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Bóson de Higgs - Por enquanto, indícios.

Nota: Para não criarmos falsas expectativas, não informamos, ontem, sobre a possibilidade de cientistas provarem a existência do elemento Bóson de Higgs. Agora damos a notícia do que aconteceu, por enquanto, apenas indícios. Vejam:

Foi anunciada, por pesquisadores do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, em Genebra, a localização do elemento Bóson de Higgs. A física estima que o elemento é uma partícula subatômica considerada uma das matérias primas da criação do universo...


Apesar dos sinais não atenderem totalmente aos padrões rígidos para um ‘achado científico’ é possível prever uma descoberta para o ano de 2012.

O Bóson de Higgs é considerado a chave para a compreensão do universo. Apelidada de ‘partícula de Deus’, o elemento não possuem massa e nenhum elemento em sua composição. Sem massa, essas partículas viajariam o cosmos à velocidade da luz e seriam incapazes de se unirem a outras partículas para formar os átomos - que são à base de tudo no universo, desde os planetas até as pessoas.

A existência do Bóson de Higgs foi predito em 1964, pelo físico da Universidade de Edimburgo, Peter Higgs. No entanto, até hoje, muitos pesquisadores não acreditam em sua existência. A caça do Bóson de Higgs é uma das principais tarefas do LHC.

A descoberta

A física Tara Shears é otimista ao dizer que os resultados representam "tempos excitantes" na ciência e que muito ainda está “por vir".

Um físico especialista em partículas, da Universidade de Manchester, Stefan Soldner-Rembold afirma ao MailOnline: "Os dois detectores em busca de Higgs apresentaram um marco importante na sua busca, mas ainda não é suficiente para anunciar uma descoberta. Ainda assim, estou muito animado, pois a qualidade dos resultados do LHC é excepcional.”.

Os pesquisadores são cautelosos em lembrar que “a principal conclusão é que o Bóson de Higgs, se existir, é mais provável de ter uma massa restrita à faixa de 116-130 GeV [a unidade de energia igual a bilhões de elétron-volts] pelo experimento”. Em suma, a descoberta se baseia na constatação de que as partículas praticamente não têm massa.

O resultado dos experimentos, portanto, aponta que o Higgs é bastante leve, o que poderia levar a descobertas mais excitantes, de acordo com Lisa New cientista do Grossman. Ela afirma que "a massa de Higgs, 125 giga elétron-volts, seria um caminho para a explosão de terreno inexplorado. Seria necessário pelo menos um novo tipo de partícula para estabilizá-lo”.

Os resultados indicam algo peculiar em relação à física de partículas. No entanto, os cientistas só reconhecem formalmente os resultados de uma experiência em que haja a chance de 1 em 370 de ser ‘acaso’. A caça de Higgs aponta um o resultado geral de 2,3.

O LHC, situado em um túnel de 100 metros de profundidade, perto da fronteira franco-suíça, esmaga feixes de prótons - partículas subatômicas - na velocidade da luz, recriando as condições que existiam uma fração de segundo depois o Big Bang.

Se a teoria dos físicos estiver correta, os Bósons de Higgs devem ser criados nas trilhões de colisões que ocorrem no universo, antes de se deteriorarem rapidamente. Esse fato deixa para trás uma "pegada" que aparece como um ‘inchaço’ em seus gráficos.

Do Bing Bang a 1960

Para explicar as pequenas partículas que formam os átomos, foi proposta existência de um elemento chamado Bóson de Higgs, na década de 1960. A teoria é que devido ao esfriamento do universo após o Big Bang, uma força invisível conhecida como o campo de Higgs se formou. Este campo permeia o cosmos e é composta de um número incontável de pequenas partículas - ou bósons de Higgs. Como outras partículas passam através dele, o elemento transfere massa para outras partículas fundamentais.

Qualquer benefício, em todo o mundo, a partir da descoberta do Bóson de Higgs será em longo prazo, mas será sentida em campos tão diversos como computação, medicina e indústria.

Especialistas comparam a busca pelo bóson de Higgs com a descoberta do elétron. Uma partícula subatômica - foi descoberta em 1838, mas sua presença não foi confirmada por mais 60 anos. Um século depois, nosso entendimento compreende que um elétron é fundamental para o desenvolvimento da tecnologia de televisores e CDs à radioterapia para pacientes com câncer.

Fonte: Jornal Ciência.com