cuja ação leva à produção de um pigmento de cor clara. Se a ASIP for eliminada, portanto, o bicho também pode acabar ficando escuro. 


Ora, o que o novo estudo mostrou, estudando 11 panteras-negras asiáticas, é que o DNA dos gatões tinha uma alteração de uma única "letra" química no gene que contém a receita para a produção da ASIP. Essa letrinha trocada é suficiente para atrapalhar a fabricação da proteína e inutilizá-la. 


Resultado: leopardos de pelos pretos -mas só se os bichos carregarem duas cópias do gene alterado. Coisa semelhante, embora não idêntica, ocorre no caso do gato-dourado-asiático.


A questão agora é entender o papel evolutivo da mutação. Eizirik conta que, nas matas da península Malaia (que pega trechos de países como Malásia e Tailândia), as panteras-negras chegam a ser quase 100% da população de leopardos, enquanto são raras na África. 


"Pode ser um resultado casual do isolamento dessa população, ou pode ser resultado da seleção natural", diz. Há quem acredite que a cor preta seja mais vantajosa em matas mais fechadas, mas isso ainda não foi confirmado. 




Fonte: Folha de São Paulo
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Exame de DNA confirma parentesco de reis da França Henrique IV e Luis XVI

  Luis XVI

Henrique IV 
A cabeça mumificada de Henrique IV


Exames realizados por uma equipe franco-espanhola de cientistas encontraram um perfil genético comum após a análise da cabeça mumificada de Henrique IV e o sangue de seu descendente Luis XVI, ambos reis da França, validando um parentesco que chegou a ser questionado.


Henrique IV, o primeiro rei da França da casa de Bourbon, foi assassinado por um fanático católico no dia 14 de maio de 1610, e Luis XVI, o marido de Maria Antonieta, subiu ao trono em maio de 1774, mas foi preso e julgado pelos revolucionários de 1789 até ser finalmente submetido à guilhotina em 21 de janeiro de 1793.


De acordo com o francês Philippe Charlier, funcionário do hospital Raymond Poincaré e especialista em enigmas históricos, os estudos mostram que "Henrique IV e Luis XVI tinham a mesma herança genética repassada por seus pais". 


Os estudos também comprovam a autenticidade da famosa cabeça de Henrique IV, também fortemente questionada durante décadas, explica o coordenador da pesquisa.


A cabeça de Henrique IV foi separada de seu corpo em 1793, durante o chamado Regime do Terror, após a profanação de seu túmulo. 


A cabeça reapareceu no século 19 em uma coleção privada e, em 1919, foi adquirida por um antiquário. Ele, por sua vez, a revendeu a um casal de aposentados que a cedeu à casa de Bourbon em definitivo. 


Esta cabeça mumificada foi autenticada em 2010 com base em diversos estudos históricos, mas faltava um estudo de DNA para comprovar cientificamente.




Fonte: UOL
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Cientistas descobrem urna com sangue de Luís 16

 Luís XVI e Maria Antonieta foram guilhotinados durante a Revolução Francesa


Uma equipe de cientistas anunciou ter descoberto uma pequena urna que conteria sangue do rei francês Luís 16, morto durante a Revolução Francesa.


O monarca e sua esposa, Maria Antonieta, foram guilhotinados em meio ao levante revolucionário ocorrido há mais de 200 anos.


Os cientistas disseram que o DNA encontrado no objeto é bastante similar ao material genético do que se supõe ser a cabeça mumificada de um parente próximo do déspota francês, segundo informações da agência de notícias AFP.




Após a morte de Luís 16, acredita-se que parte dos que assistiram à cena teria molhado seus lenços no sangue do monarca.


Dentro da urna descoberta pelos cientistas, foi achado um pedaço de tecido contendo manchas de sangue.


O objeto era decorado com imagens de heróis da revolução e as palavras: "No dia 21 de janeiro (em alusão ao dia 21 de janeiro de 1793, quando Luís 16 foi guilhotinado), Maximilien Bourdaloue molhou seu lenço no sangue de Luís 16 após sua decapitação".


O "souvenir revolucionário" permaneceu nas mãos de uma família italiana por mais de um século.


Ligação hereditária

 

Uma equipe composta por especialistas da Espanha e da França publicou o achado na revista científica internacional Forensic Science.


Análises do DNA dos vestígios de sangue descobertos dentro da urna já haviam sinalizado uma conexão com o monarca francês, apesar de os cientistas não terem conseguido provar que se tratava de Luís 16, uma vez que não tinham material genético de nenhum de seus familiares.


Entretanto, a equipe conseguiu uma pequena e rara amostra genética do DNA do rei da França, proveniente de uma cabeça mumificada que seria de seu antecessor, Henri 4º, morto em 1610.


Em 2010, cientistas afirmaram que a cabeça era de Henri IV, a partir de semelhanças físicas entre sua ossatura e as pinturas feitas desse rei francês.


O especialista em medicina forense Philippe Charlier disse à AFP que o estudo revelava que ambas as amostras "compartilhavam uma herança genética, a partir de uma ligação paternal".


Co-autor do estudo, Carles Lalueza Fox, do Instituto de Biologia Evolutiva de Barcelona, afirmou à agência de notícias que "havia 250 vezes mais chances de que a cabeça e o sangue tinham alguma ligação consanguínea".





Fonte: BBC
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Após 23 anos, salmão transgênico começará a ser vendido nos EUA






Após passar 23 anos em testes, uma espécie de salmão transgênico - que teve seus genes modificados em laboratório - está prestes a ser liberado para consumo nos EUA, informou o El País


A agência que regula os alimentos nos EUA afirmou que a espécie modificada, que cresce duas vezes mais rápido que o selvagem, não afeta o meio ambiente. Em 2010, a agência já havia informado que o novo salmão era seguro para o consumo.


De acordo com a publicação, o peixe leva apenas 18 meses para atingir 100 gramas, enquanto a espécie selvagem leva cerca de 30 meses. 
 
 
O novo salmão só foi aprovado por praticamente não conseguir sobreviver na natureza sozinho e, por isso, não criaria um desequilibro ecológico, mesmo tendo apenas três fêmeas sendo esterelizadas dentro da empresa. 
 
 
 
 
Fonte: Terra
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Estudo genético confirma que ciganos são originários do noroeste da Índia


Estudo genético confirmou que grupo étnico saiu da Índia há 1.500 anos chegando a região dos Bálcãs há cerca de 900 anos.

Os ciganos são originários de regiões no Norte e Noroeste da Índia, comprovou a análise do DNA de 152 indivíduos de 13 grupos de ciganos do continente europeu, o que confirma a teoria de que o povo teria saído da Índia há 1.500 anos.


O povo cigano consiste em cerca de 11 milhões de pessoas – população semelhante à de países como a Grécia, Bélgica ou Portugal -mas pouco se sabe sobre sua história por falta de registros escritos.


Um grupo de pesquisadores da Espanha, Holanda e de outras partes da Europa usaram uma técnica que compara partes do DNA com o genoma completo de outras populações do mundo.


“Ao comparar semelhanças e diferenças destes marcadores genéticos da população ao redor do mundo notamos semelhanças com as de populações do nordeste da Índia”, disse ao iG David Comas, da Universidade Pompeu Fabra, na Espanha, e autor principal do estudo publicado na quinta-feira (6) no periódico científico Current Biology.


Os pesquisadores também usaram diferentes modelos estatísticos para poder deduzir quanto tempo seria necessário para gerar as diferenças observadas no DNA. “Analisamos cerca de 800 mil marcadores genéticos e chegamos a conclusão que os ciganos saíram da Índia há 1.500 anos”, disse.

O estudo afirma que embora o Oriente Médio e o Cáucaso tenham influenciado a língua dos ciganos, há poucas provas sobre a parentesco genético entre ciganos europeus e a população atual destas regiões. Uma vez na Europa, os ciganos começaram a se estabelecer em vários locais, provavelmente se espalhando pela Europa através da região dos Balcãs cerca de 900 anos atrás.


“O povo cigano tem uma história única que consiste em duas etapas: a origem no noroeste da Índia e a miscigenação com não ciganos europeus”, disse em comunicado Manfred Kaiser da Universidade de Erasmus Rotterdam, na Holanda, também autor do estudo.


"Nosso estudo mostra que a compreensão do legado genético cigano é essencial para completar a caracterização genética dos europeus como um todo, tendo implicações para vários setores, desde a evolução humana até a saúde", completou.


Fonte: IG
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Cientistas fazem primeira imagem direta de uma dupla hélice de DNA


 Imagem mostra, em destaque, os 'dentes' formados pela espiral de DNA (Foto: Enzo di Fabrizio et al/Nanoletters)



Equipe liderada por italiano usou microscópio de elétrons. Estrutura era conhecida há seis décadas, mas não havia imagem dela.
 
 
Cientistas conseguiram, pela primeira vez, fazer uma imagem direta de uma dupla hélice de DNA, onde estão codificadas as informações genéticas dos seres vivos, segundo noticia o site da revista britânica “New Scientist”.


A imagem vai permitir que se estude melhor a forma como proteínas, RNA e outras biomoléculas interagem com o DNA, informa a publicação.


A dupla hélice foi detectada pela primeira vez pela dupla James Watson e Francis Crick, na década de 1950, mas, na época, eles usaram uma técnica chamada cristalografia de raios-X.


Esta consiste em formar uma imagem a partir de raios-X lançados sobre a molécula e por ela desviados. O entendimento dessa figura depende de complexos cálculos matemáticos.


Desta vez, a equipe liderada pelo pesquisador Enzo di Fabrizio, da Universidade de gênova, na Itália, conseguiu fazer uma imagem direta do DNA, em que a dupla hélice (o emaranhado em forma de espiral do material genético) é mais claramente visível.


O resultado foi obtido usando um microscópio de elétrons. O trabalho dos italianos foi publicado na revista “Nanoletters”.



 Fonte: G1
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Marcadores genéticos do elefante de Bornéu descobertos


Estima‐se que existam apenas 2000 elefantes de Bornéu.  (Imagem: Rudi Delvaux/DGFC)


Estudo permite monitorização e conservação de espécies em risco de extinção.

Uma equipe de investigação conduzida por Lounès Chikhi, investigador principal no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e investigador do CNRS (em Toulouse, França), melhorou a probabilidade de encontrar diversidade genética de espécies em risco de extinção – estudo cada vez mais necessário para a monitorização e conservação destas.


No entanto, os grupos em risco são difíceis de observar e de recolher amostras, e tipicamente possuem uma diversidade genética muito limitada.

Até agora, o processo de procura de marcadores genéticos era bastante moroso e dispendioso. Estes obstáculos tornam a recolha de dados genéticos de animais ameaçados uma tarefa difícil.


Recorrendo a metodologias de sequenciação de DNA de ponta, e colaborando com o Departamento de Vida Selvagem de Sabah (na Malásia), o laboratório de Rachel O'Neill (Universidade de Connecticut, EUA) e com uma empresa privada, os cientistas foram capazes de identificar os marcadores genéticos do elefante do Bornéu, uma espécie ameaçada, usando sangue de poucos animais.

Os resultados mostraram que os elefantes do Bornéu possuem baixa variabilidade genética que pode colocar em risco a sua sobrevivência a um habitat ameaçado, mas ainda assim conseguem‐se identificar marcadores genéticos que apresentam variabilidade.

O estudo agora publicado na revista PLOS ONE, além de contribuir para a conservação do Elefante do Bornéu, abre novos caminhos para a conservação de outras espécies em risco.



O elefante do Bornéu é uma subespécie única deste animal asiático, com morfologia e comportamento bastante diferente. São geralmente mais pequenos do que os outros elefantes, com presas direitas e uma cauda longa.

Atualmente, estima‐se que existam apenas 2000 indivíduos, localizados apenas no norte do Bornéu. Não se sabe como é que este animal evoluiu para se tornar tão diferente e por que é que a sua distribuição geográfica é tão restrita.

Os cientistas colaboraram com o laboratório de Rachel O'Neill (Universidade de Connecticut, EUA)


Apesar de ser uma das populações de elefantes asiáticos prioritárias em termos de conservação, até à data existiam poucas ferramentas que permitissem estudar a sua variabilidade genética, e nenhuma era especificamente desenhada para esta espécie.

Agora, num trabalho conduzido por Reeta Sharma, investigadora doutorada do grupo do Lounès Chikhi, identificou‐se pela primeira vez as sequências de DNA que caracterizam o genoma do elefante do Bornéu, denominadas de marcadores genéticos.

Duas metodologias


A equipe de investigação recorreu a duas metodologias diferentes de sequenciação de DNA, que são mais rápidas e mais baratas do que os métodos clássicos. Este tipo de tecnologia tem sido usado em espécies de laboratório comuns, como os ratos e as moscas de fruta, mas só recentemente começa a ser utilizado em espécies ameaçadas.


Até agora, para se conseguir determinar diversidade genética de uma espécie era necessário analisar enormes regiões do genoma recorrendo às clássicas metodologias, ou utilizar marcadores desenvolvidos para outras espécies, com diferentes graus de sucesso.

Esta abordagem pode‐se tornar incomportável quando se pretende analisar espécies ameaçadas, que têm números reduzidos de indivíduos.

O único estudo que anteriormente tinha procurado caracterizar geneticamente os elefantes do Bornéu, recorrendo a marcadores genéticos desenvolvidos para outros elefantes asiáticos, não conseguiu praticamente detectar diversidade genética nesta espécie.


O trabalho agora realizado mostra que, se se consegue aplicar esta metodologia com o elefante do Bornéu, deve ser possível encontrar a “agulha no palheiro” que se procura, isto é, encontrar marcadores genéticos que apresentam variabilidade em muitas outras espécies.


A análise ao DNA resultou da recolha de amostras de sangue de apenas sete elefantes do Bornéu, residentes no Lok Kawi Wildlife Park (Sabah, Malásia) e de Chendra, estrela do jardim zoológico de Oregon (Portland, EUA).

Mas, a equipe de investigação está confiante que estes métodos de sequenciação de DNA podem ser usados para caracterizar geneticamente outras amostras biológicas, como cabelo e fezes, mais fáceis de obter de animais selvagens, muito embora o sangue e amostras de tecido sejam necessárias nas primeiras fases para identificar marcadores.


Reeta Sharma, primeira autora deste trabalho, diz que “a metodologia aplicada para identificar os marcadores genéticos do elefante do Bornéu pode ser usada no futuro para estudos sobre a variabilidade genética de outras espécies ou populações em risco de extinção”.


Habitat natural desaparecendo


Os elefantes do Bornéu vivem numa região onde o seu habitat natural está a desaparecer rapidamente devido a plantações de óleo de palma, sendo que as populações de elefantes ficam isoladas umas das outras. O acesso a marcadores genéticos variáveis será crucial para identificar populações que estão isoladas e empobrecidas geneticamente, e monitorizá‐las no futuro.

Lounès Chikhi conduziu a equipa de investigação
 
Há muito tempo que se discute a origem destes elefantes no Bornéu. O único estudo feito com base em dados genéticos concluiu que estão presentes no Bornéu há mais de 300,000 anos. Esta teoria não satisfaz toda a comunidade científica, visto não existirem fósseis de elefantes que corroborem esta hipótese.

Outra teoria sugere que o Sultão de Java enviou elefantes de Java para o Sultão de Sulu, que por sua vez os terá introduzido no Bornéu.

Lounès Chikhi sugere: "Os novos marcadores genéticos agora descobertos podem também contribuir para esclarecermos o mistério da origem destes elefantes no Bornéu e talvez reconstruir parte da sua história demográfica. Isto é muito excitante".


 Fonte: Ciência Hoje
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Lêmingues foram extintos cinco vezes e voltaram geneticamente mudados



Conhecidos por "cometerem suicídio" em determinadas circunstâncias, os lêmingues da Europa Ocidental foram considerados extintos por cinco vezes durante a última Era do Gelo, especialmente por causa de fatores ligados a mudanças climáticas, aponta um estudo. 


A descoberta também lança dúvidas sobre as alegações de que os humanos haviam sido os responsáveis pelo desaparecimento desse e de outros mamíferos durante o período. A informação foi publicada nesta quarta no Daily Mail.


"Ao nos concentrarmos em um pequeno mamífero, podemos eliminar a possibilidade de termos tido impacto significante no tamanho da sua população - lêmingues são muito numerosos e prolíficos. Assim, as grandes mudanças na população devem estar ligadas a mudanças climáticas mais amplas", explica Ian Barnes, pesquisador da Universidade de Londres.


"Além dos lêmingues possuírem uma injusta reputação de pularem de penhascos, eles são presas importantes para muitos animais do ártico, e tirá-los de um ecossistema teria um grande impacto nos predadores", reforça Selina Brace, que também faz parte do grupo de pesquisas.


Os cientistas já sabiam que a Era do Gelo havia levado a uma diversificação de várias espécies. Porém, o novo estudo, publicado na Academia Nacional de Ciências, demonstra que esse período foi também importante para estudos sobre extinção. 


Os lêmingues da Europa Ocidental foram eliminados cinco vezes nessa época, mas cada extinção foi seguida de uma recolonização com animais geneticamente diferentes.


"Isso é algo incomparável entre mamíferos. Ficamos realmente surpresos com esse resultado", disse Eleftheria Palkopoulou, do Museu Sueco de História Natural, coautor do Estudo.



Fonte: Terra
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Estudo genético mostra que houve evolução humana recente


Análise do genoma de mais de 5 mil pessoas identificou a intensa ocorrência de mutações no DNA humano nos últimos 5 mil anos.
 
 
Quase três quartos das mutações nas partes do DNA humano encarregadas de codificar as proteína ocorreram entre 5 a 10 mil anos, algo considerado muito recente na escala da evolução humana.


Pesquisadores dos Estados Unidos analisaram dados genéticos de 6.515 pessoas com ascendência euro-americana ou afro-americana, dataram a ocorrencia de mais de um milhão de mutações e concluíram que eventos “recentes” tiveram forte impacto na evolução humana.


Os pesquisadores acreditam que a intensificação de variação genética está relacionada com o aumento da população na Terra. 
 
 
“As recentes mutação que encontramos em nosso estudo têm ligação direta com no crescimento dramático da população mundial nas últimas 400 gerações. Com mais indivíduos, há mais oportunidade destas mutações ocorrerem”, disse ao iG Joshua Akey, autor do estudo publicado no periódico científico Nature e pesquisador da Universidade de Washington em Seattle.
  


Atualmente a Terra abriga 7 bilhões de pessoas , de acordo com as Organizações das Nações Unidas. Este número, mais que dobrou em relação a 1950 quando a população era de 3 milhões.


De acordo com previsões, em 2050 serão 9 bilhões de pessoas habitando o mundo. Nunca o crescimento populacional foi tão grande e ocorreram mudanças tão rápidas em relação à questões como alimentação, e exposição a patógenos, afirmam os pesquisadores.


Diferença entre as populações  


Com o estudo, também foi possível descobrir que as mutações genéticas recentes aparentam ter impactos diferentes conforme cada população.


Os pesquisadores observaram que entre os descendentes de europeus a taxa de mutação potencialmente causadora de doenças é maior. De acordo com o estudo, 86% das variações genéticas ou mutações observadas potencialmente prejudiciais.


“Nosso dados sugerem que estas mutações provavelmente trouxeram uma contribuição importante para o surgimento de novas doenças, suscetibilidade a novas enfermidades e efeitos colaterais a medicamentos”, disse.


Os pesquisadores querem agora que o estudo sirva de fonte para o estudo sobre o mapeamento de doenças futuras “Conseguimos mostrar quão profunda e efetiva foi avariação de padrões genéticos nas populações contemporâneas, mas fazer previsões é algo mais difícil”, disse Akey.




Fonte: IG
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Uma rara baleia branca foi vista na costa da Noruega







Dan Fisher, engenheiro marítimo, estava em uma viagem de barco para Svalbard, na Noruega, quando viu o majestoso animal branco elevar sua corcunda entre um grupo de baleias jubarte, de acordo com o Daily Mail.

 
Assim como a famosa baleia branca que o capitão Ahab persegue em "Moby Dick", o romance de Herman Melville, este animal apresentava o corpo de um branco resplandecente. Enquanto no fictício Moby Dick era uma baleia cachalote, este espécime branco era uma jubarte.

 
Os cientistas dizem que a tonalidade rara do animal é provavelmente devido a uma condição denominada leucismo, o que provoca a falta de pigmentação da pele.

 
Fisher disse ao Daily News: "Eu vi um monte de baleias jubarte este ano, mas nada tão espetacular como esta".



Fonte: Discovery News
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Projeto brasileiro estuda clonagem de lobo-guará



A Embrapa Cerrado, unidade de pesquisa ecorregional do Distrito Federal, em parceria com o Jardim Zoológico de Brasília, pretende realizar a primeira clonagem de um animal silvestre no País. 


Um provável candidato a ser usado no experimento é o lobo-guará, como parte do esforço de preservação de mamíferos do Cerrado. 


Segundo o pesquisador Carlos Frederico Martins, da Embrapa Cerrados, a clonagem é o próximo passo de um projeto anterior entre as entidades, que mantêm um banco de material genético com células de animais mortos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


O projeto, de acordo com Martins, pretende transferir a experiência da Embrapa e treinar os pesquisadores do zoológico para que sejam produzidos trabalhos na área. Além do lobo-guará, os pesquisadores estudam a possibilidade de usar o cachorro-do-mato e a onça-pintada no estudo. 


A técnica de transferência celular em mamíferos é feita pela Embrapa há 11 anos, desde o nascimento de Vitória, o primeiro clone bovino do País e da América Latina. Desde então, foram clonados mais de 150 bovinos por pelo menos três laboratórios brasileiros. 


O pesquisador lembra, no entanto, que a clonagem dos mamíferos silvestres ameaçados é um recurso pontual, que não deverá ser usado em larga escala e serve apenas para o repositório do zoológico.




Fonte: Terra
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Decifrado DNA de camelo criticamente ameaçado de extinção



Uma equipe de cientistas chineses anunciou na terça-feira ter decifrado o DNA do camelo bactriano, passo fundamental para conhecer o metabolismo deste animal emblemático dos desertos da Mongólia e ameaçado de desaparecimento em estado selvagem. 


A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) define o animal como "criticamente ameaçado" de extinção.


O camelo bactriano (Camelus bactrianus) teve 28.821 genes codificados, incluindo muitos ligados ao metabolismo, o que explicaria suas extraordinárias faculdades de resistência em condições extremas, disse Meng He, da Universidade Jiaotong em Xangai.


Para se adaptar às condições do Deserto de Gobi, com temperaturas extremas, o camelo bactriano desenvolveu a capacidade de sobreviver muito tempo sem comida e água, armazenando gordura em seu abdômen e nas duas corcovas.


O organismo do camelo bactriano é capaz de suportar uma temperatura interna que oscila entre 34° e 41° ao longo do dia, seu nível de açúcar no sangue é duas vezes mais elevado que nos demais ruminantes e ele pode consumir oito vezes mais sal, sem sofrer de diabetes ou hipertensão.


Os geneticistas descobriram no DNA do camelo numerosos genes envolvidos nos mecanismos de diabetes do tipo 2 e da insulina. Também encontraram no camelo 11 cópias do gene CYP2J, relacionado à tensão arterial e a uma alimentação muito salgada. O cavalo e o homem têm apenas um exemplar deste gene.


Os pesquisadores, que publicam o genoma na revista britânica Nature Communications, também identificaram no camelo uma série de genes que poderão explicar a presença de anticorpos de alta eficiência: uma forma de imunoglobulina, menor e mais estável, que apenas os camelídeos possuem.





Fonte: Terra
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Pesquisadores criam peixe cor-de-rosa que brilha no escuro





Investigadores de Taiwan desenvolveram os primeiros peixes cor-de-rosa, geneticamente modificados para obterem a coloração e brilharem sem necessidade de luz negra. 


Os animais foram desenvolvidos a partir dos pomacanthidae, ou peixe-anjo, nativos do Rio Amazonas, por um projeto surgido da união entre a Academia Sinica de Taiwan, a Universidade Nacional do Oceano de Taiwan e a empresa privada de biotecnologia Jy Lin. 


Eles foram exibidos em uma coletiva de imprensa em Taipei, capital da ilha de Taiwan, antes da Exposição Internacional do Aquário de Taiwan. 


A curiosidade da espécie, também conhecida como Archocentrus nigrofasciatus var, é que eles brilham no escuro sem o auxílio de lâmpadas ultravioletas (ou luz negra) normalmente instaladas em aquários. 


De acordo com o jornal britânico Daily Mail, quando uma luz é produzida por um organismo usando reação química, é chamado de bioluminescência, e ocorre normalmente em criaturas do oceano. 


A forma "iluminada" desses peixes pode servir para comunicação, atrair presas e distrair predadores. Os novos peixes-anjo são da família dos ciclídeos e são naturais de água doce. 




Fonte: Terra
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Ruivos são comuns na Escócia devido ao clima



Entre 1% e 2% da população do planeta é formada por ruivos. Contudo, na Escócia, essa cor de cabelo é mais comum - chega a 13% da população, ou 650 mil pessoas. O motivo para os ruivos serem mais comuns em terras escocesas é discutida por cientistas. 


Agora, Alastair Moffat, diretor do projeto ScotlandsDNA, afirma que o motivo é o clima. As informações são do Daily Mail.


O estudo genético tenta fazer um "mapa dos ruivos" nas ilhas britânicas, para tentar descobrir quantas pessoas carregam o gene que dá a cor característica ao cabelo. 


Moffat, contudo, já disse na quarta-feira sua própria teoria: "Eu acho que tem a ver com a luz do sol. Todos nós precisamos de vitamina D do sol, mas a Escócia é muito nublada."


Segundo o pesquisador, a pele mais clara dos ruivos ajudaria a absorver mais luz do sol e, portanto, produzir mais vitamina D. 


Os ruivos têm um gene recessivo no cromossomo 16. O cientista diz que, apesar de alertas de que a população de ruivos pode diminuir até o ponto de desaparecer, isso deve levar muitas gerações para ocorrer.



Fonte: Terra
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Estudo mostra que apenas africanos subsaarianos não se reproduziram com Neandertais



Os africanos subsaarianos são os único humanos modernos cujos ancestrais aparentemente não cruzaram com Neandertais, sugere uma nova pesquisa.


Cientistas descobriram que, como os povos eurasianos modernos, os norte-africanos também carregam traços genéticos que sugerem certa ancestralidade Neandertal.


Neandertal é o nome dado para uma espécie humana que sobreviveu na Europa durante a última Era do Gelo, mas desapareceram há 30 mil anos.


Uma evidência genética publicada em 2010 sugere que eles cruzaram com os ancestrais de alguns humanos modernos, com cerca de 1 a 4% dos genomas de eurasianos modernos contendo DNA Neandertal.


De acordo com uma teoria, isso ocorreu entre 80 mil e 50 mil anos atrás, logo após os proto-eurasianos saírem da África, enquanto eles eram ainda uma única população.


Uma explicação alternativa sugere que foi um grupo ancestral que deu origem a ambos os Neandertais e os não-africanos que se separaram geneticamente dos outros africanos há cerca de 230 mil anos e ficaram afastados até finalmente saírem da África.


Para determinar qual cenário é mais provável, os cientistas analisaram norte-africanos, já que alguns pesquisadores sugeriram que eles foram a origem das migrações para fora da África que levaram os humanos a se espalharem por todo o mundo.


A equipe liderada por Federico Sánchez-Quinto, um paleontólogo do Instituto de Biologia Evolutiva de Barcelona, analisou um total de 780 mil variantes genéticas de 125 pessoas de sete locais do norte da África.


Eles descobriram que as populações norte-africanas têm um excesso significativo de variantes genéticas compartilhadas com o genoma Neandertal se comparados com os subsaarianos.


Como esperado, essas descobertas mostraram que aquelas populações norte-africanas cujos ancestrais tiveram o maior cruzamento com os orientais modernos e humanos europeus, também tinham uma grande quantidade de ancestralidade Neandertal, e aqueles cujos ancestrais cruzaram com africanos subsaarianos tinham um indício Neandertal mais baixo.


Os pesquisadores escreveram no jornal Plos One: “É interessante notar que as populações norte-africanas mais próximas dos Neandertais são populações com uma grande e conhecida mistura com europeus e orientais, mas também os tunisianos que têm um componente genético norte-africano autóctone quase completo”.


Os resultados sugerem que o indício veio diretamente de misturas antigas com Neandertais e não com cruzamentos mais recentes com humanos modernos que levavam alguns genes Neandertais.


Os pesquisadores não acreditam que a mistura veio de Neandertais que entraram no norte da África e fizeram contato com a população de lá.


“Considerando que a ancestralidade autóctone norte-africana parece ter de 12 mil a 40 mil anos de idade, nossa hipótese é que essa população ancestral descende de populações que primeiramente cruzaram com Neandertais de 37 mil a 86 mil anos atrás em algum lugar no Oriente Médio”, escreveram.


Eles admitem que com seus dados atuais eles não conseguiram descartar completamente a possibilidade de que esses traços Neandertais vieram de algum ancestral comum a humanos e nossos primos extintos.


No entanto, eles afirmam que essas descobertas, assim como as de estudos anteriores, “tendem a favorecer a hipótese da mistura como a mais plausível”.


“Em qualquer caso”, eles concluem, “nossos resultados mostram que os traços genômicos não marcam uma divisão entre africanos e não-africanos, mas sim uma divisão entre africanos subsaarianos e o resto dos grupos humanos modernos, incluindo aqueles do norte da África”.


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Lagosta 'Halloween' de duas cores é capturada por pescador nos EUA




Animal raro foi achado por pescador e levado a aquário (Foto: New England Aquarium/Emily Bauernseind/AP)


Fenômeno raro ocorre em um a cada 50 milhões de animais da espécie. Fêmea capturada pesa cerca de 1 kg e foi levada para aquário em Boston.
 
 
Uma lagosta rara de duas cores foi capturada por um pescador de Massachusetts, nos EUA, e levada para o Aquário New England, em Boston, na quarta-feira (31).
 
 
O fenômeno ocorre em um a cada 50 milhões de animais da espécie, que tem suas tonalidades laranja e preta associadas ao "Halloween" (Dia das Bruxas). A fêmea capturada pesa cerca de 1 kg.




Fonte: G1
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Lobos etíopes correm risco de extinção



Uma das espécies de canídeos mais rara do mundo é geneticamente vulnerável


Um estudo sobre lobos etíopes, feito durante 12 anos, mostra que o baixo fluxo genético entre as pequenas populações coloca um dos cães mais raros do mundo sob risco de extinção.


Os cientistas pesquisaram lobos que vivem dentro de seis das sete populações restantes e descobriram que a quantidade de genes raros apresentada pelos animais pode ser uma consequência do último período de glaciação na África, que terminou há 18.000 anos atrás.


Isso pode ter feito com que seus genes tenham tornado-se fixos e se mantido nos grupos separados de lobos. No entanto, esse isolamento está trabalhando agora contra esses animais.


De acordo com as pesquisas, os lobos etíopes preferem habitats específicos e não são suscetíveis a viagens de longas distâncias, o que faz com que seja improvável que eles se juntem a outros grupos, proporcionando uma oportunidade de misturar seus genes. Mais preocupante ainda, é que as subpopulações dentro de cada grupo também são isolados.


Lobos etíopes são particularmente vulneráveis ​​a surtos de raiva, uma doença fatal que reduziu algumas populações em até 75% dentro de alguns meses.


Outra grande ameaça ao seu futuro vem da perda de habitat. A preocupação levantada pelo estudo é que o fluxo de genes limitado entre lobos etíopes torna-os cada vez mais vulnerável. A dificuldade de migração também aumenta o risco de endogamia.


Os cientistas dizem que esforços devem ser feitos para se reconectar essas populações isoladas, através da criação de corredores ecológicos.


De acordo com os pesquisadores “pode ser necessário, num futuro próximo, aumentar artificialmente o tamanho da população e restaurar o fluxo de genes entre os grupos próximos”.


Isso significaria mover lobos do sexo masculino entre as populações. Estudos sobre outras espécies de lobo mostraram que movendo apenas um ou dois machos desta forma pode-se aumentar consideravelmente a diversidade genética.





Fonte: O Globo Online
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Estudo sugere que gatos do Egito antigo deixaram descendentes



Uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, descobriu que felinos mumificados no Egito antigo deixaram descendentes na população moderna de gatos do país. O resultado surgiu a partir de uma análise de DNA feita com múmias desses animais. 


O estudo foi publicado no Journal of Archaeological Science e foi coordenado por Leslie Lyons, que participou do grupo responsável por clonar um gato doméstico pela primeira vez em 2002. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.


Os antigos egípcios ofereciam pequenas múmias felinas como presente à Bastet ou Bast, sua deusa com cabeça de gato. 




Para isso, grandes criadouros de bichanos foram surgindo, onde os animais eram sacrificados, ressecados com natrão (mistura de sais comuns do Egito) e recobertos com óleos e resinas aquecidos. 


O processo antigo dificultou o estudo atual, pois não preservou o DNA dos animais. O grupo conseguiu extrair, porém, material genético de três múmias felinas a partir de ossos das patas e da mandíbula. 


A análise das sequências genéticas provou que os gatos do Egito moderno ainda carregam linhagens de DNA mitocondrial dos ancestrais que viveram há 2 mil anos. Além disso, com as descobertas, Lyons sugere que o povo dos faraós foi o primeiro a produzir raças domésticas de gatos. 




Fonte: Terra
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