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Criatividade paranormal


Cientistas pesquisam como fantasmas, premonições, sensação de sair de corpo e outras experiências estranhas podem acontecer apenas na nossa cabeça.


por Matthew Hutson, da Psychology Today | Ilustrações: Bruno Miranda 
 
 
 
 
É provável que, alguma vez na vida, você tenha sentido que estava sendo observado por um estranho. Talvez no mercado, enquanto andava na calçada, talvez no ônibus. 
 
 
E quando se virou, lá estava o suspeito, olhando. O que você teve foi uma experiência anômala.


Todos formamos uma história a partir de todas as nossas sensações e reflexões. Vivemos a vida não apenas como uma série de ideias e eventos desconexos, mas criamos uma narrativa coerente sobre ela. 
 
 
Quando temos experiências que não se encaixam na narrativa, nossa consciência pode encontrar explicação para esses fenômenos estranhos em forças ou entidades questionáveis. E assim começamos a acreditar no paranormal.


As experiências anômalas vão desde notar um clima estranho na sala até a sensação de estar fora do próprio corpo. E lá vamos nós recorrer a espíritos, sorte, bruxaria, mediunidade, energia vital ou então entidades extraterrestres. 
 
 
Explicações assim costumam ser mais atraentes e intuitivas do que culpar um truque da própria mente. 
 
 
Quando você está se sentindo desconfortável e se mexe para ver se alguém está olhando na sua direção, por exemplo, esse movimento pode chamar a atenção, o que só confirma suas suspeitas de estar sendo observado.


Outra experiência anômala comum é o déjà vu, relatado por duas entre cada três pessoas. Pesquisadores sugerem que ele representa uma sensação de familiaridade sem uma lembrança específica de por que algo é familiar. 
 
 
Outros acreditam que seja um problema de sincronia no cérebro: os mesmos pensamentos se manifestam duas vezes devido a um pequeno atraso dos neurônios, dando à segunda ocorrência uma sensação de repetição. Algumas pessoas, no entanto, acham que estão vendo uma vida passada.


As experiências anômalas podem estar associadas com estresse, patologias ou déficits cognitivos, mas não são sempre negativas. 
 
 
Elas são apenas tentativas de interpretar uma situação esquisita; afinal de contas, nossas mentes adoram uma boa história. Veja a seguir como a ciência explica alguns dos tipos mais recorrentes de experiências anômalas.



Espíritos
 
 

 
Em março de 1994, Stephen Young foi a julgamento na Inglaterra pelo assassinato de Harry e Nicola Fuller. 
 
 
O júri chegou ao veredito de culpado no segundo dia de julgamento, mas não antes de consultar o espírito de Harry. Na noite do primeiro dia, quatro juradas improvisaram um tabuleiro Ouija (uma variante do jogo do copo) no quarto de hotel. 
 
 
Fuller — o morto — logo se juntou ao grupo. O espírito contou às quatro que fora assassinado por Stephen Young e que eles deveriam votar culpado. 
 
 
“Comecei a chorar e as outras senhoras também ficaram abaladas”, uma jurada revelaria mais tarde. Elas informaram seus achados ao resto do júri na manhã seguinte. 
 
 
Quando o juiz descobriu sobre a sessão espírita, ordenou um novo julgamento. Young foi condenado de novo, mas dessa vez apenas com evidências de testemunhas vivas.


De acordo com o instituto de pesquisa Gallup, 32% da população dos Estados Unidos diz que os espíritos dos mortos podem voltar e 37% acredita em casas mal-assombradas. 
 
 
A maioria desses relatos de encontros paranormais não produz histórias tão emocionantes. Em geral, consistem em enxergar um vulto com o canto do olho ou escutar sons estranhos de madrugada, percepções que normalmente podem ser atribuídas a frestas nas paredes, truques de luz ou animais de estimação. 
 
 
Além do mais, quando você acredita que pode ver ou ouvir alguma coisa, seu cérebro fica mais disposto a atender às expectativas e apresentar uma alucinação, especialmente quando está cansado ou assustado.


Uma das evidências mais convincentes alegadas pelas pessoas que dizem ter estado com um espírito é o chamado sentido de presença, a sensação de que alguém está com você, em geral a poucos metros. 
 
 
Pesquisadores dizem que, conforme fomos evoluindo, criamos um sistema para perceber a presença dos outros. 
 
 
Muitas vezes sentimos que alguém está por perto sem reconhecer os sinais que nos deram essa percepção (para testar isso, sente-se ao lado de outra pessoa e feche os olhos). 
 
 
Os cientistas mostram que esse sistema de reconhecimento pode sofrer alucinações em determinadas ocasiões.


É comum essa sensação estranha se manifestar em situações e ambientes extremos, como frio, isolamento e altitudes elevadas, ou quando estamos exaustos, com medo, famintos ou entediados. Alpinistas informam essas alucinações com bastante frequência. 
 
 
 
O explorador irlandês Sir Ernest Shackleton escreveu que, durante uma marcha de 36 horas na Antártida, “muitas vezes me parecia que éramos quatro, não três”, e que seus colegas tinham a mesma “sensação curiosa”. 
 
 
 
Pesquisas indicam que o medo e a solidão também ampliam essa sensação, nos deixando alertas para intrusos ou companheiros ao redor.


O sentimento de perda também aumenta as chances de receber uma visita espiritual. Manifestações de entes queridos geralmente ocorrem no primeiro ano após sua morte. 
 
 
Há relatos de pessoas que enxergam ou escutam coisas, mas o sentimento mais comum é o de proximidade. Em casos problemáticos, ocorre uma sensação de proximidade extrema: na década de 1970, a psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross fundou um retiro espiritual em San Diego, na Califórnia. 
 
 
 
Durante as sessões espíritas, o autoproclamado médium Jay Barham desligava as luzes e fingia ser diversos espíritos para que pudesse fazer sexo com as viúvas. Como uma das vítimas afirmou posteriormente, “eu precisava acreditar”.
 


Indivíduos neuróticos ou extrovertidos também são mais suscetíveis a supostos contatos. A neurose pode intensificar os elementos do luto, como a ansiedade, enquanto os extrovertidos sentem uma necessidade maior de estabelecer conexões devido ao modo como enfatizam as interações sociais. 
 
 
 
Quem sofre de epilepsia também relata mais experiências de contato, pois a hiperexcitabilidade presente em partes do seu cérebro (os lobos temporais) pode ativar o sentido de presença. 
 
 
 
Alguns pesquisadores já conseguiram induzir essa mesma sensação de presença ao posicionar ímãs sobre os lobos temporais de indivíduos, levando cientistas a propor que os campos magnéticos da Terra podem ser suficientes para certos lugares darem a sensação de assombrados. 
 
 
 
O fato da sensação de presença ser mais comum entre quem está de luto sugere que o contato com espíritos pode ser até mesmo uma forma saudável de enfrentar o problema. 
 
 

Sair do corpo
 
 

 
Em fevereiro de 2000, Pam Barrett, líder do Novo Partido Democrático, no Canadá, foi ao dentista. Queria fazer uma restauração, mas sofreu uma reação alérgica grave à anestesia. Sua garganta fechou e não conseguia respirar. 
 
 
Ela teve uma experiência de quase-morte (EQM) durante a qual sentiu que abandonava o corpo e olhava para ele de cima. 
 
 
 
Quando, já na emergência de um hospital, “voltou”, sentiu Deus dando um soco no seu peito e ordenando que seguisse outro caminho. No dia seguinte, convocou uma coletiva de imprensa e se aposentou da política.


Entre 6% e 12% das vítimas de parada cardiorrespiratória relatam uma EQM, mas tais percepções também podem ser resultado de traumas, medo, drogas, ou não terem nenhuma causa óbvia. 
 
 
O que explica o fenômeno dentro do cérebro é ter oxigênio demais ou de menos, dióxido de carbono demais ou falhas no processamento de uma substância chamada glutamato. Visões do tipo são descritas há milhares de anos e algumas cenas são comuns em todas as culturas. 
 
 
Em geral, a pessoa escuta um zumbido ou sino enquanto anda por um túnel escuro. Ela vê o próprio corpo, encontra espíritos de entes queridos, tem flashbacks e se sente feliz, mas acaba se afastando da luz e voltando para a Terra.


Muita gente considera as EQMs provas de que há vida após a morte, mas pesquisadores estão encontrando explicações fisiológicas para isso. 
 
 
 
De acordo com a Ph.D. em psicologia, a inglesa Susan Blackmore (que começou a estudar o fenômeno após passar por uma EQM), o túnel e a luz podem ser consequência da falta de oxigênio no córtex visual. 
 
 
Uma atividade anormal nos lobos temporais do cérebro podem ser as causas de flashbacks. A sensação de prazer ocorre devido à liberação de endorfina. 
 
 
 
Após serem ressuscitados, alguns dizem que observaram os eventos ao seu redor enquanto estavam clinicamente mortos, mas os relatos podem ser resultado de conjecturas posteriores ou até de falsas memórias.


Sair do corpo também é relatado por gente saudável, que não chegou perto da morte. A maioria dos pesquisadores acredita que isso acontece quando não integramos todos os dados que temos sobre nossa localização no espaço: visão, tato, equilíbrio e ideia de posição corporal. 
 
 
 
Danos ou estímulos elétricos a uma área cerebral que reúne esses sentidos (a junção temporoparietal) poderiam explicar isso. 
 
 
 
Jason Braithwaite, da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, demonstrou que, em indivíduos que vivenciam experiências extracorporais, ondas de atividade cerebral, que podem distorcer as percepções sensoriais, são ativadas com mais facilidade.


Tudo isso não significa que quem passa por essas experiências tem problemas mentais. “Há uma tendência de patologizar experiências incomuns ou religiosas”, diz Willoughby Britton, da Universidade de Brown. 
 
 
 
“É mais fácil dizer ‘devem ser loucos’. Mas os estilos de enfrentamento positivos desses indivíduos indicam que a saúde mental deles é ótima.”



Destino
 
 


Alex e Donna Voutsinas folheavam um álbum de família antes de se casarem, em 2002, quando uma foto chamou a atenção. No primeiro plano estava Donna, aos cinco anos, fazendo pose com um dos Sete Anões na Disney. 
 
 
Atrás dela, por incrível que pareça, estava o pai de Alex, empurrando um carrinho com — adivinhe — Alex dentro. 
 
 
 
A família do menino morava no Canadá e visitava os EUA na época, mas os dois só se conheceriam 15 anos depois. Alex ficou assustado quando viu a foto. “Foi mais do que coincidência. Foi destino.”


Praticamente todo mundo ficaria arrepiado numa situação dessas, mas é preciso muito menos — ouvir a mesma palavra nova duas vezes no espaço de uma hora ou encontrar alguém que faz aniversário no mesmo dia — pra parar um instante e dizer “olha só, que coisa!” Isso ocorre quando reconhecemos padrões, uma habilidade (ou compulsão) inerente ao cérebro humano. 
 
 
 
A identificação de padrões permite que interpretemos informações dos sentidos e façamos previsões sobre regularidades (maçãs caem, não flutuam; elas costumam ser saborosas; atirá-las nos outros é irritante).


Encontrar padrões é tão crucial para a sobrevivência que nós os vemos por todas as partes, mesmo em dados aleatórios, um fenômeno conhecido como apofenia. Nós vemos rostos em nuvens e ouvimos mensagens em discos tocados ao contrário. 
 
 
Às vezes essa habilidade foge do nosso controle e faz ligações inesperadas. Quando isso acontece, exigimos inconscientemente uma explicação. Só que nosso tipo favorito de explicação envolve agentes, ou seja, seres capazes de ações intencionais — seja uma pessoa, um deus ou um robô. Só que nossa percepção é tendenciosa. 
 
 
Tendemos a sempre culpar um agente por qualquer coisa que não conhecemos, afinal é melhor confundir um galho com uma cobra do que achar que uma cobra é um galho.


O reconhecimento subconsciente de padrões está por trás também da intuição. Pressentir o perigo em uma zona de guerra, “saber” de repente que o marido está pulando a cerca ou que uma amiga está grávida são casos de identificação subconsciente de padrões. 
 
 
A maneira repentina como essa percepção se manifesta em nossa consciência pode dar a impressão de que o instinto é clarividência. 
 
 
 
Ser paranoico (ter propensão a delírios sistematizados) também favorece o reconhecimento desses padrões inexistentes e a crença em teoria da conspiração. O paranoico sempre busca agentes (incluindo agentes secretos) trabalhando contra ele.



Premonição
 
 

 
Em 1966, ocorreu um desastre na pequena cidade de Aberfan, no País de Gales. Depois de chuvas pesadas, uma avalanche arrasou a cidade, destruindo uma escola e diversas residências. Vinte e oito adultos e 116 crianças morreram. 
 
 
 
Um psiquiatra chamado J.C. Barker publicou um anúncio em busca de pessoas que haviam tido premonições sobre o evento e recebeu dezenas de cartas relatando sonhos com avalanches, crianças e o nome Aberfan. 
 
 
Os pais de uma das meninas mortas no acidente disseram que ela informou um sonho um dia antes de morrer: “Sonhei que ia à escola e ela não estava mais lá”, a menina dissera. “Uma coisa preta tinha caído por cima dela!”


De acordo com uma pesquisa do Gallup, dois em cada três americanos acreditam em percepção extrassensorial (PES), uma categoria de fenômenos que inclui premonição, visão remota e telepatia. Os cientistas já identificaram as forças psicológicas normalmente envolvidas nisso. 
 
 
 
Uma delas é nossa atenção seletiva. Você provavelmente pensa bastante sobre seus amigos e eles provavelmente ligam bastante para você. 
 
 
 
Quando o pensamento e a ligação ocorrem juntos, nós notamos uma coincidência, mas ignoramos todas as vezes nas quais isso não acontece.

 
 
Outro problema é que temos memória imperfeita. O simples fato de imaginar uma experiência passada pode criar a falsa impressão de que ela ocorreu de verdade. O nosso cérebro consegue criar memórias falsas, mesmo depois dos eventos. Assim, lembranças de sonhos “premonitórios” podem ser distorcidas para se adaptar aos eventos que aconteceram.


A psicocinese, ou controle da mente sobre a matéria, também é relacionada à coincidência. Uma série de estudos da Ph.D. em psicologia e professora da Universidade de Princeton Emily Pronin revelou que há uma tendência de as pessoas acreditarem que a mente pode causar alterações físicas — mesmo entre alunos de universidades de elite nos EUA. 
 
 
Os universitários acreditavam ter causado a dor de cabeça de um colega ao espetarem agulhas em um boneco vodu e que haviam influenciado o resultado do Super Bowl (final do campeonato de futebol americano) ao assistirem à partida pela televisão e se concentrarem nas jogadas.


Pronin argumenta que a crença nesses fenômenos se vale das mesmas regras básicas que utilizamos para determinar causas em qualquer situação. 
 
 
Se um evento A acontece antes de um evento B, sem que haja outras causas óbvias para B acontecer e desde que A e B sejam conceitos semelhantes, A parece ter causado B. Essa linha de pensamento se aplica automaticamente, mesmo que A seja um mero pensamento.


Como em todas as crenças paranormais, quem não se sente no controle da própria vida tende a acreditar mais na capacidade de prever o futuro, talvez porque aceitar premonições significa achar que o futuro já está determinado e não há como influenciá-lo.
 


Peter Brugger, diretor de neuropsicologia do Hospital Universitário de Zurique, descobriu que as pessoas com maior probabilidade de vivenciarem a psicocinese e a premonição são aquelas com maior tendência a identificar padrões. 
 
 
 
Elas tendem a enxergar mais palavras em séries de letras piscantes e rostos em imagens embaralhadas e também são mais rápidas para encontrar uma palavra que forme uma ponte conceitual entre outras duas. A experiência de PES exige que o indivíduo antes enxergue uma conexão entre um pensamento e um evento.


Além de ser maior entre indivíduos capazes de reconhecer padrões, a crença em experiências paranormais também se dá mais dentro de um grupo com um traço definido pela psicologia como “busca de novidades e estímulos fortes”. 
 
 
 
Uma combinação fatal: essas características fazem com que as pessoas tendam a ver mais coincidências estranhas e procurem explicações pouco convencionais para elas.


 
Dentro da cabeça de quem acredita 
 
 

Crer em paranormalidade não tem relação com ser menos inteligente. Mas quem passa por traumas de infância, depressão e é mais impulsivo tem mais chances de acreditar.


Vários fatores estão correlacionados com crenças e experiências paranormais. Um é chamado absorção: pessoas que se perdem na ficção e nas próprias fantasias podem tratar imaginações como sendo especialmente reais. 
 
 
As experiências também são mais presentes em gente com baixa inibição comportamental: indivíduos impulsivos são menos dados a comparar interpretações iniciais de um evento com a realidade. E a susceptibilidade a falsas memórias permite que você distorça experiências para adaptá-las à crença.


Traumas na infância também aumentam a crença na paranormalidade. O psicólogo australiano Harvey Irwin sugere que crianças que têm experiências de falta de controle sobre a própria vida (pais superprotetores, por exemplo) desenvolvem uma necessidade maior por se sentir dominante; a crença na paranormalidade se tornaria uma maneira de dominar eventos anômalos que, de outra forma, reforçariam a falta de controle sobre a percepção.
 
 
 
Os psicólogos Jennifer Whitson e Adam Galinsky também demonstraram que quando indivíduos saudáveis sentem-se com falta de controle, aumenta a probabilidade de enxergarem imagens em meio ao chuvisco de uma tela, confiarem em rituais supersticiosos e oferecerem explicações conspiratórias para coincidências.


Os crentes não são necessariamente menos inteligentes que céticos. A correlação entre crença e educação e habilidade de raciocínio é fraca ou inexistente. 
 
 
 
Por outro lado, “há uma correlação fraca, mas consistente, entre crenças na paranormalidade e desadaptação psicológica, incluindo tendências à depressão, mania ou esquizotipia”, diz Chris French, diretor de Pesquisa em Psicologia Anomalística na Universidade de Londres. 
 
 
 
 
Alguns acham que isso significa que quem acredita em PES ou fantasmas só pode ser louco, mas French diz que isso é simplista demais. “Em certas situações, possuir essas crenças pode ser psicologicamente vantajoso”, explica. Elas podem, por exemplo, representar uma forma de enfrentar problemas.


Quem acredita na paranormalidade também apresenta muitos traços que poderiam (dentro dos limites) ser considerados positivos: são pessoas mais intuitivas, e abertas a experiências. 
 
 
A psicóloga inglesa Susan Blackmore, que era crente e se transformou em cética, conheceu os dois lados da moeda em posição privilegiada. 
 
 
 
Ela afirma que é a única pessoa a ter participado do conselho executivo da Sociedade de Pesquisas Mediúnicas e do Comitê para a Investigação Científica de Alegações do Paranormal. “Tenho de dizer”, brinca, “que nos congressos dos crentes, as festas são muito melhores.” 
 
 
 
 
Fonte: Galileu
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China detém quase mil pessoas que pregavam o fim do mundo



Quase mil pessoas foram detidas na China em campanha contra as seitas e cultos que pregam o fim do mundo na sexta-feira, 21, e pedem que os cidadãos se preparem para eventuais acontecimentos, segundo informações publicadas na quinta-feira na imprensa oficial.


A maioria das detenções aconteceram na província ocidental chinesa de Qinghai, embora na quinta (20) tenham sido registradas as primeiras detenções na capital, Pequim, onde 17 pessoas foram presas por "divulgarem rumores sobre um iminente apocalipse no dia 21 de dezembro", informou a agência "Xinhua".


As ações dos policiais nos últimos dias têm sido dirigidas principalmente contra uma seita cristã denominada "Igreja de Deus Todo-Poderoso", conhecida há duas décadas na China e que afirma que amanhã a escuridão reinará sobre o planeta.


O "culto maligno", como denominam as autoridades chinesas, promete a salvação aos que se unam à organização (que pede que os fiéis entreguem seus pertences).


"Os homens de Satã serão extinguidos, e só Deus Todo-Poderoso pode salvar a humanidade. Quem resistir a ele irá para o inferno", assinalam panfletos da seita apreendidos pela Polícia nos últimos dias.


Anteriormente, a seita assegurava que a segunda chegada do Messias seria na China, e que a escolhida seria uma mulher.


As superstições sobre um suposto fim do mundo hoje, 21 de dezembro, influenciadas pelas crenças que circulam no mundo todo em torno do final do calendário maia, tiveram uma ampla aceitação no país asiático.


Crédulos e céticos se preparam também para receber na China a suposta mudança de era predita pelos maias, com uma mistura de piada e expectativa, e lembrando que no filme "2012", o país asiático tinha um papel protagonista na salvação da humanidade. 



Fonte: Vírgula
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Grupo liderado por vidente estoca alimentos para 'fim do mundo'

Eunice e João estão estocando alimentos e cobertores para o fim do mundo (Foto: Ivanete Damasceno/G1)
 
 
 
Ela diz que a partir do dia 21 vários 'fenômenos' irão acontecer. Historiador explica que teoria é erro de interpretação de calendário maia.
 
 
Livros, água, alimentos, remédios e roupas de frio fazem parte de uma lista de itens de sobrevivência de um grupo em Porto Velho.


Lideradas pela vidente Eunice Coelho, as pessoas já têm diversos produtos estocados em um abrigo secreto, localizado na área rural da cidade, numa preparação para o dia 21 de dezembro -- quando, segundo uma teoria controversa baseada no calendário maia, aconteceria o "fim do mundo".


“Não tenho como prever o dia certo porque as entidades espirituais trabalham com datas aproximadas", diz Eunice. "Eles foram claros ao dizer que devíamos nos preparar para coisas ruins”, afirma.


O historiador e professor da Faculdade Porto Velho Aleks Palitot explica que o misticismo em torno do fim do mundo é, na verdade um erro de interpretação do calendário maia.


Segundo o historiador, os maias seguem um calendário cíclico, de 52 anos e, de acordo com a cultura, quando um ciclo se cumpre, provoca várias tranformações.


Mochilas foram preparadas para enfrentar os fenômenos que antecederão o fim do mundo (Foto: Ivanete Damasceno/G1)



"Essas tranformações são no apecto econômico, religioso, social, e até nos conflitos bélicos ao qual os maias estavam envolvidos, obrigando toda uma sociedade a sair do conformismo e mudar", diz Palitot.


Eunice e seu marido, o aposentado João Carlos Bespalhok, de 79 anos, são líderes do grupo Núcleo da Divina Luz Irradiante sem Limite e dizem viver experiências com "seres astrais numa forma de espiritismo invertido".


Para a vidente, um alinhamento no centro da galáxia, onde estará a Terra, pode provocar eventos surpreendentes, como a mudança da correnteza dos rios e até influenciar o tempo cronometrado pelo relógio.


Bespalhok, de 79 anos, acredita que vai acontecer uma mudança de ciclo na Terra. “As mudanças de ciclos provocam extinções de espécies. Estou me preparando para algo como o fim do mundo porque acredito nas visões da Eunice. Ela é vidente desde criança e eu acredito no que ela diz”, afirma.


Mas ele diz não se preocupar, porque esse tipo de mudança, acredita, já aconteceu outras vezes na humanidade, que permanece viva e evoluindo. “Eu sigo o que ela diz. Mas estou sentindo as coisas”, diz.


Bespalhok diz ter medo dos fenômenos que antecederão o suposto "fim do mundo", como inundações.


Os alimentos são estocados em garrafas PET para não estragarem, segundo Eunice Coelho (Foto: Ivanete Damasceno / G1)


Por isso,  o casal está preparando mochilas de sobrevivência contendo água, remédios, pá desmontável entre outros itens. "Temos medo de não conseguir chegar a tempo ao abrigo e os itens da mochila podem nos manter por dois meses", afirma Eunice.


Segundo o casal, todas as pessoas do grupo, cerca de 20 pessoas, foram avisadas por Eunice do "comunicado emitido pelos astros" e algumas ajudam na preparação e estocagem de alimentos. Entre os produtos estocados estão cerca de 1,7 mil livros “para preservar o conhecimento e a cultura”.


“Somos casados há 17 anos e vivemos cada dia nos preparando para o pior. Mas, esperamos que o melhor aconteça. Se o mundo vai acabar eu não sei. Sei que estou preparada para isso”, diz Eunice.




Fonte: G1
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"Profecia" na internet liga "fim do mundo" a Gangnam Style



Se os Quatro Cavaleiros do Apocalipse estão prestes a descer na Terra, parece que um deles virá da Coreia do Sul, montado em um corcel invisível ao som do sucesso Gangnam Style


Redes sociais e sites da Coreia do Sul estão em polvorosa nos últimos dias por causa de uma previsão atribuída ao vidente francês do século 16 Nostradamus, sugerindo que Psy não é o gentil e sorridente cantor de 34 anos que ele parece ser.


"Na calma manhã, o fim virá quando o número de círculos do cavalo dançante chegar a 9", diz a profecia que circula em sites, Facebook e Twitter. 


Claramente falsa, a citação tem origem num "documentário" enganoso de cinco minutos do Youtube que já foi visto por 1,5 milhão de pessoas e que liga Nostradamus e Psy à profecia de 21 de dezembro dos Maias, que prevê o fim do mundo.


A Coreia do Sul é conhecida como a "terra da manhã calma", o "cavalo dançante" é a dança que Psy criou para suas apresentações e os nove círculos são os nove zeros que o seu clipe "Gangnam Style" terá quando for visto por um bilhão de pessoas no Youtube. No momento, o vídeo foi visto quase 972 milhões de vezes, e poderia chegar a 1 bilhão por volta do dia 21 de dezembro.


O "documentário" é narrado por uma voz sinistra que nota a "dominação cultural de Psy sobre a civilização ocidental" com imagens do cantor dançando com Britney Spears e o líder das Nações Unidas Ban Ki-moon. 



"O mal tão sedutor, que parece 'cool', vai entortar a mente das pessoas com um comportamento contagiante", diz a voz, com imagens de grupos de pessoas executando o "cavalo dançante" em "flash mobs" por todo o mundo.


A paródia fez muito sucesso na Coreia do Sul, talvez como distração para o povo que busca alívio após o lançamento de um foguete, na semana passada, pela Coreia do Norte e das eleições presidenciais de quarta-feira. 


"É hilário... pelo visto, circular um boato bobo na internet é algo que acontece no mundo todo", escreveu uma pessoa no twitter. "Agora Psy está sendo comparado a Nostradamus? Isso mostra como ele ficou popular!" afirmou outra pessoa no Twitter.



 Fonte: Terra
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"Céu está em silêncio", avisa profeta de SC



"Mamãe do céu me orientou a não dar entrevistas. O céu está em silêncio". Essas são as primeiras palavras - e únicas - de Cláudio Heckert, que vem sendo conhecido por trazer revelações de Nossa Senhora e do próprio Jesus Cristo sobre o fim do mundo.


Morador de Porto Belo, litoral de Santa Catarina, o "profeta" Heickert, de 67 anos e com sete filhos, diz ser apenas um instrumento para trazer as mensagens à Terra. 


Católico de origem humilde, ele estudou até a quarta série primária e trata de qualquer assunto relacionado às Sagradas Escrituras com total desenvoltura. 


As visões teriam começado ainda criança até que, em 1998, ele largou a confecção que mantinha para "se atirar nos braços de Maria".


Entre os segredos e o "fim do mundo"
 

Heickert prevê a colisão de dois astros contra a Terra, uma terceira guerra mundial - que deve começar por Israel -, além da fuga do Papa do Vaticano e o encontro de diversos objetos sagrados como a Arca de Noé, o Santo Graal e a Arca da Aliança. 


Outros 16 segredos ainda teriam sido contados por Nossa Senhora a Cláudio e serão "revelados" no futuro.


Perguntado sobre o fim do mundo, Cláudio rebate: "Fim dos tempos", limita-se a dizer, sem entrar em detalhes.


O movimento Salvai Almas, liderado por ele, conta com seguidores de várias partes do Brasil. Uma das principais atividades é visitar cemitérios, anotar os nomes em túmulos e transcreve-los para o "Livro da Luz de São Miguel". 


Já são mais de um milhão de nomes escritos em vários livros. As almas que estariam "perdidas no Inferno" acabaram sendo riscadas do livro por orientação de São Miguel, segundo os fiéis.


No último sábado, dia 15, os fiéis realizaram a Noite Branca e o Cenáculo de Natal. Logo na entrada da capela construída por Cláudio há um aviso sobre a "figura ridícula" de Papai Noel. Eles se referem ao período natalino sempre citando apenas o Menino Jesus.


Após uma missa com muitos cânticos, eles partem em procissão carregando uma imagem da Virgem Maria grávida enquanto visitam 30 casas da cidade para orações.


Um dos apoiadores de Heickert, Arnaldo Hass, também evita entrevistas. Ele cita, entretanto, que algo está para acontecer, inclusive no Brasil, e garante que os seguidores receberam a informação sobre o atentado das torres gêmeas, em 2001, com 78 dias de antecedência. "Cláudio vai receber as orientações e revelá-las quando os céus autorizarem", afirma.


Fiéis acreditam que Deus "dará um jeito"
 

Fiéis que participam do Movimento Salvai Almas acreditam nas mensagens sobre o fim do mundo passadas ao profeta Cláudio Heickert, de Porto Belo. Para muitos dos seguidores, o dia 21 de dezembro deve trazer uma "mudança dos tempos" no planeta Terra.


"As pessoas só pensam no lado material. Acredito nas mensagens, elas são fortes", diz Édio Carlos, que viajou 200 quilômetros entre Vidal Ramos e Porto Belo para participar do Cenáculo de Natal promovido pelo movimento. 


"O homem está acabando com tudo e não tem tempo para o lado espiritual. Deus vai dar um jeito, dar um puxão de orelha porque as pessoas devem se converter".


Édio participa do movimento há cerca de um ano. Ele disse que teve um problema de saúde e precisaria operar. "Falei com o Cláudio e ele disse que não seria necessário. De fato, não foi e estou muito bem de saúde", disse.


Há 15 anos acompanhando as atividades de Heickert e do movimento, Edir Campos mora em Brusque, na região do Vale do Itajaí (SC), e prega que as pessoas leiam as mensagens ditadas a Cláudio. 


"Peço que todos que tenham o coração limpo deixem a arrogância de lado e leiam essa mensagem", afirma. "Não há como não acreditar nelas. As pessoas precisam orar mais, participar mais, acreditar mais. O mundo desse jeito não pode continuar".




 Fonte: Terra
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Corram para as montanhas, diz "profeta" da avenida Paulista




Motorista que largou a carreira para se dedicar a uma causa "espiritual" anuncia na avenida mais movimentada de São Paulo que o mundo vai acabar um dia antes da data supostamente prevista pelos maias. 


Danillo de Matos, 49 anos, se diz um mensageiro de Deus e "alerta" o povo sobre cataclismo que ele diz que abaterá sobre a Terra na quinta-feira, às 13h45. 


A reportagem do Terra foi até o Masp, na avenida Paulista, o local escolhido pelo "profeta do apocalipse" para propagar suas mensagens e conversou com o homem que pretende salvar a humanidade.


Ele lembra que largou tudo há pouco mais de um ano, quando "despertou" para a realidade e começou a propagar a mensagem de esperança. Danilo conta que foi através de uma bíblia colorida que ele conseguiu se conectar a estrutura alienígena interna. "Daí, eu consegui decodificar as mensagens cifradas", disse. 


Durante a conversa, apareceu uma mulher que disse conhecer Danilo e acreditar em seus ensinamentos. A massagista Ísis Fonseca, 60 anos, disse que pretende partir para a Serra da Mantiqueira onde tem uma casa. 


"Eu tenho uma casa em Piquete, no Vale do Paraíba e lá é alto, na serra. Estou querendo ir para lá, pois acredito que temos que fazer essa passagem de maneira tranquila." 


Segundo o "profeta", o "Livro da Verdade" será aberto amanhã e duas dimensões serão impactadas. Tudo vai acontecer a partir do suposto alinhamento dos planetas. 


"Na hora do alinhamento, quando Mercúrio entrar na linha, ele vai trazer um polo magnético gigantesco, que vai entrar em colapso, provocando um 'Katrina' das tempestades solares", disse Danilo, se referindo ao furacão que devastou Nova Orleans, nos EUA, em 2005. No entanto, a teoria de alinhamento dos planetas foi totamente descartada pela Nasa.


A principal incidência, segundo ele, será no hemisfério norte. "Nos Estados Unidos, Canadá e Rússia, o chão vai pegar fogo. Aqui no Brasil, nós estaremos protegidos, mas teremos que partir para locais altos e armazenar comida", disse. 


Quem quiser se salvar deverá correr para as montanhas. "Aqueles que estiverem com roupas brancas, véus brancos, turbante vermelho e colocarem a língua para a fora no momento do recebimento da luz, conseguirão se adaptar para entrar na quarta dimensão", falou. "Na quarta dimensão, não temos mais a matéria. Poderemos voar, ler mentes, nos teletransportar." 


Segundo Danilo, os sobreviventes terão que levar suprimentos como sardinha enlatada e mel. "Vamos ficar esperando 150 dias o transporte alien chegar para resgatar todos nós. Nesse período, não poderemos tocar em água, nem em legumes, pois viraremos estátua de sal. Temos que sobreviver comendo apenas sardinha em azeite e mel, pois está na Bíblia", disse. 


O profeta avisou que iria permanecer em jejum nas últimas horas e partiria para a Serra da Mantiqueira para aguardar o fim do mundo ao lado da família, apesar de não ter certeza de que mulher e filhos iriam lhe acompanhar. 




Fonte: Terra
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Autoridades cercam vilarejo que seria refúgio do "fim do mundo"






Autoridades francesas prepararam um esquema especial de segurança para impedir a superlotação de um pequeno vilarejo que, segundo grupos esotéricos, oferece salvação ao "fim do mundo" previsto para 21 de dezembro por uma suposta profecia maia. 


A fama da cidade de Bugarach, no sudoeste do país, como centro "místico" e "mágico", tem crescido bastante nos últimos anos, graças em especial, à imprensa e à ação de grupos esotéricos na internet.


Muitos sites vinham circulando, há anos, rumores de que o vilarejo, que fica na encosta de uma montanha com o mesmo nome, seria "um estacionamento de ovnis (objetos voadores não identificados)", um local "sagrado" que ofereceria refúgio para quem quisesse escapar do "apocalipse" de 21 de dezembro.


Essa data, de acordo com uma profecia baseada em interpretações do calendário maia, marcaria o fim de uma era de 5 mil anos - para alguns, o "fim do mundo".

'Sem fundamento'

Em entrevista à BBC Brasil, entretanto, Éric Freysselinard, secretário de segurança pública da região do Aude, onde fica Bugarach, "essas histórias de extraterrestres e de apocalipse não têm nenhum fundamento". 


"Vai fazer frio, chover e não vai acontecer nada ali. Por razões de segurança, vamos bloquear os acessos ao vilarejo se houver muita gente", disse ele.


"Vamos adaptar o esquema de segurança em função da evolução da situação e do comportamento dos visitantes", disse Freysselinard, que quer evitar a entrada de grupos de "pessoas agitadas" (fanáticas) em Bugarach. 


Uma centena de policiais e bombeiros, foram deslocados para a cidade na última quarta-feira, como parte das medidas de segurança, que ficarão em vigor até o dia 23 deste mês.


Os policiais ergueram barreiras nas estradas ao redor para controlar o fluxo de veículos. O camping local ficará fechado no período e passeios na montanha estão proibidos, como também a realização de festividades nas ruas.


O acesso ao pico da montanha de Bugarach, com 1,2 mil metros de altura, também está proibido. Não será possível nem sobrevoá-lo até o dia 23. Apenas os moradores, que receberam um passe, e pessoas autorizadas podem circular livremente pelo vilarejo.


Grutas

O esquema de segurança também inclui o policiamento das várias grutas na região. As autoridades fizeram um mapeamento das várias grutas ao redor da montanha e estão prontos para agir em caso de necessidade.


"Tememos que as pessoas entrem nessas cavidades sem tomar nenhum tipo de precaução e fiquem perdidas nas grutas", diz o comandante Sébastien Grand-Clément, da polícia militar das montanhas. Até um posto médico com psicólogos foi instalado no vilarejo nesse período.


Mas por enquanto, são apenas os jornalistas que lotam Bugarach. "Até o momento, não constatamos um fluxo significativo de visitantes. Há principalmente jornalistas em Bugarach", afirma o secretário de segurança pública, responsável pela implementação do esquema especial.


Segundo as autoridades locais, 260 jornalistas do mundo todo estão credenciados para acompanhar a situação no vilarejo nesta sexta-feira, 21 de dezembro.


"A movimentação corre o risco de ser grande no dia 21. Mas decidimos implantar as medidas de segurança por um período de quatro dias", acrescenta Freysselinard. Para o secretário de segurança, "Bugarach voltará a ficar tranquilo após o dia 21".




Fonte: BBC
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Especialistas criticam ignorância em torno do mito do fim do mundo



A euforia e a incerteza alimentadas pelo mito de uma suposta profecia maia sobre o fim do mundo na próxima sexta-feira surgem de uma excessiva credulidade, ignorância, sensacionalismo e um desmedido afã por lucro, disseram especialistas consultados pela Agência Efe.


"Estas versões apocalípticas derivam de uma ignorância, mas em algumas ocasiões também de um afã por um lucro desmedido do qual se aproveitam para escrever livros, fazer filmes ou outras formas de expressão", comentou o arqueólogo Eduardo Matos.


Por sua parte, Alfredo López Austin, um historiador especialista em religião mesoamericana e em povos indígenas do México, explicou que "se a um dado curioso do calendário maia é acrescentado o sensacionalismo, o mercantilismo dos meios de comunicação, um notável nível de ingenuidade generalizada e muita vontade de aceitar o inexplicável e o catastrófico, se forma um coquetel complexo".


Matos afirmou que o "pensamento religioso sempre se nutriu de fábulas ou mitos por meio dos quais se tenta explicar diversos fenômenos para os quais o homem, em sua ignorância, não tem resposta".


Muitas pessoas interpretaram que a mudança de uma era que começou no ano 3.114 antes de Cristo em um ciclo do calendário maia significa uma "profecia" sobre o fim do mundo; no entanto, esta ideia é "completamente alheia e estranha ao pensamento maia antigo", declarou o arqueólogo.


Este mito, detalhou, "só pode ser compreendido no marco de nossa própria concepção apocalíptica ocidental, de nossos próprios temores e superstições, assim como de ideologias ecléticas pós-modernas que não carecem de interesses de lucro comercial".


López Austin, por sua parte, assinalou que a maioria das pessoas admira os maias como uma civilização notável, mas "ignoram sua história e boa parte de seu pensamento".


"A admiração mais o desconhecimento generalizado conduzem facilmente à fantasia. Quando algo não sabe, é mais fácil imaginar que ir às fontes de conhecimento", advertiu.


O arqueólogo Matos lembrou que em muitas religiões existe a gênese do mundo e de tudo que nos rodeia, mas também prevê um final.


Acrescentou que as ideias religiosas do Apocalipse estão presentes no pensamento cristão e abriram passagem ao milenarismo ocidental que se manifesta em muitos campos, onde o tempo se apresenta de uma maneira linear e sem repetições.


Em outras culturas, como as mesoamericanas, se aprecia uma visão cíclica, repetitiva do tempo, devido principalmente a sua observação da natureza e do movimento dos astros, indicou.


Matos ressaltou que a ciência avançou muito em elucidar diversos aspectos do surgimento do universo, da vida, da morte e outros mistérios, mas sempre permanecem crenças sem sustentação que as religiões, em geral, mantêm.


Por sua vez, López Austin insistiu que para os que se regem por crenças e não pelo exercício do pensamento crítico, "as falhas de uma crença podem ser substituídas pelas promessas de outra; as crenças velhas e inúteis são simplesmente substituídas pelas inovadoras e promissoras".


Salientou que no dia seguinte, ao comprovar que a profecia não se cumpriu, os adeptos a este tipo de crença assegurarão que "a profecia não foi plenamente realizada", que há "outras explicações ou esperarão que alguém lhes sirva outro prato com uma nova profecia".


Além disso, apontou que os "meios de comunicação sensacionalistas não fazem mais que aproveitar a situação para fomentá-la e lucrar".


López Austin considerou que "é falso" pensar que no século 21 o mundo vive em uma era científica, e assinalou que não se deve confundir a ciência com a técnica. "Vivemos uma época obscura, supersticiosa, acrítica", lamentou o historiador. 




Fonte: Terra
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Vidro com imagem da 'Virgem Maria' em hospital será levado a igreja

O vidro de uma janela em hospital na periferia de Kuala Lumpur (Malásia) que teria registrado a imagem da "Virgem Maria" será transferido para uma igreja católica da cidade.


A "aparição" levou um grande número de fiéis ao hospital, afetando bastante a rotina do local e complicando o trânsito nas imediações. 
A divulgação da imagem da janela pelo Facebook provocou uma avalanche de milhares de pessoas, interessadas em testemunhar o que classificam como "milagre", de acordo com o site "BikyaMasr".


O destino do vidro será uma igreja de Nossa Senhora de Lourdes, que, segundo o padre que cuida da paróquia, será o local "mais adequado" para a concentração de fiéis e suas orações.


"Garantimos que a imagem será tratada da forma mais cuidadosa e respeitosa", disse o padre Simon Labrooy.
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Suposta imagem da Virgem Maria em janela atrai multidão na Malásia



 
 
Fiéis fazem romaria em subúrbio da capital, Kuala Lumpur. Igreja e hospital em que imagem teria aparecido não comentam caso.
 
 
Católicos estão venerando uma imagem parecida com a da Virgem Maria e que apareceu em uma janela de um hospital de Subang Jaya, subúrbio de Kuala Lumpur, capital da Malásia.


A concentração de fiéis no local está provocando congestionamentos. A imagem também virou viral nas redes sociais. Autoridades da Igreja Católica local e do hospital não comentaram o caso.
 
 
 
 
 
Fonte: G1
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