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Mundo não acabou e maias iniciam uma nova era

Cerimônia na Guatemala comemora o fim do ciclo maia / AFP PHOTO / Johan Ordonez


Sacerdotes maias acenderam o novo fogo e pediram por unidade, paz, o fim da discriminação e o racismo.


O mundo continuou girando nesta sexta-feira apesar da angústia de uns e brincadeiras da maioria com os prognósticos apocalípticos que surgiram de uma mudança de era no calendário maia, celebrada entre a espiritualidade e a curiosidade turística, em sítios arqueológicos da América Central e do México.


Nos primeiros raios de Sol, sacerdotes maias celebraram a cerimônia do fogo em lugares sagrados e majestosas ruínas como Tikal, no norte da Guatemala, e Chichén Itzá, no sudeste do México, saudando a uma nova era, após a conclusão de um ciclo de 5.200 anos, 13 baktun no complexo calendário maia.


Perante cerca de 3.000 espectadores, reunidos em torno de um círculo no centro da Plaza Mayor de Tikal, a 560 km ao norte da capital guatemalteca, os sacerdotes acenderam o novo fogo e pediram por unidade, paz, o fim da discriminação e o racismo.


"Esperamos verdadeiramente um novo amanhecer, sem divisões, discriminação e exclusão entre nós", disse à AFP Fortunato Mendoza, um indígena de 55 anos que percorreu 1.000 km em dois dias para fazer uma oferenda aos deuses em Tikal, uma das cidades mais representativas do império maia.


Os descendentes dos maias, uma civilização milenar que se firmou no sul do México, Guatemala, Honduras, El Salvador e Belize, vivem este solstício com a esperança de um "novo amanhecer" e um despertar para a humanidade.


"Para nós não é um show e não é turismo, é algo espiritual e pessoal", disse à AFP Sebastiana Mejía, da Conferência de Ministros Maias da Guatemala, ao criticar a cerimônia oficial organizada pelo governo em Tikal, apresentada pelo presidente Otto Pérez.


A cerimônia atraiu chefes de Estado, convidados especiais e turistas, entre eles o cantor portorriquenho Chayanne, que nesta sexta-feira passeava pelas ruínas com certa discrição e o propósito "de conhecer mais sobre a civilização maia".


Quase 4.500 km ao sudeste, muito longe da zona maia e em pleno coração das civilizações incaicas, um rito ancestral de purificação do ambiente deu início à madrugada desta sexta-feira na boliviana Isla del Sol, sobre o Lago Titicaca, para saudar o solstício de verão austral.


Paranoia mundial


As comemorações deram lugar às interpretações catastróficas, animadas em grande parte por filmes de Hollywood. Uma suposta profecia maia, que os próprios maias desmentiram veementemente, impulsionou alguns ao redor do mundo a se refugiarem nas montanhas e em curiosos refúgios anticataclismos, tão caros que somente os ricos poderiam se salvar.


Muitos que acreditavam que o mundo poderia acabar nesta sexta-feira viajaram para Alto Paraíso, no centro do Brasil, convencidos de que este povoado de tradição esotérica e antigo refúgio de hippies seria um bunker natural contra a catástrofe.


Outros fanáticos subiram as montanhas da Sérvia e da França. Na Argentina o maior temor era de suicídios coletivos em uma montanha de reputação mística. Na Índia, China, Austrália, Turquia, Holanda... milhares de pessoas se prepararam para este 21 de dezembro.


A loucura apocalíptica contagiou tanto o mundo que governos, como o dos Estados Unidos e da Rússia, e cientistas, inclusive da agência espacial americana Nasa, tiveram que explicar várias vezes que, pelo menos até agora, a Terra continuará girando.


"Nosso planeta vai bem há mais de 4 bilhões de anos, e cientistas competentes de todo o mundo asseguram que não há nenhuma ameaça relacionada com o ano 2012", disse a Nasa em seu site.


A grande maioria, cética, passou pelo suposto "fim do mundo" com serenidade e bom humor. As redes sociais foram invadidas por piadas, algumas bastante criativas, sobre o tão falado tema do apocalipse.



O apocalipse vende



O que foi real foi o lucrativo negócio do fim do mundo. Governos e empresários do México e América Central lançaram campanhas para atrair turistas aos sítios arqueológicos como o de Tikal, Copán (Honduras) e Chichén Itzá.


Nesta sexta-feira cerca de 135.000 turistas estavam reunidos em bairros do Caribe Mexicano, onde há muitos sítios arqueológicos e somente em Chichén Itzá se esperavam para este 21 de dezembro cerca de 30.000 visitantes. 
 
 
 Menina dança durante as celebrações no México (Pedro Pardo / AFP)


Hotéis lotados, que dispararam suas tarifas, jantares com os melhores chefes, bailes, excursões, shows... todo o entorno do fim do mundo foi, provavelmente, pago adiantado, exigência feita também como segurança de recebimento... no caso do mundo realmente acabar. 
 
 
 
 Povos indígenas participam de uma cerimônia em Honduras (Sierra / AFP)


Enquanto muitos empresários encheram suas carteiras com o turismo apocalíptico, os maias, cujos descendentes são estimados em cerca de nove milhões na América Central e México, vivem na grande pobreza e sofrem a depreciação e a discriminação.


Ainda que já estivessem em decadência quando chegaram os conquistadores espanhóis, seu vasto legado para a humanidade permanece vivo: na arquitetura, ciência, cultura e astronomia. Segundo seus líderes, eles continuam contribuindo em todo o mundo com uma mensagem de paz e harmonia com a natureza. Nunca de cataclismos.



Fonte: Band
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A vida após o fim do mundo que não veio

Pico de Bugarach


Se o mundo realmente não acabar nesta sexta-feira, como será a manhã de sábado para aqueles que acreditaram com convicção nas profecias do calendário maia?


Embora seja um evento único e aterrador, o fim do mundo já foi anunciado diversas vezes ao longo da história.


E em todas as ocasiões, o sol voltou a raiar para os seguidores das profecias, que não raro deixaram suas casas e seus bens para esperar uma nova era que nunca veio.


Na China, o pânico entre alguns grupos fez aumentar a procura de velas na Província de Xixuan, à espera do 21 de dezembro, que marca o fim do ano 5.125 do calendário maia.


Nos Pirineus franceses, milhares de pessoas eram esperadas no pico de Bugarach. Segundo rumores, extraterrestres estariam prontos para resgatar os humanos da destruição.


Eles podem se decepcionar como os romanos, que entraram em pânico com as profecias do fim do mundo em 634 a.C., ou como os europeus que acharam que o mundo acabaria no ano 1000.


Na virada do milênio, em 2000, muitos se apegaram às profecias de Nostradamus, que previa um "reino de terror".


No último ano, um pastor da Califórnia, nos EUA, voltou a falar no fim e pôs data para o apocalipse – 22 de outubro. O mundo não acabou, ele alegou ter errado na conta e ainda mudou o dia seis vezes.


Decepção e sucesso



A vida após o fim que não veio não necessariamente é de fracasso e decepção.


Lorne Dawson, especialista em religião da Universidade de Waterloo, no Canadá, fez um levantamento de vários grupos e concluiu que, surpreendentemente, "a vasta maioria parece ter lidado bem com o fracasso das profecias".


Dos 75 grupos listados, apenas seis desapareceram. Alguns ganharam força, como é o caso das Testemunhas de Jeová, que previram o fim do mundo várias vezes.


Os Adventistas do Sétimo Dia, hoje com 17 milhões de seguidores, nasceram de um grupo apocalíptico que previu o fim em 1844 – evento hoje chamado pelos membros da igreja como "Grande Decepção".


Um caso clássico é o do psicólogo Leon Festinger, que em 1956 liderou um grupo que esperava ser resgatado por um disco voador antes que o mundo acabasse.


O mundo não acabou, os extraterrestres não vieram, e Festinger argumentou que o grupo "tinha tanta luz" que Deus desistiu da ideia. E assim Festinger continuou a atrair seguidores.


'Ridículo'

 

A psiquiatra Simone Dein acompanhou a reviravolta de outro grupo, o dos judeus hassídicos lubavitch, que vivem no norte de Londres.


Por anos, eles acreditaram que o rabino Menechem Mendel Schneerson era o messias, o filho de Deus. "Estava lá quando ele morreu (em Nova York). Havia uma sensação de negação dos fatos", diz.
Rapidamente, eles passaram a acreditar que o rabino não havia morrido, mas sim que estava invisível. Outros passaram a acreditar que ele morreu, mas ainda vai ressuscitar.


"Se sucumbisse rapidamente ao racionalismo, o grupo acabaria sendo visto como ridículo", diz o professor Lorne Dawson.

Tragédia

 

Após o fracasso do fim, alguns líderes marcaram outra data para o apocalipse. Outros se desculparam. Mas há quem tome decisões mais drásticas.


Em 1997, os corpos de 39 membros da seita Heaven’s Gate (Portão do Céu) foram encontrados em uma casa de campo na Califórnia, nos EUA. Eles haviam tirado a própria vida, acreditando que assim conseguiriam ter acesso a uma nave espacial que seguiria o cometa Hale-Bopp.


Philip Jenkins, historiador da Universidade de Baylor, no Texas, diz que "quando se investe muito em uma fé, há um grande interesse em preservar algo disso".


"É uma forma de rejeição Ao mundo como ele é", diz. "Isso tem a ver com imaginar um mundo muito melhor. Quando se torna claro que a nova ordem não virá, encontra-se um jeito de adaptar a mensagem."


Para quem está esperando o apocalipse neste dia 21 de dezembro, o suposto fim pode ser apenas o começo de uma nova saga.

 

Fonte: BBC

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China detém quase mil pessoas que pregavam o fim do mundo



Quase mil pessoas foram detidas na China em campanha contra as seitas e cultos que pregam o fim do mundo na sexta-feira, 21, e pedem que os cidadãos se preparem para eventuais acontecimentos, segundo informações publicadas na quinta-feira na imprensa oficial.


A maioria das detenções aconteceram na província ocidental chinesa de Qinghai, embora na quinta (20) tenham sido registradas as primeiras detenções na capital, Pequim, onde 17 pessoas foram presas por "divulgarem rumores sobre um iminente apocalipse no dia 21 de dezembro", informou a agência "Xinhua".


As ações dos policiais nos últimos dias têm sido dirigidas principalmente contra uma seita cristã denominada "Igreja de Deus Todo-Poderoso", conhecida há duas décadas na China e que afirma que amanhã a escuridão reinará sobre o planeta.


O "culto maligno", como denominam as autoridades chinesas, promete a salvação aos que se unam à organização (que pede que os fiéis entreguem seus pertences).


"Os homens de Satã serão extinguidos, e só Deus Todo-Poderoso pode salvar a humanidade. Quem resistir a ele irá para o inferno", assinalam panfletos da seita apreendidos pela Polícia nos últimos dias.


Anteriormente, a seita assegurava que a segunda chegada do Messias seria na China, e que a escolhida seria uma mulher.


As superstições sobre um suposto fim do mundo hoje, 21 de dezembro, influenciadas pelas crenças que circulam no mundo todo em torno do final do calendário maia, tiveram uma ampla aceitação no país asiático.


Crédulos e céticos se preparam também para receber na China a suposta mudança de era predita pelos maias, com uma mistura de piada e expectativa, e lembrando que no filme "2012", o país asiático tinha um papel protagonista na salvação da humanidade. 



Fonte: Vírgula
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Grupo liderado por vidente estoca alimentos para 'fim do mundo'

Eunice e João estão estocando alimentos e cobertores para o fim do mundo (Foto: Ivanete Damasceno/G1)
 
 
 
Ela diz que a partir do dia 21 vários 'fenômenos' irão acontecer. Historiador explica que teoria é erro de interpretação de calendário maia.
 
 
Livros, água, alimentos, remédios e roupas de frio fazem parte de uma lista de itens de sobrevivência de um grupo em Porto Velho.


Lideradas pela vidente Eunice Coelho, as pessoas já têm diversos produtos estocados em um abrigo secreto, localizado na área rural da cidade, numa preparação para o dia 21 de dezembro -- quando, segundo uma teoria controversa baseada no calendário maia, aconteceria o "fim do mundo".


“Não tenho como prever o dia certo porque as entidades espirituais trabalham com datas aproximadas", diz Eunice. "Eles foram claros ao dizer que devíamos nos preparar para coisas ruins”, afirma.


O historiador e professor da Faculdade Porto Velho Aleks Palitot explica que o misticismo em torno do fim do mundo é, na verdade um erro de interpretação do calendário maia.


Segundo o historiador, os maias seguem um calendário cíclico, de 52 anos e, de acordo com a cultura, quando um ciclo se cumpre, provoca várias tranformações.


Mochilas foram preparadas para enfrentar os fenômenos que antecederão o fim do mundo (Foto: Ivanete Damasceno/G1)



"Essas tranformações são no apecto econômico, religioso, social, e até nos conflitos bélicos ao qual os maias estavam envolvidos, obrigando toda uma sociedade a sair do conformismo e mudar", diz Palitot.


Eunice e seu marido, o aposentado João Carlos Bespalhok, de 79 anos, são líderes do grupo Núcleo da Divina Luz Irradiante sem Limite e dizem viver experiências com "seres astrais numa forma de espiritismo invertido".


Para a vidente, um alinhamento no centro da galáxia, onde estará a Terra, pode provocar eventos surpreendentes, como a mudança da correnteza dos rios e até influenciar o tempo cronometrado pelo relógio.


Bespalhok, de 79 anos, acredita que vai acontecer uma mudança de ciclo na Terra. “As mudanças de ciclos provocam extinções de espécies. Estou me preparando para algo como o fim do mundo porque acredito nas visões da Eunice. Ela é vidente desde criança e eu acredito no que ela diz”, afirma.


Mas ele diz não se preocupar, porque esse tipo de mudança, acredita, já aconteceu outras vezes na humanidade, que permanece viva e evoluindo. “Eu sigo o que ela diz. Mas estou sentindo as coisas”, diz.


Bespalhok diz ter medo dos fenômenos que antecederão o suposto "fim do mundo", como inundações.


Os alimentos são estocados em garrafas PET para não estragarem, segundo Eunice Coelho (Foto: Ivanete Damasceno / G1)


Por isso,  o casal está preparando mochilas de sobrevivência contendo água, remédios, pá desmontável entre outros itens. "Temos medo de não conseguir chegar a tempo ao abrigo e os itens da mochila podem nos manter por dois meses", afirma Eunice.


Segundo o casal, todas as pessoas do grupo, cerca de 20 pessoas, foram avisadas por Eunice do "comunicado emitido pelos astros" e algumas ajudam na preparação e estocagem de alimentos. Entre os produtos estocados estão cerca de 1,7 mil livros “para preservar o conhecimento e a cultura”.


“Somos casados há 17 anos e vivemos cada dia nos preparando para o pior. Mas, esperamos que o melhor aconteça. Se o mundo vai acabar eu não sei. Sei que estou preparada para isso”, diz Eunice.




Fonte: G1
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"Profecia" na internet liga "fim do mundo" a Gangnam Style



Se os Quatro Cavaleiros do Apocalipse estão prestes a descer na Terra, parece que um deles virá da Coreia do Sul, montado em um corcel invisível ao som do sucesso Gangnam Style


Redes sociais e sites da Coreia do Sul estão em polvorosa nos últimos dias por causa de uma previsão atribuída ao vidente francês do século 16 Nostradamus, sugerindo que Psy não é o gentil e sorridente cantor de 34 anos que ele parece ser.


"Na calma manhã, o fim virá quando o número de círculos do cavalo dançante chegar a 9", diz a profecia que circula em sites, Facebook e Twitter. 


Claramente falsa, a citação tem origem num "documentário" enganoso de cinco minutos do Youtube que já foi visto por 1,5 milhão de pessoas e que liga Nostradamus e Psy à profecia de 21 de dezembro dos Maias, que prevê o fim do mundo.


A Coreia do Sul é conhecida como a "terra da manhã calma", o "cavalo dançante" é a dança que Psy criou para suas apresentações e os nove círculos são os nove zeros que o seu clipe "Gangnam Style" terá quando for visto por um bilhão de pessoas no Youtube. No momento, o vídeo foi visto quase 972 milhões de vezes, e poderia chegar a 1 bilhão por volta do dia 21 de dezembro.


O "documentário" é narrado por uma voz sinistra que nota a "dominação cultural de Psy sobre a civilização ocidental" com imagens do cantor dançando com Britney Spears e o líder das Nações Unidas Ban Ki-moon. 



"O mal tão sedutor, que parece 'cool', vai entortar a mente das pessoas com um comportamento contagiante", diz a voz, com imagens de grupos de pessoas executando o "cavalo dançante" em "flash mobs" por todo o mundo.


A paródia fez muito sucesso na Coreia do Sul, talvez como distração para o povo que busca alívio após o lançamento de um foguete, na semana passada, pela Coreia do Norte e das eleições presidenciais de quarta-feira. 


"É hilário... pelo visto, circular um boato bobo na internet é algo que acontece no mundo todo", escreveu uma pessoa no twitter. "Agora Psy está sendo comparado a Nostradamus? Isso mostra como ele ficou popular!" afirmou outra pessoa no Twitter.



 Fonte: Terra
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"Céu está em silêncio", avisa profeta de SC



"Mamãe do céu me orientou a não dar entrevistas. O céu está em silêncio". Essas são as primeiras palavras - e únicas - de Cláudio Heckert, que vem sendo conhecido por trazer revelações de Nossa Senhora e do próprio Jesus Cristo sobre o fim do mundo.


Morador de Porto Belo, litoral de Santa Catarina, o "profeta" Heickert, de 67 anos e com sete filhos, diz ser apenas um instrumento para trazer as mensagens à Terra. 


Católico de origem humilde, ele estudou até a quarta série primária e trata de qualquer assunto relacionado às Sagradas Escrituras com total desenvoltura. 


As visões teriam começado ainda criança até que, em 1998, ele largou a confecção que mantinha para "se atirar nos braços de Maria".


Entre os segredos e o "fim do mundo"
 

Heickert prevê a colisão de dois astros contra a Terra, uma terceira guerra mundial - que deve começar por Israel -, além da fuga do Papa do Vaticano e o encontro de diversos objetos sagrados como a Arca de Noé, o Santo Graal e a Arca da Aliança. 


Outros 16 segredos ainda teriam sido contados por Nossa Senhora a Cláudio e serão "revelados" no futuro.


Perguntado sobre o fim do mundo, Cláudio rebate: "Fim dos tempos", limita-se a dizer, sem entrar em detalhes.


O movimento Salvai Almas, liderado por ele, conta com seguidores de várias partes do Brasil. Uma das principais atividades é visitar cemitérios, anotar os nomes em túmulos e transcreve-los para o "Livro da Luz de São Miguel". 


Já são mais de um milhão de nomes escritos em vários livros. As almas que estariam "perdidas no Inferno" acabaram sendo riscadas do livro por orientação de São Miguel, segundo os fiéis.


No último sábado, dia 15, os fiéis realizaram a Noite Branca e o Cenáculo de Natal. Logo na entrada da capela construída por Cláudio há um aviso sobre a "figura ridícula" de Papai Noel. Eles se referem ao período natalino sempre citando apenas o Menino Jesus.


Após uma missa com muitos cânticos, eles partem em procissão carregando uma imagem da Virgem Maria grávida enquanto visitam 30 casas da cidade para orações.


Um dos apoiadores de Heickert, Arnaldo Hass, também evita entrevistas. Ele cita, entretanto, que algo está para acontecer, inclusive no Brasil, e garante que os seguidores receberam a informação sobre o atentado das torres gêmeas, em 2001, com 78 dias de antecedência. "Cláudio vai receber as orientações e revelá-las quando os céus autorizarem", afirma.


Fiéis acreditam que Deus "dará um jeito"
 

Fiéis que participam do Movimento Salvai Almas acreditam nas mensagens sobre o fim do mundo passadas ao profeta Cláudio Heickert, de Porto Belo. Para muitos dos seguidores, o dia 21 de dezembro deve trazer uma "mudança dos tempos" no planeta Terra.


"As pessoas só pensam no lado material. Acredito nas mensagens, elas são fortes", diz Édio Carlos, que viajou 200 quilômetros entre Vidal Ramos e Porto Belo para participar do Cenáculo de Natal promovido pelo movimento. 


"O homem está acabando com tudo e não tem tempo para o lado espiritual. Deus vai dar um jeito, dar um puxão de orelha porque as pessoas devem se converter".


Édio participa do movimento há cerca de um ano. Ele disse que teve um problema de saúde e precisaria operar. "Falei com o Cláudio e ele disse que não seria necessário. De fato, não foi e estou muito bem de saúde", disse.


Há 15 anos acompanhando as atividades de Heickert e do movimento, Edir Campos mora em Brusque, na região do Vale do Itajaí (SC), e prega que as pessoas leiam as mensagens ditadas a Cláudio. 


"Peço que todos que tenham o coração limpo deixem a arrogância de lado e leiam essa mensagem", afirma. "Não há como não acreditar nelas. As pessoas precisam orar mais, participar mais, acreditar mais. O mundo desse jeito não pode continuar".




 Fonte: Terra
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Corram para as montanhas, diz "profeta" da avenida Paulista




Motorista que largou a carreira para se dedicar a uma causa "espiritual" anuncia na avenida mais movimentada de São Paulo que o mundo vai acabar um dia antes da data supostamente prevista pelos maias. 


Danillo de Matos, 49 anos, se diz um mensageiro de Deus e "alerta" o povo sobre cataclismo que ele diz que abaterá sobre a Terra na quinta-feira, às 13h45. 


A reportagem do Terra foi até o Masp, na avenida Paulista, o local escolhido pelo "profeta do apocalipse" para propagar suas mensagens e conversou com o homem que pretende salvar a humanidade.


Ele lembra que largou tudo há pouco mais de um ano, quando "despertou" para a realidade e começou a propagar a mensagem de esperança. Danilo conta que foi através de uma bíblia colorida que ele conseguiu se conectar a estrutura alienígena interna. "Daí, eu consegui decodificar as mensagens cifradas", disse. 


Durante a conversa, apareceu uma mulher que disse conhecer Danilo e acreditar em seus ensinamentos. A massagista Ísis Fonseca, 60 anos, disse que pretende partir para a Serra da Mantiqueira onde tem uma casa. 


"Eu tenho uma casa em Piquete, no Vale do Paraíba e lá é alto, na serra. Estou querendo ir para lá, pois acredito que temos que fazer essa passagem de maneira tranquila." 


Segundo o "profeta", o "Livro da Verdade" será aberto amanhã e duas dimensões serão impactadas. Tudo vai acontecer a partir do suposto alinhamento dos planetas. 


"Na hora do alinhamento, quando Mercúrio entrar na linha, ele vai trazer um polo magnético gigantesco, que vai entrar em colapso, provocando um 'Katrina' das tempestades solares", disse Danilo, se referindo ao furacão que devastou Nova Orleans, nos EUA, em 2005. No entanto, a teoria de alinhamento dos planetas foi totamente descartada pela Nasa.


A principal incidência, segundo ele, será no hemisfério norte. "Nos Estados Unidos, Canadá e Rússia, o chão vai pegar fogo. Aqui no Brasil, nós estaremos protegidos, mas teremos que partir para locais altos e armazenar comida", disse. 


Quem quiser se salvar deverá correr para as montanhas. "Aqueles que estiverem com roupas brancas, véus brancos, turbante vermelho e colocarem a língua para a fora no momento do recebimento da luz, conseguirão se adaptar para entrar na quarta dimensão", falou. "Na quarta dimensão, não temos mais a matéria. Poderemos voar, ler mentes, nos teletransportar." 


Segundo Danilo, os sobreviventes terão que levar suprimentos como sardinha enlatada e mel. "Vamos ficar esperando 150 dias o transporte alien chegar para resgatar todos nós. Nesse período, não poderemos tocar em água, nem em legumes, pois viraremos estátua de sal. Temos que sobreviver comendo apenas sardinha em azeite e mel, pois está na Bíblia", disse. 


O profeta avisou que iria permanecer em jejum nas últimas horas e partiria para a Serra da Mantiqueira para aguardar o fim do mundo ao lado da família, apesar de não ter certeza de que mulher e filhos iriam lhe acompanhar. 




Fonte: Terra
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Autoridades cercam vilarejo que seria refúgio do "fim do mundo"






Autoridades francesas prepararam um esquema especial de segurança para impedir a superlotação de um pequeno vilarejo que, segundo grupos esotéricos, oferece salvação ao "fim do mundo" previsto para 21 de dezembro por uma suposta profecia maia. 


A fama da cidade de Bugarach, no sudoeste do país, como centro "místico" e "mágico", tem crescido bastante nos últimos anos, graças em especial, à imprensa e à ação de grupos esotéricos na internet.


Muitos sites vinham circulando, há anos, rumores de que o vilarejo, que fica na encosta de uma montanha com o mesmo nome, seria "um estacionamento de ovnis (objetos voadores não identificados)", um local "sagrado" que ofereceria refúgio para quem quisesse escapar do "apocalipse" de 21 de dezembro.


Essa data, de acordo com uma profecia baseada em interpretações do calendário maia, marcaria o fim de uma era de 5 mil anos - para alguns, o "fim do mundo".

'Sem fundamento'

Em entrevista à BBC Brasil, entretanto, Éric Freysselinard, secretário de segurança pública da região do Aude, onde fica Bugarach, "essas histórias de extraterrestres e de apocalipse não têm nenhum fundamento". 


"Vai fazer frio, chover e não vai acontecer nada ali. Por razões de segurança, vamos bloquear os acessos ao vilarejo se houver muita gente", disse ele.


"Vamos adaptar o esquema de segurança em função da evolução da situação e do comportamento dos visitantes", disse Freysselinard, que quer evitar a entrada de grupos de "pessoas agitadas" (fanáticas) em Bugarach. 


Uma centena de policiais e bombeiros, foram deslocados para a cidade na última quarta-feira, como parte das medidas de segurança, que ficarão em vigor até o dia 23 deste mês.


Os policiais ergueram barreiras nas estradas ao redor para controlar o fluxo de veículos. O camping local ficará fechado no período e passeios na montanha estão proibidos, como também a realização de festividades nas ruas.


O acesso ao pico da montanha de Bugarach, com 1,2 mil metros de altura, também está proibido. Não será possível nem sobrevoá-lo até o dia 23. Apenas os moradores, que receberam um passe, e pessoas autorizadas podem circular livremente pelo vilarejo.


Grutas

O esquema de segurança também inclui o policiamento das várias grutas na região. As autoridades fizeram um mapeamento das várias grutas ao redor da montanha e estão prontos para agir em caso de necessidade.


"Tememos que as pessoas entrem nessas cavidades sem tomar nenhum tipo de precaução e fiquem perdidas nas grutas", diz o comandante Sébastien Grand-Clément, da polícia militar das montanhas. Até um posto médico com psicólogos foi instalado no vilarejo nesse período.


Mas por enquanto, são apenas os jornalistas que lotam Bugarach. "Até o momento, não constatamos um fluxo significativo de visitantes. Há principalmente jornalistas em Bugarach", afirma o secretário de segurança pública, responsável pela implementação do esquema especial.


Segundo as autoridades locais, 260 jornalistas do mundo todo estão credenciados para acompanhar a situação no vilarejo nesta sexta-feira, 21 de dezembro.


"A movimentação corre o risco de ser grande no dia 21. Mas decidimos implantar as medidas de segurança por um período de quatro dias", acrescenta Freysselinard. Para o secretário de segurança, "Bugarach voltará a ficar tranquilo após o dia 21".




Fonte: BBC
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Especialistas criticam ignorância em torno do mito do fim do mundo



A euforia e a incerteza alimentadas pelo mito de uma suposta profecia maia sobre o fim do mundo na próxima sexta-feira surgem de uma excessiva credulidade, ignorância, sensacionalismo e um desmedido afã por lucro, disseram especialistas consultados pela Agência Efe.


"Estas versões apocalípticas derivam de uma ignorância, mas em algumas ocasiões também de um afã por um lucro desmedido do qual se aproveitam para escrever livros, fazer filmes ou outras formas de expressão", comentou o arqueólogo Eduardo Matos.


Por sua parte, Alfredo López Austin, um historiador especialista em religião mesoamericana e em povos indígenas do México, explicou que "se a um dado curioso do calendário maia é acrescentado o sensacionalismo, o mercantilismo dos meios de comunicação, um notável nível de ingenuidade generalizada e muita vontade de aceitar o inexplicável e o catastrófico, se forma um coquetel complexo".


Matos afirmou que o "pensamento religioso sempre se nutriu de fábulas ou mitos por meio dos quais se tenta explicar diversos fenômenos para os quais o homem, em sua ignorância, não tem resposta".


Muitas pessoas interpretaram que a mudança de uma era que começou no ano 3.114 antes de Cristo em um ciclo do calendário maia significa uma "profecia" sobre o fim do mundo; no entanto, esta ideia é "completamente alheia e estranha ao pensamento maia antigo", declarou o arqueólogo.


Este mito, detalhou, "só pode ser compreendido no marco de nossa própria concepção apocalíptica ocidental, de nossos próprios temores e superstições, assim como de ideologias ecléticas pós-modernas que não carecem de interesses de lucro comercial".


López Austin, por sua parte, assinalou que a maioria das pessoas admira os maias como uma civilização notável, mas "ignoram sua história e boa parte de seu pensamento".


"A admiração mais o desconhecimento generalizado conduzem facilmente à fantasia. Quando algo não sabe, é mais fácil imaginar que ir às fontes de conhecimento", advertiu.


O arqueólogo Matos lembrou que em muitas religiões existe a gênese do mundo e de tudo que nos rodeia, mas também prevê um final.


Acrescentou que as ideias religiosas do Apocalipse estão presentes no pensamento cristão e abriram passagem ao milenarismo ocidental que se manifesta em muitos campos, onde o tempo se apresenta de uma maneira linear e sem repetições.


Em outras culturas, como as mesoamericanas, se aprecia uma visão cíclica, repetitiva do tempo, devido principalmente a sua observação da natureza e do movimento dos astros, indicou.


Matos ressaltou que a ciência avançou muito em elucidar diversos aspectos do surgimento do universo, da vida, da morte e outros mistérios, mas sempre permanecem crenças sem sustentação que as religiões, em geral, mantêm.


Por sua vez, López Austin insistiu que para os que se regem por crenças e não pelo exercício do pensamento crítico, "as falhas de uma crença podem ser substituídas pelas promessas de outra; as crenças velhas e inúteis são simplesmente substituídas pelas inovadoras e promissoras".


Salientou que no dia seguinte, ao comprovar que a profecia não se cumpriu, os adeptos a este tipo de crença assegurarão que "a profecia não foi plenamente realizada", que há "outras explicações ou esperarão que alguém lhes sirva outro prato com uma nova profecia".


Além disso, apontou que os "meios de comunicação sensacionalistas não fazem mais que aproveitar a situação para fomentá-la e lucrar".


López Austin considerou que "é falso" pensar que no século 21 o mundo vive em uma era científica, e assinalou que não se deve confundir a ciência com a técnica. "Vivemos uma época obscura, supersticiosa, acrítica", lamentou o historiador. 




Fonte: Terra
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O Wendigo



O Wendigo é uma criatura sobrenatural e faz parte da mitologia dos Algonquinos, tribos indígenas que habitam o nordeste da América do Norte. 

Segundo a lenda, eles são considerados encarnações da gula, ganância e do excesso, nunca estão satisfeitos com o consumo de ‘uma pessoa’, estão constantemente à procura de novas vítimas.

Algumas culturas dizem que o homem, dominado por sua ganância, pode se transformar em um Wendigo.

Segundo os índios Algonquinos, o Wendigo é um espírito canibal que pode se transformar ou possuir um humano.

Eles dizem também que uma pessoa que pratica o canibalismo também pode se transformar em Wendigo.

Esta criatura é descrita como um ser alto, bastante magro, braços e pernas longas, cabelos brancos, ensanguentados e ralos.

Também apresenta garras bem afiadas, tanto nas mãos quanto nos pés e possui dentes pontudos e amarelos. Seus olhos apresentam coloração vermelha ou amarela e sua língua é azulada.


Sua presença é relacionada com o frio, por trazer fome e desespero. O Wendigo está sempre com muita fome e por isso ele sempre está caçando humanos.

Ele também tem preferência por determinados tipos: das crianças ele gosta da gordura, das mulheres da pele, dos homens os músculos e dos idosos os ossos.

A lenda conta que a criatura gosta de armazenar sua comida, justamente porque ele é mais comum em regiões mais frias, com invernos longos e rigorosos.


É uma criatura muito rápida, muito forte, enxerga no escuro e costuma seguir sua caça  durante um bom tempo.

Ele é capaz de imitar a voz humana, choros e pedidos de ajuda, atraindo a vítima para mais perto de si. Também é responsável pela doença ‘Febre do Wendigo’.

Ele libera um odor e depois que esse odor é inalado a vítima passa a ter pesadelos, quando acorda, começa a sentir dores fortes nos membros superiores e inferiores.

A dor é tão grande que se vê forçada a ir para a floresta. É claro que jamais volta e muitos acreditam que foi devorada pelo Wendigo.


Algumas lendas sugerem que quando há ocorrência de tempestades de neve e tornados são sinais que o Wendigo está caçando, ele vive em florestas que tenham cavernas. Os indígenas usam amuletos para se proteger, também usam tampões de ouvidos para não ter que ouvir os sons do Wendigo.


De acordo com a mitologia indígena, para destruir um Wendigo é necessário queimá-lo, pois ele tem um corpo sobrehumano que lhe permite sobreviver a qualquer ferimento.

Mas ele também pode ser morto, segundo a lenda, com balas e armas feitas de prata, isso causaria uma grande dor.

Se usar uma faca, ela deve acertar diretamente o coração, depois é preciso despedaçá-lo, colocando-o em uma caixa de prata e enterrando-a em solo sagrado, como o de cemitérios ou igrejas.

Seu corpo deve ser desmembrado com um machado de prata e descartado em lugares remotos,como o fundo do mar ou precipício, separadamente, senão o Wendigo irá ressuscitar e matar seu executor


Psicose Wendigo


O termo “psicose Wendigo” refere-se a uma condição em que pessoas desenvolveram um insaciável desejo de comer carne humana, mesmo quando outras fontes de alimento estavam disponíveis, muitas vezes como resultado de canibalismo antes de se ter fome, a psicose Wendigo é identificada por psicólogos ocidentais como uma “síndrome cultural”.


Um dos casos mais famosos de psicose Wendigo envolveu um caçador de Plains Cree de Alberta, chamado Swift Runner. 

Durante o inverno de 1878, Swift Runner e sua família estavam passando fome, e seu filho mais velho morreu. A apenas 40 km de um posto alimentar: Hudson’s Bay Company. Swift Runner massacrou e comeu a esposa e os cinco filhos restantes.


A frequência de casos de psicose Wendigo diminuiu acentuadamente no século 20. Embora não haja provas materiais que sugerem que a psicose Wendigo existisse, uma série de perguntas sobre o seu estado continuam sem resposta.


Enquanto Wendigos têm sido referidos na literatura por muitas décadas (mais notavelmente em 1910, na história de Algernon Blackwood, “The Wendigo”, que apresenta a lenda da ficção de horror,  o conhecido Rim of the Pit, de Hake Talbot (1944), onde é sugerido que o assassino é um Wendigo, e no romance de Stephen King, Pet Sematary), recentemente a mitologia Wendigo tem sido apresentada com frequência em filmes e séries televisivas, incluindo os filmes Wendigo, Ravenous, Ginger Snaps Back, e Frostbiter: Wrath of the Wendigo e The Last Winter, e nos episódios das séries de televisão Charmed, Supernatural, Blood Ties, e Fear Itself.




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Diocese de Milão cria telefone para atender à crescente demanda por exorcismo



O interesse do público pelo exorcismo fez com que a Diocese de Milão dobrasse o número de padres que realizam a prática e criasse, inclusive, uma linha de telefone para atender à crescente demanda.


Em uma entrevista publicada por um site ligado à Igreja Católica, a diocese explicou ter aumentado de 6 para 12 o número de clérigos oficialmente treinados para exorcismos.


Pelo telefone, pessoas interessadas em receber o atendimento conseguem agendar visitas aos padres especialmente treinados.


Fenômenos diabólicos

 

Segundo o monsenhor Angelo Mascheroni, encarregado, nos últimos 15 anos, de treinar os padres praticantes de exorcismo, o interesse está em alta.


"A partir do número de chamadas que recebemos, (notamos que) a demanda dobrou", disse ele ao site Incrocinews.


Um membro da diocese disse à BBC que a linha telefônica especial está recebendo entre três e quatro chamadas diárias. E, segundo Mascheroni, esse interesse vem de pessoas distintas.


"São jovens e idosos, homens e mulheres, pessoas de diferentes níveis educacionais - tanto os que abandonaram a escola como os que se formaram na universidade."


No entanto, casos que de fato requerem exorcismo são incomuns, ele acrescentou.


"Todas as pessoas devem ser escutadas com paciência e ninguém deve ficar chocado com o que eles contam, porque Deus é sempre mais forte que o diabo. Mas os fenômenos realmente diabólicos são, pelo menos na minha experiência, muito raros."


"Muitas vezes recebo ligações de pais dizendo que seu filho ou filha está faltando na escola, usando drogas ou se rebelando", prossegue o clérigo. 


"Não há nenhum demônio neles, mas, aos 18 anos, muitos jovens não querem limites. É importante discernir as diferentes situações."





Fonte: BBC
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Mais de 100 túmulos foram violados na África para supostas práticas vodu



Uma centena de túmulos foi profanada na cidade de Dangbo (a nordeste da capital do Benin, Cotonou - África) para supostas práticas de vodu, informou à Agência Efe por telefone uma fonte da Polícia local.


Segundo a fonte, os túmulos foram abertos em meados desta semana e a Polícia do Benin já abriu uma investigação para descobrir os responsáveis. 


Vários especialistas assinalaram que a profanação de túmulos é uma prática recorrente no cemitério de Dangbo e em outras regiões do país.


Os saqueadores deixam os túmulos abertos e pegam alguns órgãos dos mortos, que são utilizados em práticas vodu. No entanto, é a primeira vez que um número tão elevado de sepulcros foi profanado em Dangbo, feito que criou preocupação entre a população local.

 
O vodu é uma das práticas religiosas mais estendidas no Benin, onde se acredita que ao redor de 40% da população o pratica.


De fato, existe inclusive um Dia Nacional do Vodu no país africano, em 10 de janeiro. 



Fonte: Vírgula
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Fantasmas e pedra mágica entre sete misteriosos lugares de Londres


Corvos na Torre de Londres: Estes pássaros estão sobre a estrutura com uma ala cortada para que eles possam voar longe; segundo conta a lenda, o rei Carlos II aplicou esta medida porque lhe disseram que se se livrasse deles, seu reino desmoronaria.



Whitechapel: Bairro da classe baixa de Londres onde ocorreram os assassinatos mais sangrentos do século XIX, nas mãos de Jack, o Estripador.



Fantasma do metrô: é na estação de Farrington onde se relata a história de Anne Naylor, uma menina de 13 anos que em 1758 foi assassinada por seu empregador no lugar onde foi construída a parada; encarregados da estação dizem que ainda se escutam seus gritos.



Aparições paranormais: são registradas na estação King's Cross, por causa de um hospital que cuidava de vítimas de varíola; ainda é sentida a presença dos pacientes do desaparecido recinto hospitalar.



Gritos em Elephant and Castle: É o que os trabalhadores da estação de metrô tem ouvido enquanto reparam a estação; eles contam que se tem ouvido passos nos trilhos e sons muito estranhos.



Casa assombrada: localizada na Berkeley Square, número 50 da Piccadilly, avenida local, este casarão de 1879 deu o que falar por uma série de mortes inexplicáveis; hoje em dia, é ponto obrigatório para turistas e curiosos.




Misteriosa pedra de Cannon Street: localizada na Cannon Street, a pedra tem origem misteriosa, embora a lenda diga que sua aparição está ligada com o destino da monarquia inglesa; inclusive, discute-se se ela deve ser transferida para algum museu londrino.




Fonte: Terra
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Exorcismo é negócio lucrativo na Indonésia

Empresas pagam até US$ 100 mil para se livrar de maus espíritos./James Hookway/The Wall Street Journal


O indonésio, que já está até aqui com engarrafamentos, enchentes e outros problemas de infraestrutura, vem buscando a ajuda de exorcistas e xamãs para lidar com outro entrave ao crescimento: os jinns, seres sobrenaturais acusados de provocar pandemônio em canteiros de obras e afugentar operários.


Várias vezes ao ano, Agus Yulianto dirige um de seus carros esportivos até uma nova obra no centro de Jacarta, abate um búfalo com um facão e enterra a cabeça do bicho entre os alicerces do edifício. Tudo para apaziguar os espíritos, mais conhecidos no mundo ocidental como "gênios".


Quanto cobra? Um bilhão de rúpias, ou algo como US$ 104.000, incluindo o búfalo. É cerca de US$ 20.000 a mais do que cobrava no ano passado. "O negócio vai bem", disse Yulianto, que tem 50 anos e é mais conhecido como Ki Joko Bodo: um dos xamãs mais famosos da Indonésia.


Segundo antropólogos, o jinn — que no Alcorão é descrito como um ser feito de "fogo sem fumaça" — parece exercer mais influência do que nunca na Indonésia. É que o crescimento econômico do país de maioria muçulmana estaria expulsando os espíritos de lugares onde eles tradicionalmente viviam, levando incorporadoras a pagar uma bolada a Yulianto e a outros xamãs para conseguir alguma proteção contra um possível revide dos demônios. 


"Isso é muito comum aqui", disse um executivo indonésio de uma consultoria imobiliária estrangeira em Jacarta. "Os clientes dizem que não acreditam, mas querem aparecer fazendo o que é visto como certo".


A crença em espíritos e feitiçaria é incrivelmente comum entre os 240 milhões de habitantes da Indonésia. É fruto, em parte, de velhas tradições pré-islâmicas do lugar. Mais da metade dos indonésios que participaram de uma pesquisa recente feita pelo centro de estudos americano Pew Research Center disse que acredita em gênios; 69% dizem acreditar em magia negra e bruxaria.


Essa crença pega gente de todos os estratos sociais. Em 2009, o presidente Susilo Bambang Yudhoyono reclamou que certos adversários estavam usando magia negra contra ele. 


Ano passado, quando um vigia em Bandung foi demitido por ter chutado uma estudante fantasiada de espírito, milhares de indonésios saíram em sua defesa. Alguns até criaram uma página no Facebook para ajudar o segurança a se defender. Para eles, o vigia estava apenas fazendo seu trabalho.


À medida que a Indonésia — um dos países do mundo que mais crescem — vai enriquecendo, a tendência das pessoas é buscar com mais frequência alguma forma de ajuda sobrenatural, explica Mary Steedly, professora de antropologia da Universidade de Harvard e estudiosa do tema.


"É um fenômeno urbano, uma coisa de classe média que está associada com a modernidade e o progresso", disse Steedly. "Não tem nada a ver com a retomada de velhas tradições. É uma maneira de lidar com um presente que não para de mudar e com um futuro incerto".


Para quem não pode pagar por alguém famoso como o xamã Yulianto — que, é bom lembrar, já protagonizou vários filmes de terror nacionais —, há classificados nas últimas páginas de revistas como a "Misteri", que traz as últimas notícias sobre a impressionante fauna de assombrações, vampiros e, claro, jinns da Indonésia. 


Ao lado de anúncios de cremes para aumentar os seios e de pílulas para turbinar a virilidade, xamãs barateiros oferecem feitiços e encantamentos a preços módicos para, entre outras coisas, causar impotência no marido que trai a mulher.


"Há muita gente perdida na Indonésia", disse o editor da "Misteri", Yon Bayu Wohyono, na redação da revista, um prédio de dois andares com vista para um fétido canal. "O que fazemos é dar um meio de escape, só isso".


Em sua mansão nos subúrbios de Jacarta, o xamã Yulianto diz acreditar que a onda de investimento estrangeiro que está inundando a Indonésia, assim como a influência de facções árabes mais conservadoras do islamismo em algumas partes do país, só vão aumentar a demanda por seus serviços. 


"A ponte entre os dois mundos — entre humanos e jinns — está sendo quebrada", disse. "Eu posso ajudar os espíritos a aceitar o que está acontecendo." 




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Angola: Igreja Católica promete castigar fiéis que insistirem na feitiçaria



A Igreja Católica vai começar a sancionar os fiéis que insistirem na crença na feitiçaria. A decisão foi divulgada no final da reunião dos bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) que decorreu em Luanda desde o dia 14 deste mês.

 
Em conferência de imprensa os bispos D. António Francisco Jaca, D. José Manuel Imbamba e o bispo emérito do Huambo, D. Francisco Viti, divulgaram uma nota pastoral sobre a feitiçaria, uma mensagem pastoral sobre a família e a cultura e um comunicado de imprensa que realça os principais assuntos discutidos da reunião.

 
Na nota pastoral sobre “A Problemática da Feitiçaria e as suas Implicações na Vida Eclesial”, os bispos consideram a crença na feitiçaria como preocupante entre os católicos. “A mentalidade feiticista é incompatível com o nosso batismo” e a crença na feitiçaria é “contrária à vocação pela vida consagrada”. 


A nota sublinha que os fiéis, leigos, religiosos e sacerdotes que recorrerem e fomentarem a prática da feitiçaria vão incorrer em penas de interdição e suspensão temporárias. 


Os bispos declaram ter recebido com agrado a notícia sobre os fiéis que, na Diocese de Cabinda, retomaram a comunhão eclesial e congratulam-se também com a realização das eleições gerais em Agosto passado.
 

Os prelados consideram que “as eleições decorreram num ambiente de paz, harmonia, irmandade e segurança, apesar das falhas verificadas que fizeram com que muitos cidadãos não exercitassem o seu dever cívico” e encorajam as “forças vivas da nação” a desenvolverem uma verdadeira cultura democrática.
 

Sobre as emissões da Rádio Ecclesia em Angola, os bispos da CEAST dizem estar confiantes que, neste Ano da Fé, a emissora católica vai estender o seu sinal a todo o país. 




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A profecia maia


O mundo acabará em 21/12/2012?



Experimente procurar por "2012 fim do mundo" em um buscador na internet. O resultado será um número enorme de páginas. 


O assunto, que poucos anos atrás era praticamente desconhecido, virou febre. Segundo o Google, por exemplo, antes de 2008, poucas pessoas faziam a busca "2012 mayans" (maias, em inglês). Em 2009, as buscas disparam e, em novembro daquele ano, eram seis vezes maiores do que em qualquer mês dos anos anteriores.


Mas essa "profecia" de que tudo acabará realmente existiu? Quais são os argumentos a favor do fim do mundo em 21 de dezembro de 2012? E os contra? Veja a seguir um pouco da discussão sobre essa história.


A profecia maia para 2012



Foi a chamada inscrição de Tortuguero que começou toda a confusão. Os fragmentos do texto escrito pelos maias indicavam que no fim da atual era algo relacionado ao deus Bolon Yokte ocorreria. 



O texto incompleto levou a diversas interpretações, principalmente por causa da estranha divindade citada, que é ligada tanto à criação quanto à destruição.


Então vieram as partes apocalípticas: falou-se em alinhamento do Sol com o centro da Via Láctea (que ocorreria a cada 26 mil anos), inversão dos polos magnéticos, que o planeta X (ou Nibiru) estaria em rota de colisão com a Terra, que ocorreriam tempestades solares...


Porém, a fonte dessas ideias está envolvida em um mistério maior do que o real significado da "profecia" maia. Para o astrônomo David Morrison, do Centro de Pesquisa Ames da Nasa, "pessoas estão sendo manipuladas e submetidas a medos com o objetivo único de propiciar lucros a terceiros". 


 Hollywood faz um filme...



A disparada nas buscas do Google em 2009 não ocorreu por acaso. Nesse ano, as interpretações sem sentido da profecia maia que dão lucro para aproveitadores também foram bem exploradas pelo cinema com o lançamento do filme 2012.


Na película, uma onda gigante foi representada de maneira tão exagerada que encobria montanhas. Além disso, caíam asteroides por todos os lados e continentes literalmente se desmanchavam.


Com que base científica foi criado todo esse apocalipse visual? Nenhuma. Mesmo assim, preocupou muitos leigos. "Dois adolescentes estavam pensando em se matar porque não queriam estar por aqui quando o mundo acabasse. 


E duas mulheres disseram que estavam pensando em matar seus filhos e cometerem suicídio para não terem de sofrer com o fim do mundo", conta David Morrison, cientista sênior do Instituto de Astrobiologia da Nasa, comentando e-mails recebidos pela agência.



...e irrita muito a Nasa



Segundo o porta-voz da Nasa Dwayne Brown, a agência espacial americana não comenta filmes. Mas quando o assunto é ciência...


"Consideramos que seria prudente oferecer uma base de recursos", diz.


O conteúdo do filme 2012 levou a diversas declarações da agência de que o mundo não acabaria tão cedo. Astrônomos (ligados à Nasa ou não), após verem suas caixas de e-mail lotadas de perguntas sobre a profecia maia, falaram que aquilo não passava de "sandice" e que a tendência apocalíptica tinha passado dos limites.


Dois anos depois, a raiva da Nasa não havia passado. A agência decidiu criar uma lista - os filmes mais absurdos da história. A lista têm sucessos de bilheteria, como Armageddon, e é encabeçada, obviamente, por 2012.


E. C. Krupp, diretor do Observatório Griffith (não ligado diretamente à Nasa), em Los Angeles, chegou a dizer que o filme é baseado em "loucura pseudocientífica, ignorância em Astronomia e um alto nível de paranoia". 


"Os produtores se aproveitaram de uma preocupação popular sobre o então chamado fim do mundo", diz Donald Yeoamans, cientista da agência espacial americana.


E as outras interpretações?



Além de atacaram o filme, cientistas resolveram desmentir as demais crendices sobre o fim do mundo de acordo com o calendário Maia. 


Sobre "alinhamento galáctico", por exemplo, David Morrison, da Nasa, afirma que em todos os solstícios (e 21 de dezembro é um solstício) o Sol parece passar no ponto médio da Via Láctea. 


Ou seja, o tal alinhamento que supostamente só acontece a cada 26 mil anos ocorre, de fato, todos os anos - e duas vezes! E não costuma gerar nenhum fato apocalíptico.


Além disso, David Stuart, especialista em povo maia da Universidade do Texas e um dos principais críticos da interpretação apocalíptica da profecia, diz que "nenhum texto ou arte dos antigos maias faz referência a qualquer coisa do tipo".


Planeta X em rota de colisão, erupções solares e outras previsões ligadas ao mito maia também são desmentidas por especialistas.
 
 

Afinal de contas, por que 2012?
 
 
 

Os maias gostavam muito de criar ciclos de tempo. E isso não se resume apenas a dias, meses, anos. Estamos falando de milênios - e mais. Um dos maiores ciclos dos maias era o Baktun. Cada um desses tinha aproximadamente 400 anos.


E 13 Baktuns correspondiam a uma Grande Contagem, ou 5.125 anos. A última Grande Contagem começou em 11 de agosto de 3114 a.C.. Sabe quando vai acabar? Pois é: 2012, por volta de dezembro - no dia 21, segundo boa parte dos especialistas em maias, ou no dia 23, segundo outros.


De acordo com Carlos Pallán, diretor do Acervo Hieróglifo e Iconográfico Maya (Ajimaya) do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México, as primeiras interpretações apocalípticas da inscrição de Tortuguero ocorreram nos anos 1970 em textos esotéricos.


Daí você junta uma profecia de difícil interpretação (até porque falta parte do texto), uma figura divina controversa (Bolon Yokte, o deus da criação e da destruição) e a internet e o que temos é o fim do mundo (ou pelo menos muita gente querendo convencer você de que ele vai ocorrer).


Para os cientistas que pesquisam a civilização maia, 2012 é apenas o fim de um ciclo muito longo do calendário maia e o começo de outro. Não há nenhum texto dizendo "o mundo acaba no fim da Grande Contagem".


Além disso, essa contagem é tão complicada que um cientista diz que o calendário maia nem acaba em 2012, mas em algumas décadas.


Parecia que o assunto estava morto e enterrado. Mas se os zumbis estão na moda, por que a profecia de 2012 não pode ressurgir dos mortos também?
 

Uma nova referência



Em dezembro de 2011, quando organizava um conferência sobre a cultura maia, o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México comentou em seu site que existiam apenas duas referências ao suposto fim do mundo em 2012 entre os mais de mil textos maias.


O problema é que, até agora, apenas uma referência era conhecida. A notícia foi destaque na imprensa internacional: sites de jornais como o Washington Post, o britânico The Telegraph, a rádio NPR (EUA), a TV Fox News e a agência AP, entre muitos outros, noticiaram que o instituto anunciava a existência de uma segunda referência ao 21 de dezembro de 2012.


Não se sabe muito do segundo texto. O México o deixa guardado e não se sabe de muitos cientistas que tiveram acesso a ele. 
 
 
David Stuart, especialista em cultura maia da Universidade do Texas e um dos principais críticos da interpretação apocalíptica dessas profecias, diz que esse texto é menos apocalíptico ainda. 
 
 
Nem sequer há verbo no futuro, o que faz o cientista especular que seja apenas um registro de um fato importante do passado, sem relação com 2012.


A última interpretação



No evento da INAH, no México, os pesquisadores Sven Gronemeyer e Barbara Macleod, da Universidade La Trobe (Austrália), divulgaram uma nova interpretação sobre a profecia. O texto, segundo eles, diz que Bahlam Ajaw (612-679 d.C.), antigo governante de Tortuguero, será o anfitrião do retorno de um deus, exatamente Bolon Yokte.


"A aritmética do calendário maia demonstra que o término do 13º Baktun representa simplesmente o fim de um período e a transição para um ciclo novo, embora essa data seja carregada de um valor simbólico, como a reflexão sobre o dia da criação", comentou Gronemeyer.


Segundo o epigrafista mexicano Erik Velásquez, para os escribas maias, a história como uma narração de eventos humanos foi uma preocupação secundária. 


Eles se centravam nos rituais de qualquer tipo, por isso, "as inscrições mostram relações complexas entre o tempo, as esculturas e os prédios". 


Mas por que era tão difícil interpretar esses textos? "Na antiga concepção maia, o tempo se construiu tal como as esculturas e os prédios que as continham, os períodos tinham consciência, vontade, personalidade e se comportavam como humanos", acrescenta Velásquez.


Outra interpretação, do arqueólogo José Romero, especialista no sítio de Tortuguero - onde a inscrição foi achada -, é bem diferente: para ele, a inscrição é uma biografia de um governante local. Nenhuma interpretação recente fala em "fim do mundo". Parece o fim da polêmica. Pelo menos por enquanto.




Fonte: Terra
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